José Pinto da Fonseca Guimarães (Porto Alegre, 23 de maio de 1870 — Rio de Janeiro, setembro de 1942) foi um escritor, jornalista, educador e diplomata brasileiro.
Biografia Era filho do coronel João Pinto da Fonseca Guimarães e Zulmira Lara Palmeiro da Fontoura. Foi irmão de João Pinto da Fonseca Guimarães que foi deputado à Assembléia Constituinte do Rio Grande do Sul em 1891.Abreu, Alzira Alves de. Dicionário histórico-biográfico da Primeira República (1889-1930). Editora FGV, 2015
Lecionou na Escola Normal,Almeida, Maximiliano Mazewski Monteiro de. "Didática cívico-castilhista: livros de historiografia e geografia para as escolas elementares do rio grande do sul (1896-1902)". In: XXIV Simpósio Nacional de História da ANPUH, 2007a integrou a primeira equipe de redação do Correio do Povo em 1895,Dillenburg, Sérgio Roberto. Correio do Povo. Escola de Ciências Sociais, Fundação Getúlio Vargas e dirigiu a Biblioteca Pública do Estado de 1897 a 1906, sendo o primeiro escritor a ocupar o cargo,Almeida, Maximiliano de. Mandando adoptar: livros didáticos de história e geografia no Rio Grande do Sul para escolas elementares (1896-1902). Mestrado. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2007b, pp, 9-10; 23
Depois seguiu a carreira diplomática. Em 1913 era secretário de legação encarregado do Consulado Brasileiro em Berlim,Decreto. 10.346 – de 16 de julho de 1913, concede autorização á Julius Pintsch Aktiengesellschaft para funccionar na Republica e em 1931 era cônsul-geral do Brasil em Assunção, onde participou da questão do Chaco, entre Paraguai e Bolívia."A Versão Oficial. Parte VI: Circulares do Ministério das Relações Exteriores 1930 - 1939". Cadernos do Centro de História e Documentação Diplomática, 2006; V (9): 47-52
Obra Foi autor de O Rio Grande do Sul para as Escolas (1896), a primeira obra didática para o ensino público de Geografia e História aprovada pelo Conselho Diretor de Instrução Pública, contendo poesias, crônicas, descrições de fauna e flora, tipos humanos, figuras ilustres do passado, noções de geografia, história, civismo, economia, costumes, tradições e cultura regional. Uma segunda edição, ampliada, foi publicada em 1899. A obra contribuiu para a construção da mitologia romantizada do gaúcho como o "monarca das coxilhas", havendo mesmo um capítulo com este título, e excluiu o negro da história do estado.Almeida 2007b, pp. 23; 85-102 Guilhermino César disse em 1956 que "José Pinto Guimarães sumariou a cultura rio-grandense num livro didático até hoje não superado".César, Guilhermino. História da Literatura do Rio Grande do Sul. Globo, 1956, p. 368 Para Dante de Laytano, "embora uma obra do século passado, surge-nos como trabalho pioneiro. Mais do que isso, aborda a história regional pelo simbolismo que se recebe de suas tradições, assim a matéria do livro amplia-se para a história dos costumes. Não permanece apenas na história heroica, que é a principal no devotamento exato da imagem do passado, segundo as suas figuras e atos e fatos. José Pinto Guimarães dá-nos um livro de história social".Laytano, Dante de. Manual de fontes bibliográficas para o estudo da história geral do Rio Grande do Sul. Ed. UFRGS, 1979, pp. 53-55
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