Em telecomunicações e em computação, taxa de transferência de dados é o número médio de bits, caracteres ou blocos convertidos ou processados por unidade de tempo que passam entre equipamentos num sistema de transmissão de dados. Comumente é medido em bits por segundo (b/s) ou seus múltiplos, por meio de um prefixo SI ou prefixo binário.

Taxas de transferência servem a várias funções. O tempo de resposta pode ajudar um administrador de rede a localizar com precisão onde estão os gargalos potenciais de uma rede. Ao analisar as taxas de transferência de dados e ajustá-las de acordo como medida preventiva, um sistema pode tornar-se mais eficiente e mais preparado para lidar com restrições extras de largura de banda em momentos de uso intenso.

Mecanismos de teste tais como loopbacks de fibra óptica podem ajudar a medir e conduzir testes de transferência de dados.

O bit rate útil de uma comunicação refere-se à capacidade de transferência de um canal excluindo os dados de controle transmitidos (para correção de erros, etc).

Relação com multimídias Em multimídia digital, o bit rate representa a quantidade de informação ou detalhe que está guardada por unidade de tempo numa gravação digital (áudio ou vídeo).

Este bit rate depende de diversos fatores:

O material original pode ser digitalizado com diferentes frequências de amostragem; As amostragens podem usar números de bits diferentes; Os dados podem ser codificados com diferentes técnicas; A informação pode ser comprimida com diferentes técnicas de compressão ou em graus diferentes;

Normalmente, estes fatores são escolhidos consoante os objetivos a que se destina o som/vídeo e tem que existir uma troca entre a qualidade (mais bit rate = mais qualidade = mais tamanho) e o tamanho (menos bit rate = menos qualidade = menos tamanho).

multimídia digital:

Áudio Alguns exemplos de bit rates em áudio MP3: 24-32 kbps — qualidade AM. 96–128 kbps — qualidade FM / Standard. Mínimo aceitável em termos de alta fidelidade áudio. 160 kbps — qualidade comparável às fitas K-7 tipo II (cromo), no limite máximo de bias/headroom. 192 kbps — qualidade Digital Audio Broadcasting (DAB). Está a tornar-se o novo padrão para música MP3. Com este bit rate, apenas os ouvidos mais profissionais conseguem notar a diferença em relação a um CD. 224–320 kbps — 1ualidade aproximada à de CD.

Em outros tipos de áudio: 800 bps — qualidade mínima para ter uma voz reconhecível. 8 kbps — qualidade de transmissão de voz telefônica. 500 kbps a 1 Mbps — áudio sem qualquer perda de qualidade. 1411 kbps — formato de som PCM, equiparável ao CD "Compact Disc Digital Audio".

Vídeo Alguns exemplos de bit rates em vídeo: 16 kbps — qualidade de videofone 1.25 Mbps - qualidade de VCD (Vídeo CD), com compressão de vídeo MPEG-1 1.34 Mbps - qualidade de VCD (Vídeo CD), com compressão de vídeo e áudio MPEG-PS 5 Mbps – qualidade de DVD (com compressão MPEG-2) 8 até 15 Mbps - qualidade de HDTV (com compressão MPEG-4 AVC) 29.4 Mbps (no máximo) – qualidade HD DVD 62.5 Mbps (no máximo) – qualidade de disco Blu-ray

Tipos Constante Quando nos referimos a codecs, a taxa de bit constante (), ou de codificação significa que o ritmo a que os dados de um codec de saída devem ser consumidos é constante. Refere-se à qualidade de serviço e é usada para a codificação de som e imagens. CBR é útil para streaming de conteúdo multimídia em canais de capacidade limitada, uma vez que é a taxa máxima de bits que importa, não a média, então CBR seria utilizada para aproveitar toda a capacidade. CBR não seria a escolha ideal para o armazenamento, não alocaria bastante dados para seções complexas (resultando em qualidade degradada), enquanto dados sobre desperdício de seções simples.

O problema de não atribuição de dados suficientes para as seções complexos poderia ser resolvido por escolha de uma alta taxa de bits (por exemplo, 256 kbit/s ou 320 kbit/s) para assegurar que não haverá bits suficientes para o processo de codificação inteira, embora o tamanho do arquivo no final seria proporcionalmente maior.

A maioria dos esquemas de codificação como codificação de Huffman ou run-length encoding produzem códigos de comprimento variável, tornando CBR perfeito difícil de alcançar. Isto é parcialmente resolvido através da variação da quantização (qualidade), e completamente resolvido pela utilização de enchimento. No entanto, CBR está implícito em um esquema simples, como reduzir todas as amostras de áudio de 16 bits para 8 bits.

Variável Usada para a codificação de som e imagens, a taxa variável () não leva a uma economia de espaço mais eficiente como a constante, no entanto, propicia uma melhor qualidade de áudio e imagem. Arquivos codificados com VBR apresentam uma variação na quantidade de informação guardada por segmento de tempo: assim, uma maior taxa é utilizada para segmentos mais complexos (que, como consequência, ocuparão mais espaço) e uma taxa reduzida é utilizada para aqueles segmentos de menor complexidade, fazendo com que o espaço ocupado seja menor nesses casos.

Ver também Codec

Ligações externas

Dígitro Tecnologia. Glossário Tecnológico. Coordenação Eng. Juliano Anderson Pacheco, desenvolvida por Adm. Claudio Brancher Kerber, apresenta termos tecnológicos na área de telecomunicações. Disponível em: Digitro. Acesso em: 10 de junho de 2008. "Conhecendo o disco rígido (HD) - Parte 2" em InfoWester Otimizando a velocidade de transferência de dados em Microsoft TechNet

Categoria:Transmissão de dados Categoria:Ciência da computação