Thank You for Smoking é um filme americano de comédia satírica de 2005, escrito e dirigido por Jason Reitman em sua estreia na direção de longas-metragens e estrelado por Aaron Eckhart, baseado no romance de 1994 de Christopher Buckley. A trama acompanha os esforços de Nick Naylor (Eckhart), o principal porta-voz da indústria do tabaco, que faz lobby em nome das empresas de cigarros usando táticas de propaganda agressivas, enquanto tenta ser um exemplo para seu filho de 12 anos de idade, interpretado por Cameron Bright. Maria Bello, Adam Brody, Sam Elliott, Katie Holmes, Rob Lowe, David Koechner, William H. Macy, J.K. Simmons e Robert Duvall também aparecem no elenco.
O filme foi lançado em circuito limitado em 17 de março de 2006 e teve um lançamento amplo em 14 de abril. Recebeu críticas em grande parte positivas, com elogios particulares ao roteiro, humor, temas e à atuação de Eckhart. Em 2007, o filme havia arrecadado um total de mais de 39 milhões de dólares em todo o mundo. O filme foi lançado em DVD nos EUA em 3 de outubro de 2006 e no Reino Unido em 8 de janeiro de 2007.
Sinopse
Nick Naylor (Aaron Eckhart) é o principal porta-voz das grandes empresas de cigarros, ganhando a vida defendendo os direitos dos fumantes nos Estados Unidos. Desafiado pelos vigilantes da saúde e também por um senador oportunista, Ortolan K. Finistirre (William H. Macy), que deseja colocar rótulos de veneno nos maços de cigarros, Nick passa a manipular informações de forma a diminuir os riscos do cigarro em programas de TV. Além disto Nick conta com a ajuda de Jeff Megall (Rob Lowe), um poderoso agente de Hollywood, para fazer com que o cigarro seja promovido nos filmes. Sua fama faz com que Nick atraia a atenção dos principais chefes da indústria do tabaco e também de Heather Holloway (Katie Holmes), a repórter de um jornal de Washington que deseja investigá-lo. Nick repetidamente diz que trabalha apenas para pagar as contas, mas a atenção que seu filho Joey (Cameron Bright) dá ao seu trabalho começa a preocupá-lo.
Elenco Aaron Eckhart .... Nick Naylor Maria Bello .... Poll Bailey Cameron Bright .... Joey Naylor Sam Elliott .... Lorne Lutch Katie Holmes .... Heather Holloway David Koechner .... Bobby Jay Bliss Rob Lowe .... Jeff Megall William H. Macy .... Senador Ortolan K. Finistirre J.K. Simmons .... Budd "BR" Rohrabacher Robert Duvall .... Doak "Capitão" Boykin Adam Brody .... Jack Kim Dickens .... Jill Naylor Connie Ray .... Pearl Todd Louiso .... Ron Goode
Divulgação
Recepção crítica O filme recebeu críticas majoritariamente positivas. O agregador de críticas Rotten Tomatoes relata que 86% dos 182 críticos deram ao filme uma avaliação positiva, com uma média de 7,32/10. O consenso geral do site é que "Repleto de personagens deliciosamente inescrupulosos e um roteiro espirituoso e cínico, Obrigado por Fumar é uma sátira afiada com uma atuação brilhantemente afetada de Aaron Eckhart." O Metacritic, que atribui uma classificação normalizada de 0 a 100 com base em críticas de cinema, tem uma pontuação de 71 com base em 36 avaliações. Peter Travers, da Rolling Stone, descreveu-o como "extremamente hilário" e deu ao filme 3,5 de 4 estrelas. A crítica de cinema do USA Today, Claudia Puig, chamou-o de "uma sátira afiada como uma navalha" que era "a comédia sombria mais espirituosa do ano até agora. Tem apelo para todos os lados do espectro político." Ela elogiou o filme por ser "uma raridade peculiar e inteligente que provoca sorrisos irônicos e risadas sinceras" e comparou seu tom ao de Election (1999). Kenneth Turan, do Los Angeles Times, também fez uma crítica favorável ao filme, chamando-o de "um filme muito inteligente e engraçado" que havia sido adaptado "astutamente" do romance para o cinema.
A principal objeção da maioria dos críticos ao filme foi a sua falta de continuidade. Karina Longworth, da Cinematical, observa que "Obrigado por Fumar tem um arco emocional vago, mas narrativamente se desenrola como uma constelação de esquetes de sitcom, conectados pelos mais tênues fios da evolução dos personagens", enquanto a Empire observa que "o problema não está tanto no objetivo do filme, mas na quantidade de alvos que ele atinge". Embora o livro Obrigado por Fumar tenha sido elogiado como uma crítica contundente tanto aos lobistas antitabagistas quanto à indústria do tabaco, o filme recebeu críticas mais mistas em relação ao seu conteúdo satírico. Steve Palopoli, do Metro Silicon Valley, escreve que "não importa" o quanto a máquina de marketing tente vender a ideia de que o filme "ataca os dois lados da questão", "qualquer criança com idade suficiente para reconhecer Joe Camel consegue perceber que, por baixo das piadas sarcásticas, este é um filme amargamente antitabagista". Palopoli continua dizendo que "o suposto caso contra o lobby antitabagista foi reduzido principalmente a algumas piadas sem graça às custas do personagem do senador William H. Macy, que é fervorosamente contra o lobby do tabaco". Muitos acharam que o final relativamente sentimental do filme anulou o tom mais sóbrio e sombrio do livro. Desson Thomson, Washington Post, considerou que "escrito e dirigido por Jason Reitman, Smoking é filtrado em excesso com redenção moral".
Outros críticos criticaram a atuação exagerada do filme. Manohla Dargis, do The New York Times, observa: "embora ele [Reitman] conduza seu elenco com facilidade, tende a exagerar em piadas que já eram bastante óbvias no livro." O The Hollywood Reporter escreveu: "Embora muitas vezes divertido, o filme continua repetindo as mesmas piadas", e o Salon disse: "Os atores aqui são divertidos o suficiente para assistir, mesmo que às vezes pareçam levar sua missão (seja lá qual for) um pouco a sério demais."
Desempenho de bilheteria Inicialmente, estreou nos cinemas dos EUA com um lançamento limitado em apenas cinco salas, arrecadando 262.923 dólares em seu fim de semana de estreia, com uma média de 52.584 dólares por sala, o que o torna um dos 100 filmes com maior média de bilheteria por sala de todos os tempos. O filme foi posteriormente lançado em 1.015 cinemas nos EUA em 14 de abril de 2006, e arrecadou 24.793.509 de dólares no mercado interno e 14.529.518 de dólares fora do país, totalizando 39.323.027 de dólares mundialmente. Sua melhor posição nas bilheterias da América do Norte foi o 8º lugar no fim de semana de seu lançamento em larga escala. Embora o desempenho de bilheteria do filme tenha sido excelente para a estreia de Reitman na direção, ficou aquém de seus dois filmes seguintes, Juno e Amor Sem Escalas, que arrecadaram bem mais de 150 milhões de dólares mundialmente. Em 2017, o filme era o 14º filme de sátira política de maior bilheteria.
Prêmios e indicações O filme não recebeu uma grande variedade de indicações das principais premiações; no entanto, recebeu duas indicações ao Globo de Ouro em seu ano de lançamento: Melhor Filme (Musical ou Comédia) e Melhor Ator no mesmo gênero para a interpretação de Aaron Eckhart como Nick Naylor. A Broadcast Film Critics Association reconheceu Cameron Bright por sua atuação como Joey com uma indicação a Melhor Ator Jovem, e também indicou o próprio filme na categoria Comédia. Jason Reitman recebeu o prêmio de Melhor Direção de Estreia do National Board of Review of Motion Pictures.
Categoria:Filmes dos Estados Unidos de 2006 Categoria:Filmes dirigidos por Jason Reitman Categoria:Filmes baseados em obras de autores dos Estados Unidos Categoria:Filmes de comédia dramática dos Estados Unidos Categoria:Filmes premiados com o Independent Spirit Categoria:Filmes ambientados na década de 1990 Categoria:Filmes da Fox Searchlight Pictures Categoria:Filmes baseados em romances Categoria:Filmes em língua inglesa Categoria:Filmes com estreia na direção Categoria:Filmes sobre tabagismo