Tim Maia é o segundo álbum de estúdio do cantor e compositor brasileiro Tim Maia, lançado pela gravadora CBD-Philips, através do selo Polydor em 1971. O disco foi gravado no mesmo ano nos Estúdios Somil, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Foi, novamente, um disco muito bem sucedido, apresentando excelente vendagem e trazendo dois dos maiores sucessos do cantor carioca, "Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)" e "Você".

Antecedentes Após o lançamento de seu primeiro álbum, Tim Maia ganhou prêmios de artista revelação de 1970 e vendeu mais de 200 mil cópias daquele álbum. Com isso, passou a desfrutar de um prestígio sem igual dentro de sua gravadora, possibilitando a plena liberdade criativa para gravar o sucessor daquele disco. Ao mesmo tempo, realizava apresentações sempre lotadas e desfrutava de quase unanimidade entre a crítica especializada.Motta, 2007, pp. 94-97.

Gravação e produção Para a gravação do seu segundo disco, Tim aproveitou a liberdade artística que tinha e resolveu escolher o estúdio Somil, em Botafogo, ao invés dos estúdios CBD, da sua gravadora. A banda que o acompanhou foi praticamente a mesma, com a troca dos guitarristas, apenas: saiu Cassiano e entraram Hyldon e Paulinho Guitarra, então com apenas 17 e 16 anos, respectivamente. Também, é de se registrar a participação do conjunto As Gatas fazendo o coro na faixa de maior sucesso do disco.Motta, 2007, pp. 99 e 100.

Resenha musical O Lado A abre com "A Festa do Santo Reis", de Márcio Leonardo, uma fusão entre o baião e o soul, na mesma levada de "Coroné Antônio Bento", do disco anterior. Na sequência, vem o maior sucesso do disco, "Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)", um samba-soul que puxou as vendas do álbum. Então, segue "Salve Nossa Senhora", música de Carlos Imperial e Eduardo Araújo, outra mistura de soul e baião que Tim gravou para ajudar o seu amigo Araújo. Neste disco, o cantor carioca aproveitou para regravar canções que tinha feito quando ainda não era conhecido, como "Não Vou Ficar", gravada por Roberto Carlos em seu álbum de 1969 e "Você" - esta, o outro grande sucesso do disco, gravada por Eduardo Araújo em A Onda É Boogaloo, também de 1969. Além dessas, regravou "Meu País", lançada em compacto pelo próprio Maia em 1968. Ainda, Tim gravou o clássico da bossa nova, "Preciso Aprender a Ser Só", dos irmãos Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, mostrando suas raízes no estilo. Também, há "I Don't Know What to Do with Myself", parceria de Maia com Hyldon, um samba-soul em inglês.

Lançamento e recepção

O álbum foi lançado em 1971 pela gravadora CBD-Philips, através do selo Polydor e, com divulgação adequada, além de shows e da fama construída por Tim no ano anterior, o disco vendeu extremamente bem.

A crítica especializada elogiou bastante o trabalho. Zé Rodrix, escrevendo para o jornal Rolling Stone em fevereiro de 1972, elogiou muito o disco, especialmente a independência de Tim Maia, sua fusão de ritmos brasileiros com ritmos americanos e até o fato de os créditos serem bem completos, citando até os membros da orquestra.

Legado O LP foi eleito em uma lista da versão brasileira da revista Rolling Stone como o 75º melhor disco brasileiro de todos os tempos.Os 100 maiores discos da Música Brasileira. Revista Rolling Stone Brasil, outubro de 2007, edição nº 13, p. 115.

Faixas

Créditos Créditos dados por Nelson Motta.

Músicos

Banda Vocal: Tim Maia Vocais de apoio: Renata Lu, Graça Lami, Clarisse e As Gatas (Zenilda Barroso, Dinorah Lemos e Eurídice) Violão: Tim Maia Guitarra elétrica: Hyldon e Paulinho Guitarra Órgão elétrico e acordeão: Peter Thomas Baixo elétrico: Capacete Vibrafone: Pinduca Percussão: Don Chacal Bateria: Paulinho Braga

Metais Piston: Waldir de Barros e Darcy da Cruz Saxofone tenor: Zé Bodega Saxofone barítono: Aurino Ferreira Trombone: Zeca do Trombone e Sílvio

Orquestra Violino: Homero Gelmini (Spala), Marcelo Pompeu Filho, Quinídio Faustino Teixeira, Gentil Dias, Natércia Teixeira da Silva, Adolpho Pissarenko, Pesach Nisembau, Otávio Canabrava Waladares e Octávio Miranda Ilha Viola: Murillo da Silva Lourdes e Nelson de Macêdo Violoncelo: Ana Bezerra de Mello Devos e Alceu de Almeida Reis

Ficha técnica Direção de arte: Jairo Pires Produção: Tim Maia Técnico de gravação: Célio Martins Corte de acetato: Joaquim Silva Estúdio: Somil Fotos: Fernando Bergamaschi e José Maria de Mello Capa: Aldo Luiz

Bibliografia . Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia. São Paulo: Objetiva, 2007. . Resenha - Tim Maia. Jornal Rolling Stone, edição nº 3, fevereiro de 1972.

Categoria:Álbuns de 1971 Álbuns de Tim Maia Categoria:Álbuns de soul Categoria:Álbuns de funk Categoria:Álbuns de samba-funk Categoria:Álbuns em língua portuguesa na década de 1970 Categoria:Álbuns em língua inglesa