Som Imaginário é uma banda brasileira formada no princípio da década de 1970, no Rio de Janeiro, criada, primeiramente, para acompanhar o cantor Milton Nascimento no show "Milton Nascimento, ah, e o Som Imaginário".

Além deste artista, o Som Imaginário acompanhou em gravações MPB-4, Taiguara, Marcos Valle, Gal Costa, Odair José, Carlinhos Vergueiro, Sueli Costa e Simone, dentre outros.

Contou com a participação do músico Wagner Tiso antes de sua carreira solo. O músico Frederyko (ou Fredera), também pintor, escultor e jornalista, era o guitarrista. Tavito (violão), Robertinho Silva (bateria), Luiz Alves (baixo), Naná Vasconcelos (percussão) e Zé Rodrix (vocais e piano) foram outros músicos que mais tarde ganharam notoriedade que também passaram pela banda.

O grupo passou por várias mudanças de formação e lançou no total três discos.

História

Primeira fase Wagner Tiso era vizinho de rua de Milton Nascimento, e com ele fez parte do grupo W’s Boys. Em 1967, Milton estourou no II Festival Internacional da Canção com “Travessia” e Tiso resolveu formar um grupo com os amigos músicos de baile para apoiar o cantor, com Robertinho Silva, Luiz Alves, Tavito e Zé Rodrix.

O grupo passou 1969 ensaiando e, na Quarta-feira de Cinzas do ano seguinte, estreou no Teatro Opinião o show “Milton Nascimento, ah, e o Som Imaginário”. Mais tarde, em uma temporada na boate Sucata, o Som incorporou o guitarrista carioca Fredera.

Em 1970, o grupo se apresentou na quinta edição do Festival Internacional da Canção (FIC) com a música "Feira Moderna". No mesmo ano, convidados pelo produtor Mariozinho Rocha, lançam seu primeiro álbum, Som Imaginário, com repertório autoral com músicas escritas em português e em inglês. Além de “Feira moderna”, entraram faixas que virariam clássicos da psicodelia brasileira, como “Morse”, “Super-God”, “Sábado” e “Hey, man”. Participaram do álbum Fredera (guitarra), Wagner Tiso (piano), Robertinho Silva (bateria), Luiz Alves (baixo), Tavito (guitarra base) e Zé Rodrix (órgão).

Com a saída de Zé Rodrix, que se juntou à dupla Sá & Guarabyra, os vocais principais do Som Imaginário foram assumidos por Fredera, que tomou a frente do grupo no segundo álbum, Som Imaginário, de 1971. O disco trazia uma psicodelia ainda mais radical, com canções contestadoras, cheias de mensagens cifradas, compostas pelo guitarrista, como “Cenouras” e “A nova estrela”.

Em 1972, Fredera fugiu para Belo Horizonte, perseguido pela polícia da ditadura por “abrigar guerrilheiros em casa”.

Em 1973, sai o álbum Matança do Porco, no qual o pianista Wagner Tiso assina sozinho sete dos nove temas que compõem o repertório e que contou com os vocais de Milton Nascimento. A formação que participou da gravação foi Fredera (guitarra), Luiz Alves (baixo), Robertinho Silva (bateria) e Wagner Tiso (piano e órgão). Essencialmente instrumental, o disco tem poucos vocais, e sonoridade fusion, com fortes ecos do rock progressivo.

Agora com Tiso na liderança, o Som Imaginário ainda seguiu até 1976.

Retorno Em 2012, depois de quase 40 anos depois da última apresentação do grupo, ocorreu a reunião de Wagner Tiso, Luiz Alves, Robertinho Silva, Tavito e Nivaldo Ornelas no projeto "Wagner Tiso e o Som Imaginário". Com apoio do Sesc, o grupo fez três apresentações na unidade do Belenzinho e depois não parou mais.

No início de 2013, Wagner convidou o guitarrista Victor Biglione para ser o sexto integrante do grupo.

Em sexteto, o show do "Som Imaginário" fechou a Virada Cultural de São Paulo com um show no Theatro Municipal e também estreou no Rio de Janeiro, na casa de shows Circo Voador.

Em 2 de junho de 2023, viabilizado pelo selo inglês Far Out Recordings sai o quarto álbum da banda, denominado Banda da Capital, um registro inédito de show apresentado pelo grupo no Colégio Marista, em Brasília (DF), em 4 de outubro de 1976 para celebrar o Dia da Natureza.

Integrantes Formação atual Victor Biglione - guitarra Luiz Alves - baixo Wagner Tiso - piano e órgão Robertinho Silva - bateria Nivaldo Ornelas - saxofone / flautas

Ex-integrantes Frederyko atualmente mais conhecido como Fredera - guitarra Zé Rodrix - órgão, percussão voz e flautas Laudir de Oliveira - percussão Naná Vasconcelos - percussão Toninho Horta - guitarra Paulinho Braga - bateria Jamil Joanes - baixo Tavito - violão

Discografia Álbuns de estúdio Som Imaginário (1970) Som Imaginário (Nova Estrela) (1971) Matança do Porco (1973) Banda da Capital (2023)

Com Milton Nascimento Milton (1970) Milagre dos Peixes ao Vivo (1974)

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