O violino é um instrumento musical, classificado como Instrumento de cordas ou cordofone. Foi inventado por Gasparo de Salò, um italiano que viveu entre os anos 1540 e 1609. O termo "violino" foi introduzido na língua portuguesa no século XX. Até então, a designação do instrumento era rabeca, palavra que ainda se utiliza em muitos lugares.

É o menor e mais agudo dos instrumentos de sua família (que ainda possui a viola, o violoncelo e o contrabaixo) e corresponde ao Soprano da voz humana. O violino possui quatro cordasADAMS, John S. (1865). Adams' New Musical Dictionary of Fifteen Thousand Technical Words, Phrases, Abbreviations, Initials, and Signs Employed in Musical and Rhythmical Art, p. 252. S. T. Gordon and Son. Acessado em 23 Janeiro 2012. percutidas, com afinação da mais aguda à mais grave: O timbre do violino é agudo, brilhante e estridente, mas dependendo do encordoamento utilizado e da forma que é tocado, podem-se produzir timbres mais aveludados. O som geralmente é produzido pela ação de friccionar as cerdas de um arco de madeira sobre as cordas. Também pode ser executado beliscando ou dedilhando as cordas (pizzicato), pela fricção da parte de madeira do arco (col legno), ou mesmo por percussão com os dedos ou com a parte de trás do arco.

Toca-se com o arco a passar nas cordas e faz um som diferente de acordo com as cordas tocadas (corda mi aguda, corda sol grave). Esticada na parte inferior do arco estão as cerdas, que são feitas de vários fios de crina de cavalo, ou de material sintético.

Assim como outros instrumentos de percussão, os violinos também podem ser amplificados eletronicamente. A sua utilização mais comum é nos naipes de cordas das orquestras. O género mais comum é a música de concerto da tradição clássica ocidental. Existem no entanto diversos músicos que o utilizam na música folclórica, popular, rock e outros géneros.

Na orquestra, o líder do naipe de primeiros-violinos é chamado de spalla. Depois do maestro, ele é o comandante da orquestra. O spalla fica à esquerda do maestro, logo na primeira estante do naipe dos primeiros-violinos.

A extensão do violino é do Sol 3 (mais grave e a última corda solta), ao Si 6 (3 notas antes da mais aguda que se pode ouvir).

História do violino A palavra violino é um diminutivo de viola, palavra vinda do latim médio, vitula, que significa instrumento de percussão. Sua origem vem de instrumentos trazidos do leste da Europa do Império Bizantino. Os primeiros violinos foram feitos na Itália entre os meados do fim do século XVI e o início do século XVII, evoluindo de antecessores como a rebec, a vielle e a lyra da braccio. A sua criação é atribuída ao italiano Gasparo de Salò. Durante duzentos anos, a arte de fabricar violinos de primeira classe foi atributo de três famílias de Cremona: Amati, Guarneri e Stradivarius. Toda a invenção do violino foi conduzida pelas raízes do instrumento milenar chinês erhu, as raízes deste instrumento foram os instrumentos de cordas friccionados por arco mais antigos já descobertos.

O violino propriamente dito manteve-se inalterado por duzentos anos. A partir do século XIX modificou-se apenas a espessura das cordas, o uso de um cavalete mais alto e um braço mais inclinado. Inclusive, a forma do arco consolidou-se aproximadamente nessa época. Originalmente com um formato côncavo, o arco agora tem uma curvatura convexa, o que lhe permite suportar uma maior tensão das crinas, graças às mudanças feitas pelo fabricante de arcos François Tourte, a pedido do virtuose Giovanni Battista Viotti, em 1782.

O violino tem longa história na execução de músicas de raiz popular, que vem desde os seus antecessores (como a vielle). A sua utilização tornou-se mais expressiva a partir da segunda metade do século XV.

Stradivarius Os violinos Stradivarius são provavelmente os mais valiosos do mundo. Foram feitos mais de mil instrumentos, entre eles violinos, violas de arco, violoncelos e outros instrumentos de arco pelo mestre Antonio Stradivari (1644-1737), mas actualmente restam poucos destes instrumentos. Um violino Stradivarius de 1720, não dos mais famosos, foi comprado num leilão em Novembro de 1990 por 1,7 milhão de dólares. Em 2006 foi leiloado na casa de leilões Christie's um Stradivarius de 1729 (Hammer) que foi arrematado por 3,5 milhões de dólares.

O Messias O mais famoso Stradivarius é também o mais famoso e valioso violino do mundo. O Messias foi feito pelo mestre em 1716 e ainda hoje é o violino antigo mais preservado do mundo, afirmado por muitos como aparentando ter acabado de ser feito.

Também foi o único violino que Stradivari nunca vendeu, ficando em sua posse até sua morte.

O Messias se encontra no Ashmolean Museum de Oxford, Inglaterra, no salão de música Hill.

Enquanto existem por volta 650 instrumentos Stradivarius sobreviventes, por outro lado também existem milhares de cópias, grande parte com marcas com a inscrição "Stradivarius", feitos em sua homenagem.Stradivarius na página do Smithsonian. Muitos milhares destes foram feitos no século XIX, com marcas que indicavam o modelo de origem, sem pretensão de passarem por originais; porém com o passar do tempo a história verdadeira se perdeu, a medida que estes instrumentos são redescobertos hoje, levam seus descobridores ao engano.

Um dos vários segredos da beleza estética dos violinos de Stradivarius reside no facto de o seu construtor os desenhar utilizando a Secção Áurea. A Secção Áurea representa um elemento de equilíbrio estético.

Os instrumentos de Stradivarius são referência mundial, porém a arte da lutheria nunca deixou de se desenvolver, apesar de todos os mitos que cercam o instrumentos stradivarius, recentemente foi feito um teste cego com violinistas solistas de fama internacional, para esse exame, pesquisadores franceses submeteram 12 violinos a esses concertistas - seis modernos e seis antigos, entre os antigos estavam cinco Stradivarius originais, para a surpresa dos próprios, muitos preferiram os instrumentos modernos. Os solistas testaram todos os instrumentos em uma sala de concertos de 300 lugares e uma mais ampla em Paris, acrescentam os pesquisadores, cujo estudo aparece na última edição da "Proceedings of the National Academy of Sciences". Cada teste durou mais de uma hora. Os músicos não tinham como identificar visualmente os instrumentos, já que os modernos receberam um tratamento que os deixou parecendo antigos.

Os autores do experimento afirmam que seis dos dez solistas preferiram um violino moderno. Um desses instrumentos parece ter se destacado dos demais. De qualquer forma Stradivarius nunca deixará de ser uma referência mundial e o valor histórico de sua obra é inestimável, já que serve até hoje como modelo para a construção de instrumentos modernos.

Detalhes da Construção Como outros instrumentos de cordas, os violinos são construídos por luthiers. A luthieria ou liuteria é uma profissão artística que engloba a produção artesanal de instrumentos musicais de corda com caixa de ressonância. Tais palavras tiveram origem da construção do alaúde, que em italiano se chama liuto; portanto, liutaio significa aquele que faz alaúdes.

Tradicionalmente são instrumentos puramente acústicos, cujo som é amplificado naturalmente pela caixa de ressonância de madeira. A "voz" ou som de um violino depende de sua forma, da madeira de que é feito, da graduação (o perfil de espessura) tanto do tampo quanto do fundo, do verniz que reveste sua superfície externa e da habilidade do luthier em realizar todas essas etapas. O verniz e, especialmente, a madeira, continuam a melhorar com o tempo, tornando a oferta limitada de violinos antigos bem-feitos por luthiers famosos muito procurados. No entanto, existem instrumentos amplificados eletronicamente, através de captadores ou microfones. Assim como as guitarras elétricas, os violinos eletrificados não necessitam de caixa de ressonância. Alguns possuem corpo maciço e outros nem possuem corpo, mas apenas molduras para a sustentação das cordas.

Além do tamanho padrão completo (4/4), os violinos também são fabricados em tamanhos fracionários, como 7/8, 3/4, 1/2, 1/4, 1/8, 1/10, 1/16, 1/32 e até mesmo 1/64. Esses instrumentos menores são comumente usados por jovens músicos cujos dedos não são longos o suficiente para alcançar as posições corretas em instrumentos de tamanho completo.thumb|Estojo de violino: vista geral. Partes do Violino O violino é guardado, normalmente, num estojo cuja forma e material podem variar. Esse estojo contém necessariamente o violino, o arco, a resina, a almofada (ou espaleira), uma surdina, uma flanela para limpeza e cordas sobressalentes. Pode conter, esporadicamente, dependendo do caso, partituras, um outro arco, um metrônomo, um higrômetro, um umidificador, um diapasão, giz para conservação das cravelhas.

center|300px center|432x432px Legenda: Voluta Cravelha Pestana Espelho Escala Corda Resina ou breu Antiga corda de tripa. A sua antiguidade nota-se pela cor amarelada e pela sua forma (a extremidade conservou-se enrolada pela cravelha) Higrómetro Arco Legenda: Queixeira Estandarte Micro afinador: Surdina Talão Humidificador Corda nova no pacote Espaleira thumb|right|350px| Violino - detalhes.

Ouvidos, Efes ou Aberturas acústicas são os orifícios que permitem aos sons (vibrações), amplificados pelo corpo do instrumento, atingir o espaço externo e finalmente os nossos ouvidos. Cravelhas são as peças de madeira (quatro, uma para cada corda), onde se fixam as cordas, e são usadas para afinar o instrumento girando-as em sentido horário ou anti-horário, a fim de retesar ou afrouxar as cordas. Elas são mantidas no lugar pela fricção da madeira contra a madeira, porém ainda assim os violinos desafinam com facilidade, especialmente com mudanças de temperatura, ou em viagens longas. Um violino precisa ser afinado muitas vezes até que as cordas novas se acomodem. Cavalete é a peça na qual se apoiam as 4 cordas distendidas. A parte inferior do cavalete - dois pequenos pés - fica apoiada no plano harmônico do violino (tampo superior - o inferior chama-se fundo). Sua curvatura superior mantém as cordas à altura adequada, permitindo que cada uma seja tocada separadamente pelo arco. Pequenas ranhuras no cavalete mantêm as cordas no lugar. O cavalete transforma as vibrações horizontais em verticais e depois transmite as vibrações das cordas para o corpo do violino. Cordas: Antigamente eram feitas de tripa de carneiro e rabo de cavalo. Hoje são de aço cromado ou de material sintético, revestidas com uma fita metálica de alumínio, níquel, ou, as melhores, de prata. A afinação padrão para as cordas seguindo por ordem de espessura é Mi (E) (1ª corda, a mais aguda), Lá (2ª corda), Ré (3ª) e Sol (a 4ª corda, a mais grave). . Essas notas geram o acorde G6/9. As cordas geralmente possuem um enrolamento de seda colorido em ambas as extremidades para identificar a corda. Com o tempo, as cordas vão se desgastando, limitando a sua vida útil. A longevidade das cordas depende da qualidade e da intensidade do seu uso. Estandarte é uma peça aproximadamente triangular que fixa as cordas na extremidade oposta ao braço. Frequentemente possui, nele, microafinadores, que são acionados por um pequeno parafuso girado pelos dedos, que permitem ao músico fazer ajustes pequenos na afinação de uma corda. Fixo é um pequeno acessório metálico que se prende no estandarte, no furo correspondente às cordas. Possui um parafuso que ao girá-lo, permite precisão na afinação da corda. Queixeira: Peça anatômica que serve para o violinista acomodar de maneira mais confortável o violino ao maxilar. Foi inventada pelo alemão Ludwig Spohr.