Jules Régis Debray (Paris, 2 de setembro de 1940) é um filósofo, jornalista, escritor e professor francês.

Biografia Pertencente a uma família burguesa abastada, doutorou-se na Escola Normal Superior de Paris. Foi seguidor do marxista Louis Althusser. Amigo de Fidel Castro e de Ernesto Che Guevara, nos anos 1960 acompanhou Che na guerrilha, especialmente na Bolívia, onde foi preso em 1967 junto com Irineu Guimarães. Nesse mesmo ano, escreveu sua primeira obra, A revolução na revolução.

Em 1968, a repercussão de seu livro, Revolução na Revolução, fomentou na juventude brasileira,CARVALHO, Luis Maklouf. As armas e os varões: A educação política e sentimental de Dilma Roussef. Revista Piauí, número 31, abril de 2009. pp. 22-31. o engajamento na luta armada contra a ditadura militar por parte de muitos jovens.

Pertenceu ao Partido Socialista Francês, do qual se distanciou por diferenças ideológicas com o ex-presidente François Mitterrand.

Atualmente, Debray é mais conhecido como o criador da midiologia — o estudo crítico dos signos e de sua difusão na sociedade. Ele leciona no departamento de Filosofia da Universidade de Lyon.

Foi o primeiro presidente do Instituto Europeu de Ciências das Religiões e membro da Comissão Stasi, que deu origem às leis francesas sobre secularização e ostentação de símbolos religiosos nas escolas em 2003.

Trabalho: midiologia Debray é o iniciador e principal expoente da disciplina de "midiologia", que tenta estudar cientificamente a transmissão do significado cultural na sociedade, seja por meio da linguagem ou das imagens. A mediologia é caracterizada por sua abordagem multidisciplinar. É melhor exposto no livro em inglês Transmitting Culture (Columbia University Press, 2004). Em Vie et mort de l'image (1995), uma tentativa de história do olhar, ele distinguiu três regimes das imagens (ícone, ídolo e visão). Ele também se esforçou explicitamente para evitar mal-entendidos, diferenciando a midiologia de uma simples sociologia da mídia de massa. Ele também criticou os pressupostos básicos da história da arte que apresentam a arte como um fenômeno atemporal e universal. De acordo com Debray, a arte é um produto do Renascimento com a invenção do artista como produtor de imagens, em contraste com os ícones acheiropoieta anteriores ou outros tipos da chamada "arte", que não cumpriam principalmente uma função artística, mas sim religiosa.Maxwell, Stephen (1981), Le Pouvoir Intellectuel, review of Teachers, Writers and Celebrities: The Intellectuals of Modern France, in Murray, Glen (ed.), Cencrastus, No. 7, Winter 1981-82, pp. 41 & 42, ISSN 0264-0856Also published at pp. 467–488 of Guy Debord and the Situationist International: Texts and Documents. The MIT Press (1 April 2004); ISBN 0-262-63300-0

Visões políticas atuais Em um editorial de opinião de fevereiro de 2007 no jornal Le Monde, Debray criticou a tendência de toda a classe política francesa ao conservadorismo. Ele também deplorou a influência da "videosfera" na política moderna, que ele alegou ter uma tendência a individualizar tudo, esquecendo tanto o passado quanto o futuro (embora tenha elogiado a perda do "messianismo" dos anos 1960) e rejeitando qualquer projeto nacional comum. Ele criticou a nova geração na política como competente, mas sem caráter e sem ideias: "Então eles [pensam que] recrutaram filosofia com André Glucksmann ou Bernard-Henri Lévy e literatura com Christine Angot ou Jean d'Ormesson". Ele pediu aos eleitores que endossassem a "esquerda da esquerda", em uma tentativa de acabar com uma "antipolítica" moderna que se tornou marketing político.

Obras

La Frontière, suivi de Un jeune homme à la page, Seuil, 1967 Révolution dans la révolution ? : Lutte armée et lutte politique en Amérique latine [ensaio], Maspero, 1967 Nous les Tupamaros, suivi de Apprendre d'eux, Maspero, 1971 (collectif) La Guérilla du Che, Seuil, 1974 L'Indésirable, Seuil, 1975 Les Rendez-vous manqués (pour Pierre Goldman), Seuil, 1975 Journal d'un petit bourgeois entre deux feux et quatre murs, Seuil, 1976 La neige brûle, Grasset, prix Femina, 1977 Ledannois (essai sur le peintre Jean-Marie Ledannois), Éditions Pierre Horay, Paris, 1977 Le Pouvoir intellectuel en France, Ramsay, 1979 Le Scribe : genèse du politique, Grasset, 1980 Critique de la raison politique, Gallimard, 1981 Comète ma comète, Gallimard, 1986 Que vive la république !, éditions Odile Jacob, 1989 À demain de Gaulle, Gallimard, 1990 Cours de médiologie générale, Paris, Gallimard (Bibliothèque des idées), 1991 ; rééd. Gallimard (Folio), 2001. Christophe Colomb, le visiteur de l'aube, suivi des Traités de Tordesillas, La Différence, 1991 Vie et mort de l'image. Une histoire du regard en Occident, Gallimard (Bibliothèque des idées), 1991; rééd. Gallimard (Folio), 1995 Contretemps : Éloge des idéaux perdus, 1992 Les Masques, une éducation amoureuse, Trilogie Le temps d'apprendre à vivre I, Gallimard, 1992 L'État séducteur : les révolutions médiologiques du pouvoir, Gallimard, 1993 Contre Venise, Gallimard, 1995 L'Œil naïf, Seuil, 1994 Loués soient nos seigneurs, Trilogie Le temps d'apprendre à vivre II, Gallimard, 1996, Prix Novembre Transmettre, éditions Odile Jacob, 1997, traduit en anglais en 2000 (Transmitting Culture) Par amour de l'art, une éducation intellectuelle, Trilogie Le temps d'apprendre à vivre III, Gallimard, 1998 La République expliquée à ma fille, 1998 L'Abus monumental ?, 1999 (textes de colloque sous la présidence de Régis Debray) Shanghaï, dernières nouvelles : la mort d'Albert Londres, Arléa, 1999 L'Emprise, Gallimard, 2000 Dieu, un itinéraire, éditions Odile Jacob, 2001 ; Prix Combourg, 2003 extraits en ligneLa fabrication de Dieu, Entretien avec Régis Debray, Sciences humaines, 11 mai 2012Recension, par Philippe Wender, Autres Temps, 2003Compte-rendu, par Jean-Louis Schlegel , revue Esprit, mai 2002, (payant)Compte-rendu par Michael Löwy, Archives des sciences sociales des religions, avril-juin 2003 L'Enseignement du fait religieux dans l'école laïque, 2002 (avec Jack Lang Le Feu sacré : Fonction du religieux, 2003 À l'ombre des lumières : Débat entre un philosophe et un scientifique, 2003 (Entretien avec Jean Bricmont) Ce que nous voile le voile : La République et le sacré, 2004 Le Plan vermeil, 2004 Le Siècle et la Règle : une correspondance avec le frère Gilles-Dominique o.p. 2004 Julien le Fidèle ou Le banquet des démons [théâtre], 2005 Sur le pont d'Avignon, Flammarion, 2005 Les Communions humaines, pour en finir avec « la religion », Fayard, 2005 Supplique aux nouveaux progressistes du , Gallimard, 2006 Aveuglantes Lumières, Journal en clair-obscur, Gallimard, 2006 L'Obscénité démocratique, Flammarion, 2007 Un mythe contemporain : le dialogue des civilisations, CNRS Éditions, 2007 Un candide en Terre sainte, Gallimard, 2008 Le Moment fraternité (essai), Gallimard, 2009 Dégagements, Gallimard, 2010 À un ami israélien : Avec une réponse d'Élie Barnavi, Flammarion, 2010 Éloge des frontières, Gallimard, 2010 Du bon usage des catastrophes, Gallimard, 2011 Jeunesse du sacré, Gallimard, 2012 Conversations sous influence, Régis Debray / Jean-Paul Dekiss, Revue Jules Verne 35, 2012 Rêverie de gauche, Flammarion, Modernes Catacombes, Gallimard, Le Bel-âge, Flammarion, 2013 Le Stupéfiant image. De la grotte Chauvet au Centre Pompidou, 2013 Que reste-t-il de l’Occident ?, avec Renaud Girard, Grasset, 2014 Ça coule de source: l'image, l'eau, la femme, Ina Editions, 2014 (ISBN 978-2-86938-222-0) L'Erreur de calcul, Cerf, 2014 Un candide à sa fenêtre, Dégagements II, Gallimard, 2015 Qui est Daech ?, ouvrage collectif avec Edgar Morin, Tahar Ben Jelloun, Michel Onfray, Olivier Weber, Jean-Christophe Rufin et Gilles Kepel, Philippe Rey, 2015 Madame H., Gallimard, 2015 La laïcité au quotidien: Guide pratique, Ed. Gallimard, col. Folio, 2016, avec Didier Leschi

Obras traduzidas ao português As Máscaras A Neve Queima Depoimento de um preso político A guerrilha do Che Revolução na revolução

Acreditar, ver, fazer (EDUSC, 2003) Curso de midiologia geral (Vozes) Estado sedutor: as revoluções midiológicas do poder (Vozes) Transmitir: o segredo e a força das ideias (Vozes, 2000) Manifestos midiológicos Vida e morte da imagem

Deus, um itinerário: material para a história do eterno no ocidente (Companhia das Letras, 2004) Trata-se de não entregar os pontos O escriba: gênese do político A república explicada a minha filha O testamento de Sartre

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