Domingos Jorge Velho (Vila de Parnaíba, – Piancó, ) foi um bandeirante paulista. Notório caçador de indígenas e de escravizados fugitivos das mãos dos portugueses. Liderou as tropas que destruíram o Quilombo dos Palmares.

Biografia Era filho de Francisco Jorge Velho e de Francisca Gonçalves de Camargo.

Esteve nos sertões do Piauí, Ceará e Paraíba, combatendo e caçando indígenas, e sendo o responsável pela destruição de vários aldeamentos. Por volta do ano de 1675 fundou na Paraíba os arraiais de Formiga e Piancó.

Domingos Jorge Velho — que tinha a patente de mestre de campo — e o capitão-mor Bernardo Vieira de Melo foram contratados pelo governador e capitão-general da Capitania de Pernambuco Caetano de Melo e Castro para erradicar o Quilombo dos Palmares. A ação foi iniciada em janeiro de 1694, com as tropas partindo em direção à Serra da Barriga. Em fevereiro de 1694, após um sítio de 42 dias, Macaco foi tomada e Domingos Jorge Velho reivindicou o botim, tendo vitimado 200 quilombolas e aprisionado 500, a serem vendidos fora da capitania. Duzentos teriam fugido, entre os quais Zumbi, capturado e morto em 20 de novembro de 1695.

Também foi notável a sua participação em atividades militares durante a “guerra dos bárbaros” desenvolvidas por Domingos Jorge Velho entre 1688 e 1691, no Vale do Açu, na então capitania do Rio Grande, e na região do Seridó (que abrange espaços geográficos dos atuais estados do Rio Grande do Norte e Paraíba), onde comandou o genocídio de tribos indígens na região nesse período, como no massacre aos índios Janduís ocorrido na atual Serra da Rajada (então chamada de Serra do Acauã) entre os dias 26 e 30 de agosto de 1689, onde extravasou todo seu caráter violento, matando 1.500 deles e aprisionando 300 tapuias, sofrendo apenas 30 baixas.

Foi um dos mais experientes sertanistas do século XVII, conhecendo profundamente o interior do Brasil.

Participou da expansão do território português para além do litoral, explorando regiões pouco conhecidas na época. Liderou expedições que abriram caminhos terrestres e facilitaram a comunicação entre diferentes partes da colônia. Era reconhecido por sua habilidade de liderança em expedições longas e difíceis, em um ambiente de mata e sertão. Contribuiu para consolidar o controle português sobre áreas do interior, o que mais tarde favoreceu a ocupação e o desenvolvimento de diversas regiões. Sua atuação ajudou a ampliar o conhecimento geográfico do território brasileiro. É uma figura importante para compreender a história da formação territorial do Brasil e o período das bandeiras. Domingos Jorge Velho apareceu em uma série de cédulas emitidas pelo Tesouro do Estado de São Paulo durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Ele figurou nas cédulas de: 5 mil-réis 10 mil-réis 20 mil-réis 50 mil-réis Essas cédulas traziam seu retrato acompanhado da inscrição "Pró-Constituição" e circularam apenas durante o conflito de 1932. Elas não eram cédulas emitidas pelo governo federal, mas sim bônus monetários emitidos pelo Estado de São Paulo para suprir a falta de dinheiro em circulação durante a revolução.

Por seus feitos, Domingos Jorge Velho foi honrado como Mestre de Campo. Ele faleceu em 1705, aos 64 anos, no Arraial de Piancó, na então capitania de Paraíba.

Pintura O bandeirante foi retratado juntamente com o seu loco-tenente Antônio Fernandes de Abreu em 1903 por Benedito Calixto. O óleo sobre tela medindo 140 x 99 cm faz parte do acervo do Museu Paulista.

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