Saturnino Euclydes de Barros e Arouck (Maranhão, 28 de dezembro de 1862 — Belém, 7 de setembro de 1915) foi um militar brasileiro, comandante da Brigada Militar do Pará.

Biografia Filho de José Domingos de Aroucka (Arouch) e Anna Fausta Arouch. Muito jovem foi morar em Belém do Pará. Iniciou sua carreira militar no IV Batalhão (Belém) de Artilharia (a pé) do Exército, onde ocupou o posto de sargento quartel-mestre.

Abandonou temporariamente a vida militar, empregando-se no comércio como leiloeiro. No dia 11 de julho de 1891 foi convidado pelo então governador do Estado Lauro Sodré, com quem servira no IV Batalhão, a aceitar o posto de alferes quartel-mestre do Corpo de Infantaria do Estado.

No dia 11 de junho de 1892 foi promovido a tenente; em 1º de outubro de 1894 torna-se capitão. Participou da última expedição de Canudos na Bahia, em 1897, sendo capitão mandante do 1º Corpo. Em 12 de julho de 1898 foi promovido a major.

No dia 7 de dezembro de 1889 casou-se com Joanna Rocha de Siqueira, filha do português Manual Victor de Siqueira (Jr.) e de Joanna Chermont de Siqueira, na Igreja da Santíssima Trindade, em Belém do Pará. Desta união nasceram Marialva, Waldemar, Mont'Alverne, Miguel e Manuela. Saturnino foi o responsável pela mudança da grafia do sobrenome Arouch para Arouck, voluntária ou involuntariamente, seus descendentes passaram a assinar Arouck. Saturnino durante sua vida foi mencionado em jornais e atos do governo com a grafia Arouch.

No dia 5 de novembro de 1900 recebe a patente de tenente-coronel, e no dia 19 de agosto de 1911 foi nomeado coronel comandante-geral da Brigada Militar do Pará (atual Polícia Militar do Pará), função que ocupou até sua morte em 1915, com mais de 30 anos de serviço militar. Seus filhos Waldemar e Miguel também seguiram a carreira militar na Polícia Militar do Estado do Pará, sendo a Passagem Waldemar Arouk, no Bairro da Cremação (Belém) uma homenagem ao militar.

Sua morte foi muito sentida pelo povo que manifestou seu pesar indo em grande número a seus funerais que tiveram honra de general de brigada a que tinha direito. Sua morte e funerais estão bem documentados nos jornais da época. O Diário Oficial do Estado do Pará do dia 9 de setembro de 1915 traz extensa nota fúnebre, com as determinações governamentais pertinentes: exéquias às custas do Erário Estadual, honras fúnebres de general de brigada, luto oficial por três dias.

Na Ordem do Dia da Brigada Militar a 8 de setembro, loas fúnebres em estilo da época e a determinação do luto e homenagens militares. No jornal Folha do Norte na edição de 8 de setembro tem-se o seu perfil biográfico e as circunstâncias de seu falecimento. Neste mesmo jornal, em sua edição de 9 de setembro, completa descrição de seus funerais, trazendo inclusive lista das autoridades presentes.

Coronel Saturnino Arouck está sepultado no Cemitério de Santa Isabel, em Belém do Pará, na sepultura nº .

Na Polícia Militar do Pará foi instituída a medalha Barros e Arouck que galardoa os que se destacam nos estudos e atividades acadêmicas.

Bibliografia Amaral, Alexandre Souza. Vamos à vacina? Doenças, saúde e práticas médico-sanitárias em Belém (1904 a 1911). Dissertação (Mestrado em História Social da Amazônia) – Universidade Federal do Pará, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História Social da Amazônia, Belém, 2006. Diário Oficial do Estado do Pará. Edição de 9 de setembro de 1915. Brigada Militar do Pará. Ordem do Dia de 8 de setembro de 1915. Folha do Norte. Edição de 8 e 9 de setembro de 1915. RESOLUÇÃO Nº 006, DE 11 DE DEZEMBRO DE 2015, BOLETIM GERAL N° 230 – 22 DE DEZEMBRO DE 2015. Normatiza e define o que são considerados serviços extraordinários para concessão da Medalha “Coronel Barros e Arouck”

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