ou e , era um servidor civil do império e Shogunato japonês, com as funções de cobrador de impostos (coletoria) e administrador de terras (daimyō). Durante o período do Japão feudal, ganhou funções militares e virou um soldado da aristocracia imperial, no período de 930 a 1877, terminando a era como um ronin duelista (samurai desonrado) ou mestre de artes, como artesanato, pintura, ou de chá.
A coletoria era exercida exclusivamente pelo sexo masculino. O coletor, com porte robusto e semi-alfabetizado, cobrava impostos dos camponeses e estabelecia a ordem em caso de revolta.
Na época feudal, já com funções militares, o samurai seguia o código de honra denominado Bushidô (caminho do guerreiro), embora não haja registros históricos da regra sendo colocada em pratica no auge e no declínio da casta, a "lei" que ensinava as principais características do samurai (semelhante ao conceito da cavalaria medieval) tinha os princípios de: frugalidade, grande disciplina, lealdade, honra até a morte, habilidade com a espada katana, a Lança Naginata, e a coragem extrema diante de qualquer situação.
Em 1185, Os samurais tornaram-se a classe dominante do Japão, com a fundação do Primeiro Xogunato (regime militar feudal Período Kamakura) pelo líder militar e posteriormente ditador (Shogun) Minamoto no Yoritomo, conhecido como "Xogunato Kamakura".Nussbaum, Louis-Frédéric. (2005). "Kamakura-jidai" in Japan Encyclopedia, p. 459. Mas em 1868, com a restauração Meiji, os samurais perderam o poder para o imperador e declinaram rapidamente, sendo perseguidos e exterminados nove anos depois, no fim da Rebelião Satsuma.
Um samurai não ligado a um clã ou que não servia a um daimyō (senhor de terras) era chamado de rōnin (traduzido do japonês significa "homem onda"). São também samurais desempregados ou que largaram a honra e não cumpriram com o ritual do seppuku (ato de repor a honra do clã ou família). O samurai que prestava serviço a um han (propriedade) era chamado de (pessoa experta de alto nível, um instrutor de instrutores).
Tal relação de suserania e vassalagem era semelhante à da Europa medieval, entre os senhores feudais e seus cavaleiros. Entretanto, o que difere o samurai de outros guerreiros da antiguidade é o modo de encarar a vida e seu peculiar código de honra e ética.
Eram chamados de os samurai desempregados, aqueles que ainda não tinham um daimyo (senhor de terras) para servir, ou quando o senhor morria, ou quando eram destituídos do cargo - princípios básicos de lealdade do guia de cada senhor Feudal, visto que no auge do poder samurai nos séculos XVI e XVII, não havia uma regra específica para cada feudo, tornando a própria regra de um senhor diferente da do outro, os Ronin era considerado a mais profunda forma de penitência de um guerreiro, estando ele preso a uma vida desonrosa - sem um sentido para sua existência.
O código de honra thumb|Kabuto (c. 1700-1850).
Havia uma máxima entre eles: a de que a vida é limitada, mas o nome e a honra podem durar para sempre. Assim, esses guerreiros prezavam a honra, a imagem pública e, o nome de seus ancestrais acima de tudo, até da própria vida.
A morte, para o samurai, era um meio de perpetuar a sua existência. Tal filosofia aumentava a eficiência e a não-hesitação em campos de batalha, o que veio a tornar o samurai, o mais letal de todos os guerreiros da antiguidade. Tinham frequentemente que escolher a própria morte, ao invés do fracasso. Se derrotados em batalha ou desgraçados por outra falha, a honra exigia o suicídio no ritual denominado harakiri ou seppuku (o guerreiro abria o próprio ventre com uma faca). Todavia, a morte não podia ser rápida ou indolor. O samurai fincava a sua espada pequena no lado esquerdo do abdômen, cortando a região central do corpo, e terminava por puxar a lâmina para cima, o que provocava uma morte lenta e dolorosa que podia levar horas. Apesar disso o samurai devia demonstrar total autocontrole diante das testemunhas que assistiam ao ritual.
No entanto, dispunham de um assistente neste momento, que deceparia sua cabeça (decapitação) ao menor sinal de fraqueza para que sua honra fosse igualmente preservada. Um cargo considerado de grande honra, normalmente eram escolhidas pessoas próximas (familiares ou amigos) do samurai.
A morte nos campos de batalha eram acompanhada por decapitação, onde a cabeça do derrotado era um troféu; A prova de que ele realmente fora vencido. Por causa disso, alguns samurais perfumavam seus elmos com incenso antes de partirem para a guerra, para que isso agradasse o eventual vencedor. Samurais que matavam grandes generais eram recompensados pelos seus daimyo, que lhe davam terras e mais privilégios.
Os ocidentais ao tomarem conhecimento desses fatos, avaliavam os samurais apenas como guerreiros rudes e de hábitos grosseiros. Os samurai destacaram-se também pela grande variedade de habilidades que apresentaram fora de combate. Eles sabiam amar tanto as artes como a esgrima, e tinham a alfabetização como parte obrigatória do currículo. Muitos eram exímios poetas, calígrafos, pintores e escultores. Algumas formas de arte como o Ikebana (arte dos arranjos florais) e a Chanoyu (arte do chá) eram também consideradas artes marciais, pois treinavam a mente e as mãos do samurai.
O caminho espiritual também fazia parte do ideal de homem perfeito que esses guerreiros buscavam. Nessa busca os samurai descobriram o Zen-budismo, como um caminho que conduzia à calma e à harmonia.
Os samurai eram guerreiros que davam muita importância ao seu clã (família) por isso se algum membro da família do samurai morresse por assassinato ele teria que matar o assassino para assim reconquistar a honra.
Nomenclatura thumb|250px|Equipamento militar dos samurai.
O termo "samurai", traduzido do japonês significa "aquele que serve". Portanto, sua maior função era servir, com lealdade e empenho. Em troca disso recebiam privilégios, como terras e/ou pagamentos que geralmente eram efetuados em arroz, numa medida denominada koku (200 litros).
No século X, com o ganho de função militar o termo bushi (武士) foi associado ao samurai, traduzido do japonês significa "guerreiro" ou "homem de armas" que era usado durante o período Edo. Mas refere-se à "nobreza guerreira" e não "infantaria alistada". Mais ao longo do tempo, durante a era Tokugawa (Período Edo), eles perderam gradualmente a função militar.
Após tornar-se um bushi (guerreiro samurai), o cidadão e sua família ganhavam o privilégio do sobrenome. Além disso, os samurai tinham o direito (e o dever) de carregar consigo um par de espadas à cintura, denominado "daishō" (símbolo samurai). Era composto por uma espada curta (wakizashi), cuja lâmina tinha 40 cm, e uma grande (katana), com lâmina de 60 cm. Todos dominavam o manejo do arco e flechas e, alguns usavam também bastões, lanças e outras armas como a foice e corrente (kusarigama) e jutte.
História Inicialmente, os samurais eram apenas coletores de impostos e servidores civis do império. Era preciso homens fortes e qualificados para estabelecer a ordem e muitas vezes ir contra a vontade dos camponeses.
No século VIII, iniciou a formação da casta social dos samurai, mas foi apenas no final do século XII, com o estabelecimento do Período Kamakura houve o período de sete séculos de dominação política e social samurai sobre o povo japonês, que terminou com a Restauração Meiji determinando a queda do terceiro xogunato, na segunda metade do século XIX.
No século X, foi oficializado o termo "samurai", e este ganhou uma série de novas funções, como a militar. Nessa época, qualquer cidadão podia tornar-se um samurai, bastando para isso treinar o Kobudo (arte marcial tradicional japonesa dos samurais), manter uma reputação e ser habilidoso a ponto de ser ser contratado por um senhor feudal. Assim foi até o xogunato dos Tokugawa, iniciado em 1603, quando a classe dos samurai passou a ser uma casta (transmissão hereditária de um estilo de vida). Assim, o título de "samurai" começou a ser passado de pai para filho. Assim, com a transmissão hereditária, começaram a ser treinados militarmente desde a infância, e formavam uma casta respeitadíssima e hereditária.
O samurai mais famoso de todos os tempos foi Miyamoto Musashi (1584—1645), um guerreiro que veio do campo, participou da batalha de Sekigahara e iniciou um longo caminho de aperfeiçoamento. Ele derrotou os Yoshioka em Edo (atual Tóquio) e venceu o combate com outro grande samurai, Sasaki Kojirō.
Pelo fim da era Tokugawa, os samurais eram burocratas aristocráticos, ao serviço dos daimiô (poderoso senhor de terras), com as suas espadas servindo para fins cerimoniais.
Em 1868, com as reformas da era Meiji, quando o imperador do Japão retomou ao poder do país, a classe dos samurai foi abolida e foi estabelecido um exército nacional ao estilo ocidental. O rígido código samurai bushido, ainda sobrevive na atual sociedade japonesa, tal como muitos outros aspectos tradicionais do modo de vida. O legado continua influenciando não apenas a sociedade japonesa, mas também o ocidente.
Antecedentes Período Kofun
thumb|250px|Daisenryō-Kofun em Osaka, a maior tumba deste tipo, cuja construção data do século V EC. thumb|180px|Haniwa de um soldado do paríodo Kofun, exibido no Museu Nacional de Tóquio.
O foi a continuação do período anterior conhecido como , e adquiriu o seu nome das mamoas funerárias onde os membros da classe aristocrática eram enterrados juntamente com as suas armas, armaduras, espelhos de bronze e jóias - .. Nestas sepulturas eram também colocados junto aos corpos, estátuas de barro como representações de servos, animais e soldados; figuras estas conhecidas por , onde com elas foram substituídos os sacrifícios humanos. Estes enfeites tinham significados – os espelhos com moldura de bronze e trabalhados no verso, por exemplo, eram um símbolo de status na sociedade japonesa, pois eram encontrados em todos os túmulos de dignitários e inclusive faziam parte das próprias insígnias reais de muitos clãs. A partir dos estudos realizados sobre os haniwa, deduz-se que estes aristocratas eram os antepassados directos dos que mais tarde passariam a ser conhecidos por samurais - termo cunhado oficialmente para se referir à classe guerreira de elite até ao século XII.
Durante este período, o Japão estava intimamente relacionado com a situação de guerra na Coreia e China. No ano 400, um exército de infantaria acudiu em socorro o reino de Baekje, no sudeste da península da Coreia, porém sofreu uma grave derrota às mãos da cavalaria do reino de Koguryo. Tal infortúnio motivou uma séria reanálise sobre as tácticas inimigas aplicadas nesse conflito. Enquanto que no Japão o cavalo era utilizado para trabalho no campo, a formação desses animais para o combate bélico foi intensificada no país, juntamente com o treino especializado dos cavaleiros feudais. No ano de 553, Baekje procurou novamente o apoio das tropas japonesas, agora impetrando por arqueiros e cavalaria, o que revela a importância destes elementos combinados nas guerras da época.
Período Asuka
Em 602, o Príncipe Kume uma expedição à Coreia acompanhado por cerca de 120 ou 150 caciques locais, cada um com um posição importante, ostentados pelo título Kuni ni Miyatsuko. Cada um deles estava escoltado por um exército pessoal, dependendo das riquezas do feudo. Estas tropas constituíram o que seria o protótipo de um exército samurai séculos mais tarde.