thumb|50px|Dardos masculino e feminino. é uma modalidade olímpica do atletismo. Uma das mais nobres modalidades por sua antiguidade, integra o heptatlo e o decatlo, além de ter a sua própria prova individual. Assim como o lançamento de martelo e lançamento de disco, este esporte é chamado oficialmente de lançamento. Somente o arremesso de peso é chamado de arremesso, devido ao fato do peso ser empurrado e os demais serem projetados com características diferentes.Nomes oficiais dos esportes no site da CBAT

História O dardo fazia parte do pentatlo nos Jogos Olímpicos da Antiguidade, aparecendo pela primeira vez em 708 a.C., e era disputado em duas modalidades: distância e alvo. Ele era lançado com auxílio de uma tira de couro chamada ankule enrolada em torno do meio do eixo do dardo. Os atletas podiam segurá-lo pela tira e quando o dardo era lançado essa tira se desenrolava dando à lança um voo em espiral. O dardo, uma simples lança reta, tinha a altura de um homem e a largura de um dedo.

O lançamento de varas em alvos foi revivido na Alemanha e na Suécia no século XIX, no início da década de 1870. Na Suécia, estas varas foram desenvolvidas no moderno dardo e atirá-los à distância se tornou um dos esportes mais comuns lá e na Finlândia durante a década seguinte e as regras do esporte começaram a ser aprimoradas. Inicialmente eles eram lançados sem nenhuma corrida anterior e segurá-lo pela alça colocada no centro de gravidade não era obrigatório; corridas curtas foram introduzidas no fim da década de 1890 e a partir daí a distância da corrida passou a ser liberada.

Como modalidade olímpica, o dardo foi introduzido em Londres 1908, depois de uma aparição nos não-oficiais Jogos Olímpicos Intercalados de 1906, em Atenas, e o primeiro campeão olímpico foi o sueco Eric Lemming. Em Estocolmo 1912, com a introdução do decatlo nos Jogos, passou a ser uma das dez provas desta modalidade; foi também neste ano em que foi reconhecido o primeiro recorde mundial da modalidade, a marca de 62,34 m de Lemming. Em Los Angeles 1932 passou a ser uma modalidade olímpica também feminina e a norte-americana Babe Didrikson foi a primeira campeã.

A Europa Oriental e a Escandinávia, em particular a Finlândia, tem uma grande tradição neste esporte. O finlandês Matti Järvinen, nove vezes recordista mundial, os tchecos Jan Zelezny e Barbora Špotáková e a norueguesa Trine Hattestad são os grandes nomes da modalidade, todos recordistas mundiais e com múltiplos títulos olímpicos e mundiais; Zelezny e Spotakova são os atuais recordistas mundiais com as marcas de 98,48 m no masculino e 72,28 m no feminino.

Descrição e regras O dardo é um objeto em forma de lança, feito de metal, fibra de vidro ou fibra de carbono. Seu tamanho, tipo, peso mínimo e centro de gravidade foram definidos pela IAAF – Federação Internacional de Atletismo e variam do homem para a mulher. O homem usa um dardo de 2,7 metros de comprimento, pesando 800 gramas. A mulher usa um dardo um pouco mais leve, 600 gramas, e tem 2,3 metros de comprimento. Os dois modelos tem uma empunhadura feita de corda localizada no centro de gravidade.

O atleta corre para tomar impulso e usa uma pista de corrida e lançamento com 34,9 metros de comprimento e 4 metros de largura, fazendo um giro rápido com o corpo para lançar. O dardo costuma sair das mãos do atleta com uma velocidade de 100 km/h. Após o voo, ele aterra numa zona relvada que costuma ocupar a zona central dos estádios de atletismo. A marca obtida pelo atleta é medida pelos oficiais, desde o limite da zona de lançamento até ao primeiro ponto onde o dardo tocou no chão, obrigatoriamente dentro de uma setor pré-marcado no campo com um ângulo de 29°.

Ao contrário das outras modalidades de lançamento (martelo, peso e disco), a técnica do dardo tem regras próprias ditadas pela IAAF e lançamentos "não-ortodoxos" não são permitidos; o dardo precisa ser seguro pela empunhadura e lançado por cima do braço levantado ou dos ombros; além disso, é proibido ao atleta se virar completamente de maneira a que seu rosto fique em direção contrária ao lançamento, técnica que é muito usada, por exemplo, no lançamento de disco.

O lançador é desclassificado se sair da zona de lançamento antes, durante ou depois do lançamento, ou se o dardo tocar no solo sem ser pela ponta dianteira dele. As competições de lançamento de dardo iniciam-se com três rondas de lançamentos para cada atleta. Após esta fase, os oito melhores resultados são apurados para realizar mais três lançamentos. Ao fim da prova, o atleta que obtiver a maior distância num lançamento legítimo é declarado vencedor. No caso de um empate, vence aquele com a segunda melhor marca.

Reconfiguração Em abril de 1986, o dardo masculino foi redesenhado pelo Comitê Técnico da IAAF. Isto se deveu ao fato de que, além de várias aterrissagens começarem a ser feitas ao comprido, sem a ponta furar o solo, diversos lançamentos estavam sendo feitos no limite da área destinada a isto no campo de atletismo, colocando em perigo potencial as pessoas envolvidas e espectadores. O recorde mundial com o dardo antigo do alemão Uwe Hon, de 104,80 m em 1984, foi o sinal de que algo precisa ser rapidamente mudado ou a modalidade seria inviabilizada para um estádio olímpico. Ele então foi redesenhado, com o centro de gravidade sendo colocado 4 cm à frente enquanto as áreas de superfície posteriores e anteriores ao centro de gravidade foram reduzidas e aumentadas, respectivamente. Isto teve como efeito a redução da elevação do dardo e o aumento da curvatura para baixo no arco da queda. Esta mudança fez o "nariz" do arco cair mais rapidamente, reduzindo a distância de voo em aproximadamente 10% e fazendo com que o dardo atinja o chão de maneira mais vertical e consistente. Em 1999, o dardo feminino também sofreu a mesma modificação.

Mesmo assim reconfigurado, o dardo voltou a ser lançado a distâncias proibitivas e em 2007 um atleta do salto em distância foi atingido na barriga por um dardo lançado do outro lado do campo, durante uma etapa da Golden League em Roma; com o atual recorde mundial masculino já novamente próximo dos 100 metros, nova mudança deve ser feita no implemento nos próximos anos.

Recordes As marcas referem-se aos dardos com a nova configuração e são de acordo com a World Athletics. Homens RecordeMarcaAtletaPaísDataLocal 98,48 m Jan Železný 25 maio 1996 Jena 92,97 m Arshad Nadeem 8 agosto 2024 Paris 2024 Mulheres RecordeMarcaAtletaPaísDataLocal 72,28 m Barbora Špotáková 13 setembro 2008 Stuttgart 71,53 m Osleidys Menéndez 27 agosto 2004 Atenas 2004

Melhores marcas mundiais As marcas referem-se aos dardos com a nova configuração e são de acordo com a World Athletics.

Homens PosiçãoMarcaAtletaPaísDataLocal 1 98,48 m Jan Železný 25 maio 1996 Jena 2 97,76 m Johannes Vetter 6 setembro 2020 Chorzów 3 96,29 m Johannes Vetter 29 maio 2021 Chorzów 4 95,66 m Jan Železný 29 agosto 1993 Sheffield 5 95,54 m Jan Železný 6 abril 1993 Pietersburg 6 94,64 m Jan Železný 31 maio 1996 Ostrava 7 94,44 m Johannes Vetter 11 julho 2017 Lucerna 8 94,20 m Johannes Vetter 19 maio 2021 Ostrava 9 94,02 m Jan Železný 26 março 1997 Stellenbosch 10 93,90 m Thomas Röhler 5 maio 2017 Doha

Mulheres PosiçãoMarcaAtletaPaísDataLocal 1 72,28 m Barbora Špotáková 13 setembro 2008 Stuttgart 2 71,74 m Yan Ziyi 23 maio 2026 Xiamen 3 71,70 m Osleidys Menéndez 14 agosto 2005 Helsinque 4 71,58 m Barbora Špotáková 2 setembro 2011 Daegu 5 71,54 m Osleidys Menéndez 1 julho 2001 Retimno 6 71,53 m Osleidys Menéndez 27 agosto 2004 Atenas 7 71,42 m Barbora Špotáková 21 agosto 2008 Pequim 8 71,40 mMaria Andrejczyk 9 maio 2021 Split 9 70,53 m Maria Abakumova 1 setembro 2013 Berlim 10 70,46 m Yan Ziyi 27 setembro 2026 Nagoia

Melhores marcas olímpicas As marcas referem-se aos dardos com a nova configuração e são de acordo com o Comitê Olímpico Internacional – COI.

Homens PosiçãoMarcaAtletaPaísMedalhaLocal 1 92,97 m Arshad Nadeem ouro</center> Paris 2024 2 90,57 m Andreas Thorkildsen ouro</center> Pequim 2008 3 90,30 m Thomas Röhler ouro Rio 2016 4 90,17 m Jan Železný ouro Sydney 2000 5 89,85 m Steve Backley prata Sydney 2000 6 89,66 m Jan Železný ouro Barcelona 1992 7 89,45 m Neeraj Chopra prata Paris 2024 8 89,39 m Jan Železný Sydney 2000 9 89,34 m Neeraj Chopra Paris 2024 10 88,68 m Keshorn Walcott Rio 2016 * A marca de Jan Železný (89,39 m) foi conquistada durante as classificatórias em Sydney 2000; ; a marca de Neeraj Chopra (89,45 m) foi conseguida nas classificatórias de Paris 2024; a marca de Keshorn Walcott foi conseguida durante as classificatórias da Rio 2016

Mulheres PosiçãoMarcaAtletaPaísMedalhaLocal 1 71,53 m Osleidys Menéndez ouro</center> Atenas 2004 2 71,42 m Barbora Špotáková ouro Pequim 2008 3 69,55 m Barbora Špotáková ouro</center> Londres 2012 4 68,91 m Trine Hattestad ouro</center> Sydney 2000 5 67,69 m Barbora Špotáková Pequim 2008 6 67,52 m Christina Obergföll Pequim 2008 7 67,51 m Mirela Maniani prata Sydney 2000 8 67,34 m Osleidys Menéndez Sydney 2000 9</center> 67,11 mMaria Andrejczyk Rio 2016 10</center> 66,34 m Liu Shiying ouro</center> Tóquio 2020 * As marcas de Barbora Špotáková (67,69 m) e Christina Obergföll (67,52 m) foram feitas nas classificatórias de Pequim 2008; a marca de Osleidys Menéndez (67,34 m) foi feita nas classificatórias de Sydney 2000; a marca de Maria Andrejczyk (67,11 m) foi feita nas classificatórias da Rio 2016 e foi superior à marca da croata Sara Kolak na final (66,18 m) que conquistou a medalha de ouro.

Marcas da lusofonia País Masculino Atleta Ano Local Feminino Atleta Ano Local 91,00 m Luiz Maurício da Silva 2025 São Paulo 62,89 m Jucilene Sales 2014 São Paulo 84,78 m Leandro Ramos 2022 Doha 59,76 m Sílvia Cruz 2008 Leiria 65,54 m Egner Tavares 2014 Lisboa 39,90 m Ionilde Mendes 2007 Seixal 64,73 m Esmeraldino Trigo 2018 Lisboa43,77 m Indira Manuel 2003 Elvas60,16 m Felipe Chaimite 2016 Maputo46,54 m Salomé Mugabe 2012 Maputo 55,79 m Adeonaldo Freitas 2017 Leiria43,12 Jucelina Mendes 2013 Folha Fede 52,71 m Otoniel Badjana 2016 Lisboa42,61 m Josefina da Silva 2018 Barcelona 33,44 m Felismino Alípio 2015 Dili19,10 m Delfina Soares 2014 Dili

Ligações externas

Categoria:Atletismo Dardo