A Vivo é a marca comercial da Telefônica Brasil. É uma autorizatária de telefonia fixa (antiga TELESP e GVT), telefonia móvel (antiga Telesp Celular e diversas outras operadoras de celular anteriormente estatais do país), internet banda larga e TV por assinatura do Brasil.

Foi formada inicialmente pela fusão de companhias de celular (antigas estatais) existentes no Brasil, fundada como uma parceria entre Portugal Telecom e a espanhola Telefónica, sendo comandada por esta última após ter comprado a posição da primeira em julho de 2010.

Utiliza as tecnologias GSM/GPRS/EDGE (2G), WCDMA/HSPA/HSPA+ (3G), LTE (4G) e NR (5G) nos celulares. Até o ano de 2007 utilizou a rede AMPS concomitantemente com suas redes TDMA e CDMA (utilizando a tecnologia 2G), até ser desativada para liberar espectro magnético no objetivo de implantar a rede GSM. A rede CDMA foi desligada no ano de 2012. É a operadora de telefonia móvel com maior quota de mercado. Desde abril de 2012 todas as companhias da Telefónica no Brasil passaram a utilizar apenas a marca Vivo, sendo a única marca comercial da empresa no país tanto em telefonia móvel quanto em telefonia fixa, banda larga e TV por assinatura.

Atualmente no Brasil, a empresa conta com 1.700 lojas físicas. Em setembro de 2021, a empresa lançou sua primeira loja conceito "Wall Store" em São Paulo. O diferencial é a possibilidade de os clientes experimentarem os diversos produtos e uma entrega ultrarrápida, estimada em no máximo 4 horas.

História Formação Na privatização do Sistema Telebrás, em 1998, um consórcio liderado pelo grupo Telefónica, de origem espanhola, adquiriu a Telesp, companhia estatal que operava serviços de telefonia fixa no estado de São Paulo. O valor pago pela aquisição foi de R$ 5,78 bilhões, um ágio de 64% sobre o preço mínimo estipulado. Com a compra da Telesp, a Telefónica adquiriu indiretamente a CTBC, empresa controlada pela Telesp, que operava no ABC paulista.

No mesmo leilão, a Telefónica adquiriu o controle da Tele Sudeste Celular (RJ/ES) por R$ 1,168 bilhão e a Tele Leste Celular (BA/SE) por R$ 368 milhões.

A Telesp Celular, no entanto, ficou sob controle da Portugal Telecom por R$ 3,59 bilhões (com uma participação minoritária da Telefónica).

Posteriormente, em 1999, a Telefónica adquiriu a Ceterp, por R$ 208,8 milhões. Segundo a legislação vigente, uma companhia não poderia deter licenças de telefonia fixa e celular em uma mesma área de atuação. Desta forma, em 2000 a Ceterp Celular foi adquirida pela Telesp Celular, por valores não divulgados. Na época, estimava-se que os valores pagos pela aquisição ficassem entre R$ 120 milhões e R$ 150 milhões.

Em 2000, Telefónica e Portugal Telecom realizaram uma troca de ações da Telesp e Telesp Celular que ambas detinham e a Telefônica passou a ter controle total da Telesp e a Portugal Telecom, da Telesp Celular.

Em 2002, a Telesp Celular adquiriu o controle total da Global Telecom.

Em 2003, a Portugal Telecom, numa ação de joint-venture, uniu seus ativos de telefonia móvel com a Telefónica, e juntas criaram a Vivo. No mesmo ano, a Telesp conseguiu autorização para oferecer telefonia fixa fora de sua região de concessão.

Em 2005, ocorreu uma reestruturação societária que transformou a Telesp Celular Participações em Vivo Participações, que extinguiu e incorporou a Tele Leste, a Tele Sudeste, a Tele Centro Oeste Celular (adquirida em 2003) e CRT (adquirida em 1996), companhias sob controle da Telefónica. No ano seguinte, foi a vez da incorporação da Global Telecom.

Em 28 de julho de 2010, foi concluído o processo de venda dos 30% de participação da Portugal Telecom na Vivo para a Telefónica por cerca de R$ 17,2 bilhões, esta última se tornando a controladora da empresa com 60%. A empresa comprou ações ordinárias em circulação por meio de oferta pública de aquisição (OPA) por R$ 1,3 bilhão em março de 2011.

Em outubro de 2011, a Telesp incorporou a Vivo Participações e teve a sua razão social alterada de Telecomunicações de São Paulo S.A. (TELESP) para Telefônica Brasil S.A.. A subsidiária Vivo S.A. foi incorporada em junho de 2013.

A Vivo atuou como empresa no mercado brasileiro de 13 de abril de 2003 a abril de 2012, quando passou a ser uma marca comercial da Telefônica Brasil, oferecendo telefonia fixa e móvel, banda larga e TV por assinatura.

Teve origem na junção das seguintes operadoras de celular:

Banda A: Áreas 1 e 2 - Telesp Celular Participações S/A (que operava como Telesp Celular em São Paulo) Área 3 -Tele Sudeste Celular Participações S/A (que operava como Telefônica Celular no Rio de Janeiro e Espírito Santo) Área 6 - Celular CRT Participações S/A (que também operava como Telefônica Celular no Rio Grande do Sul) Área 7 - Tele Centro-Oeste Celular Participações S/A (que operava como TCO no Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins) Área 9 - Tele Leste Celular Participações S/A (que também operava como Telefônica Celular na Bahia e Sergipe)

Banda B: Área 5 - Global Telecom S/A (que operava como Global Telecom no Paraná e Santa Catarina) Área 8 - Norte Brasil Telecom S/A (que operava como NBT no Pará, Amazonas, Amapá, Maranhão e Roraima)

Licenças adquiridas posteriormente:

Banda A: Área 4 - Telemig Celular Participações S/A (que operava como Telemig Celular em Minas Gerais)

Banda E: Área 10 - Vivo S/A (já operando como Vivo em Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí) Teve origem na junção das seguintes operadoras de telefonia fixa:

TELESP - Telecomunicações de São Paulo (1973-1998) CTBC-Borda do Campo - Companhia Telefônica da Borda do Campo (1972-1998) - subsidiária da TELESP desde 1973 CETERP - Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto (1973-1998) - pertencia a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto

Compra da Telemig Participações Em 3 de agosto de 2007, a Vivo anunciou a compra da Telemig Celular, que também era proprietária da Amazônia Celular, por R$ 1,213 bilhão de reais, incorporando 4,8 milhões de clientes. Dois meses após, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou a compra. Posteriormente, a Vivo vendeu a Amazônia Celular para a Oi por R$ 120 milhões. Com isso, em 13 de abril de 2008, a Telemig Celular deixou de existir e passou a se chamar Vivo.

Unificação da Telefônica Em 1999, a Telesp passou a ofertar conexão banda larga à Internet através de linhas telefônicas com tecnologia ADSL.

Em 2006, a Telesp comprou parte do capital da TVA do grupo Abril, uma das principais operadoras de TV por assinatura do país, além de formar uma parceria estratégica.Em agosto de 2007, começou a operar a TV por assinatura via satélite por meio da Telefônica TV Digital.

Em 2008, a Telesp passou a oferecer conexão de internet para clientes residenciais através do cabeamento de fibra ótica até o usuário final, tecnologia conhecida como FTTH (Fiber to the Home).

Todos os serviços prestados pela Telefônica Brasil foram mudados para a marca Vivo no dia 15 de abril de 2012. Com isto a empresa espanhola investiu na unificação R$ 120 milhões. Serão trocados 200 mil orelhões em locais estratégicos na região aonde a marca Telefônica era atuante, tornando a Vivo marca única da Telefônica Brasil.

Compra da GVT Em 25 de março de 2015 foi aprovada a compra da GVT pela espanhola Telefónica, por US$ 9,3 bilhões. Com isso, em 15 de abril de 2016, a GVT deixou de existir e passou a se chamar Vivo.

Novo Mercado No dia 23 de novembro de 2020, foi concluído o processo de conversão das ações preferenciais (negociadas com o ticker VIVT4) em ações ordinárias (VIVT3), garantindo a ampliação dos direitos aos acionistas, em linha com o segmento Novo Mercado.

Compra da Oi Em 14 de dezembro de 2020, em um consórcio com a Claro e a TIM, comprou os ativos móveis da Oi, e ficou com a fatia maior do mercado, saltando de 32% para 37%.

Migração do regime de concessão Em junho de 2024, a Anatel aprovou a migração do regime de concessão de telefonia fixa da Vivo para o regime de autorização. No acordo firmado, a operadora se comprometeu a realizar investimentos de R$ 4,5 bilhões em novas redes de telecomunicações e de manter o serviço de telefonia fixa nas localidades onde não há qualquer outro serviço de telecomunicações até o ano de 2028. O acordo dependia de aprovação do TCU e da AGU. O processo de migração foi concluído em 11 de abril de 2025.

Vivo Empresas Vivo Empresas é a unidade da Vivo voltada ao atendimento de clientes corporativos no Brasil. A marca oferece ao mercado B2B serviços de telecomunicações, conectividade e tecnologia.

A operação atende cerca de 1,8 milhão de empresas de diferentes portes e segmentos, incluindo negócios dos setores de startups, varejo, educação, governamentais, indústria e agronegócio.

O portfólio da Vivo Empresas inclui internet por fibra óptica, telefonia móvel, internet dedicada, equipamentos eletrônicos e soluções de comunicação corporativa. Entre os serviços de voz estão aqueles baseados em tecnologia VoIP, como PABX Virtual e SIP Trunking.

Na área de tecnologia da informação, disponibiliza computação em nuvem, segurança da informação, gestão de dispositivos, ferramentas de colaboração e serviços de Internet das Coisas. O portfólio também inclui soluções de parceiros, como Microsoft 365 e Google Workspace.

Cobertura thumb|250px|O prédio da Vivo na Avenida Ayrton Senna, no Rio de Janeiro A Vivo está presente em todos os estados brasileiros com as tecnologias 2G, 3G, 4G, e 5G. Em 2013, a Vivo iniciou a implementação da rede 4G. Segundo estimativa da Anatel, a Vivo é responsável por mais de 30% do mercado de celulares no país. Somada a área de cobertura da operadora, 95% do território brasileiro é atendido pela Vivo. Em janeiro de 2012, a operadora chega a 3.702 cidades do país, incluindo capitais. A Vivo tem a maior comunidade em número de clientes, conforme relatório de participação de mercado da ANATEL de 2012. Com a ampliação, a cobertura da Vivo atinge 94 municípios e detém 39% do mercado de 4G no país, ou 973 mil clientes, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgados pela companhia.

A cobertura 4G da Vivo já se estende por 2.622 cidades, onde vivem 84,7% da população urbana brasileira (Fonte: Teleco). A operadora atingiu a marca no dia 27/10/2017, quando também conseguiu cobrir 100% da área urbana do Espírito Santo, primeiro estado a ter 4G na totalidade de seus municípios. A operadora mantém-se na liderança do segmento de internet móvel com o 4G, acumulando 33,9% de market share (dados de agosto da Anatel).

Tecnologia thumb|esquerda|150px|Motorola V3c. Antes da unificação, algumas operadoras usavam a tecnologia CDMA e em 2007 adotou a tecnologia GSM que já foi implantada em todos os estados mais o DF e se tornando, assim, a única operadora que opera CDMA, TDMA e GSM no Brasil. Por ter um custo de manutenção mais caro, a tecnologia CDMA fica em segundo lugar na preferência dos clientes devido ao crescimento do GSM no Brasil, que gradualmente vem se tornando a tecnologia mais utilizada pelos brasileiros. Algumas áreas já contam com cobertura CDMA2000 (1xRTT), duas vezes mais veloz que a tecnologia GPRS dos celulares GSM.

A Vivo começou em julho de 2005 a comercializar aparelhos 3G, utilizando a tecnologia CDMA 1x EV-DO. Esta é primeira implementação da terceira geração no Brasil. A cobertura EVDO está presente nos seguintes estados: Bahia (Salvador, Camaçari e Una), Distrito Federal (Brasília), Espírito Santo (Vitória), Paraná (Curitiba, São José dos Pinhais e Araucária), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Niterói, Campos dos Goytacazes, Macaé, Rio das Ostras e Armação dos Búzios), Rio Grande do Sul (Porto Alegre), Santa Catarina (Florianópolis), São Paulo (São Paulo, Campinas, São Bernardo do Campo, Osasco, São José dos Campos, Barueri, São Caetano do Sul, Campos do Jordão, Sertãozinho, Ribeirão Preto e Franca). A expansão foi descontinuada junto da rede 1x RTT.