O CETME Modelo 58 é um fuzil de batalha de aço estampado, de fogo seletivo, produzido pelo fabricante espanhol de armamentos Centro de Estudios Técnicos de Materiales Especiales (CETME). O Modelo 58 utilizava um carregador com capacidade para 20 cartuchos e possuía câmara para o cartucho 7,62×51mm NATO (embora originalmente projetado para o cartucho 7,92×41mm CETMEJohnston, Gary Paul, and Thomas B. Nelson. The World's Assault Rifles. Ironside International Publishers, Inc., 2016. e posteriormente para o cartucho espanhol 7,62×51mm de potência reduzida). O CETME 58 se tornaria a base para o amplamente utilizado fuzil de batalha alemão Heckler & Koch G3.
História
O Centro de Estudios Técnicos de Materiales Especiales (CETME) sigla que serviu para baptizar o fuzil, foi criado em 1949, para reagir ao isolamento internacional da Espanha durante da ditadura de Francisco Franco. Destinava-se a criar projectos militares, com ênfase nas armas de assalto para substituírem os obsoletas espingardas de repetição que equipavam as Forças Armadas Espanholas.
O fuzil CETME deriva mecanicamente da StG45(M), um protótipo de espingarda de assalto alemão desenvolvido pela Mauser no final da Segunda Guerra Mundial. O final da guerra ditou a interrupção do projecto e a fuga para Espanha de alguns dos seus técnicos responsáveis. Um deles, Ludwig Vorgrimler foi o responsável pelo desenvolvimento do CETME.
O CETME foi criado por ordem do Ministério da Guerra espanhol. A sua primeira versão viu a luz do dia em 1952 e foi adoptado pelas Forças Armadas Espanholas em 1957. Sucessivas versões foram vendo as suas características melhoradas, como o alcance, a precisão e o tipo de munição. O CETME L foi o fuzil padrão das Forças Armadas Espanholas até 1999, altura em que adoptaram o G36. Por curiosidade o G36 foi desenvolvido a partir da G3, a qual se baseia no CETME B desenvolvido pela Heckler & Koch entre 1957 e 1961.
O CETME foi considerado um dos melhores fuzis de assalto do seu tempo pela sua elevada precisão, potência e, sobretudo, resistência.
Variantes
O fuzil CETME foi desenvolvido nas versões A1, A2, B, C, D, E, L, LC, LV e AMELI.
CETME A: primeira versão do fuzil foi desenvolvida pela empresa C. G. Haenel Waffen und Fahrradfabrik pelo engenheiro Hugo Schmeisser mesmo engenheiro que desenvolveu o fuzil StG 44 posteriormente foi vendida para o governo espanhol, sendo que seu primeiro lote de fabricação está datado de 1948. CETME A/A1: Segunda versão, desenvolvida em 1949, usando a munição 7,92 x 40 mm CETME, capaz de incapacitar um alvo humano a 1.000 metros. Esta munição era, contudo, proibida pela Convenção de Genebra e por isso, iniciou-se o desenvolvimento da munição 7,62 mm NATO; CETME B: modelo capaz de disparar tanto as munições 7,62 mm CETME como o 7,62 mm NATO, através da troca da mola recuperadora e do ferrolho. Incorpora um tapa chamas na boca para lançamento de granadas, coronha mais ergonómica, e bipé. Em 1957, este modelo passou a ser o fuzil padrão das Forças Armadas Espanholas e passou a ser desenvolvido pela H&K, dando origem à G3 em 1961; CETME C:drzero.org - Manual do CETME C, Consultado em 16 de julho de 2021 modelo adoptado pelas Forças Armadas Espanholas em 1964, caracterizando-se pelo fuste e coronha de madeira, câmara estriada, alça de mira do tipo régua regulada para distâncias de 100, 200, 300 e 400 m e carril adaptável a mira telescópica; CETME E: modelo experimental com alça modificada e carregador e outros componentes de plástico; CETME L: modelo desenvolvido em 1984, adaptado à munição 5,56 mm NATO, coronha e fuste de material plástico, alça de mira regulável para apenas 200 e 400 m e botão retentor da janela de ejecção aberta, permitindo maior facilidade de inspecção da câmara e de desencravamento da arma; CETME LC: modelo semelhante ao L, mas mais curto e de coronha retrátil, adaptado ao uso por tropas páraquedistas, guarnições de blindados, etc.
x75pxx95pxx75pxx75pxx95pxCETME A-2b (protótipo).Peças do CETME B.Vista de perfil do CETME L.Componentes básicos do CETME L.Detalhe do selector de tiro na posição de segurança.
Operadores Serviço de linha de frente - Forças Armadas de Biafra : 1.500 fuzis Modelo C adquiridos para a reserva do exército em 2003. Em uso pelo Grupo Delta da Polícia Nacional.
República Popular do Congo
- Os Comandos da Marinha usaram fuzis CETME-B apreendidos a bordo de um barco de contrabando durante a Guerra da Argélia e os mantiveram em serviço limitado até a década de 1990.
- A maioria dos fuzis foi descartada em 1981. - Forças Armadas do Líbano
Forças Armadas da Espanha Os fuzis Cetme Modelo C armazenados pela Guarda Civil foram reintroduzidos para substituir os fuzis Cetme Modelo LC desgastados.
Apenas para testes : CETME Modelo A
Operadores não estatais
República Saarauí - Frente Polisário
Ver também
FN FAL Heckler & Koch G41 Heckler & Koch HK33 Lista de fuzis de assalto
Bibliografia
Categoria:Fuzis de batalha de 7,62×51mm NATO Categoria:Fuzis da Espanha Categoria:Fuzis de batalha da Guerra Fria