O Monte d'Assaia – também se escreve Monte da Saia – localiza-se no Concelho de Barcelos e prolonga-se no sentido norte-sul, desde as Carvalhas e Silveiros até Grimancelos e Viatodos. Do lado nascente, ficam Silveiros e Monte de Fralães; do poente, Chorente e Chavão. Até há uns 80 anos, era despido de manto florestal, mas desde há muito que se apresenta densamente arborizado.

A sua área pertence maioritariamente a Monte de Fralães; esta freguesia chamou-se aliás durante muito séculos São Pedro do Monte. A própria igreja paroquial encontrava-se no topo do monte d’Assaia ainda em 1560.

Outros pontos de interesse A Citânia de Lenteiro A Fonte da Pegadinha da Senhora e a Laje dos Sinais Laje dos Sinais Forno dos Mouros (Carvalhas) Moinho Antiga fábrica de pirotecnia, na freguesia de Chavão destruída por uma explosão nos anos 70.

Um Paço Na encosta de Monte de Fralães, a uns 300 m da Igreja Paroquial, houve em tempos o lugar do Paço. Na origem deste nome, segundo um perito, estaria um palácio de origem romana, de que até há pouco se conservavam ruínas. Poderá ter ficado no mesmo lugar o paço medieval dos Correias.

O Pe. Carvalho da Costa descobriu, cerca de 1700, no actual Solar dos Correias, uma lápide bastante mutilada e que hoje se guarda no Museu de Martins Sarmento, que fala dum soldado que a dedica a seu pai Aurélio Patrício. A leitura correcta do latim da lápide, desenvolvidas as abreviaturas, seria: Aurelio Patricii filius miles legionis… Isto é, «A Aurélio, filho de Patrício, (dedica) o filho, soldado da legião…»

No mesmo lugar do Paço, há a chamada «Campa da Moura», aberta em duro granito, que será acaso um túmulo medieval, quem sabe se de Paio Soares Correia, o avô de Paio Peres Correia, a quem a posse do Paço parece ser ainda atribuída em tempos de D. Dinis.

Conservam-se no monte também as ruínas de alguns antigos moinhos de vento.

Um documento de 965 Nos Documenta et Chartæ dos Portugaliæ Monumenta Historica, transcreve-se um documento do ano 965 que fala do monte d’Assaia e da Vila de Silveiros. É uma «Cedência de certos bens, no lugar de Silveiros, território bracarense, no sopé do monte d’Assaia, entre o Cávado e o Este». No lugar onde ficara essa vila foi descoberto um túmulo antiquíssimo formado com tegulæ romanas.

Lendas Como complemento a esta informação arqueológica, devem lembrar-se duas lendas.

Uma, comum às tradições doutros lugares, fala duma moura encantada, meio mulher meio cobra, cuja captura facilitaria o acesso a grandes tesouros que se esconderiam na área do monte. Para dominar a moura e alcançar essas riquezas, era preciso subir lá, de noite, fazer a leitura seguida e sem falhas do Livro de São Cipriano e vencer as provas terríveis que iriam surgir…

Com raízes muito mais locais e concretas, é a de Maria Fidalga. A sua história ter-se-ia passado entre o Souto e Fonte Velha, na encosta do monte, lá pelos séculos XVI ou XVII.

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