Justiceiro (Francis "Frank" Castle, nascido Castiglione; no original, Punisher, Avenger, "castigador", "vengador" ) é um personagem fictício, um anti-herói que aparece nas histórias em quadrinhos publicadas pela Marvel Comics. Criado pelo escritor Gerry Conway e pelos artistas Ross Andru e John Romita (Stan Lee aprovou o nome), apareceu pela primeira vez em The Amazing Spider-Man #129 (fev. de 1974). Inicialmente, o Justiceiro foi concebido por Conway para ser um antagonista recorrente para o Homem-Aranha, no entanto, a sua estreia em 1974 recebeu aclamação pela crítica, e acabou por se tornar um anti-herói no Universo Marvel.
O Justiceiro é um vigilante ítalo-americano que usa o assassínio, a espionagem, o sequestro, a extorsão, a coerção, as ameaças violentas e a tortura na sua guerra contra o crime. Impulsionado pelas mortes da sua esposa e dos seus filhos durante um tiroteio da Máfia Americana no Central Park, Nova Iorque, o Justiceiro move-se numa guerra de um só homem contra a máfia e todos os criminosos usando todo o tipo de armamento de guerra. Os assassinos da sua família foram as suas primeiras vítimas. Um veterano do Corpo de Fuzileiros Navais norte-americano, Castle é um mestre em artes marciais, táticas de infiltração, guerrilha e numa enorme variedade de armas.
A sua natureza sombria e a vontade brutal em querer matar, fizeram dele um personagem popular na banda desenhada americana em 1974. No final da década de 1980, fez parte de uma onda de anti-heróis psicologicamente perturbados e no topo da sua popularidade, foi incluído em três publicações mensais: The Punisher War Journal, The Punisher War Zone e The Punisher Armory. Apesar das suas ações violentas e da sua natureza sombria, o Justiceiro teve sucesso na televisão, fazendo algumas aparições na série de animação Spider-Man: The Animated Series e em The Super Hero Squad Show, onde o seu comportamento violento era mitigado para as audiências familiares. No cinema, Dolph Lundgren interpretou o Justiceiro no filme de 1989, assim como Thomas Jane em 2004, e Ray Stevenson em 2008. Jon Bernthal interpreta o personagem na segunda temporada da série Marvel's Daredevil e em O Justiceiro da Netflix.
Criação O Justiceiro foi concebido por Gerry Conway, um roteirista de The Amazing Spider-Man. Conway foi inspirado por The Executioner, uma popular série de livros criada pelo autor Don Pendleton, na qual um veterano do Vietnã, Mack Bolan, se torna um assassino em massa de criminosos após as mortes de sua família relacionadas à máfia.Goodman, McEniry & Weiner 2021, p. 2. Ele também afirma que foi parcialmente inspirado por The Shadow, "um personagem que se achava acima da lei".DeFalco 2004, p. 52. Conway disse em uma entrevista de 1987: "Eu era fascinado pelo personagem Executioner de Don Pendleton, que era bastante popular na época, e queria fazer algo inspirado nele, embora não, na minha opinião, uma cópia. E enquanto eu trabalhava na história do Chacal, surgiu a oportunidade de criar um personagem que seria usado pelo Chacal para tornar a vida do Homem-Aranha um inferno. O Justiceiro pareceu perfeito."Comics Interview #75 (1985)
Conway criou o traje único do personagem junto com John Romita. Como Conway relembrou em 2002: "Nos anos 70, quando eu escrevia quadrinhos na DC e na Marvel, eu tinha o hábito de esboçar minhas próprias ideias para os trajes de novos personagens — heróis e vilões — que eu oferecia aos artistas como uma sugestão rudimentar representando a imagem que eu tinha em mente. Eu fiz isso com o Justiceiro na Marvel.""All the Stars There Are in (Super-hero) Heaven! (Gerry Conway interviewed by Roy Thomas)". Alter Ego. 3 (14). Two Morrows. April 2002. Conway tinha desenhou um personagem com uma pequena caveira tatuada em um dos seios. O diretor de arte da Marvel, John Romita, pegou o desenho básico e ampliou a caveira para ocupar a maior parte do peito do personagem.John Romita em Spurgeon, Tom. "Spider-Man At 50 Part Four: A John Romita Sr. Interview From 2002". Romita disse que se inspirou no Black Terror, um super-herói dos quadrinhos do início da década de 1940.DeFalco 2004, p. 37. O desenhista de Amazing Spider-Man, Ross Andru, foi o primeiro artista a desenhar o personagem para publicação.
Stan Lee, então editor-chefe da Marvel, afirmou em 2005 que havia sugerido o nome do personagem:
Gerry Conway estava escrevendo um roteiro e queria um personagem que se tornasse um herói mais tarde, e ele sugeriu o nome Assassino. E eu mencionei que não achava que poderíamos ter uma história em quadrinhos onde o herói se chamasse Assassino, porque essa palavra tem uma conotação muito negativa. E lembrei-me de que, há algum tempo, eu tinha um personagem relativamente sem importância... [que] era um dos robôs de [o antagonista cósmico] Galactus, e eu o chamei de Punisher, e me pareceu que esse era um bom nome para o personagem que Gerry queria escrever - então eu disse: 'Por que não chamá-lo de Punisher?' E, como eu era o editor [sic; Lee havia sido nomeado editor em 1972], Gerry disse: 'Ok.""Stan Lee's Amazing Marvel Interview!". Alter Ego. 3 (104): 32. Agosto de 2011. (transcrição de uma entrevista de 2005)
História O Justiceiro é um vigilante, que considera crimes como assassinato, sequestro e tortura aceitáveis como táticas de combate ao crime. Motivado pela morte de sua família, que foi morta pelos capangas do mafioso Costa, quando testemunharam uma execução proveniente de uma guerra entre gangues no Central Park, em Nova York. O Justiceiro pode ser considerado um homem-guerra entre todos os criminosos em geral, conhecendo quase todo o tipo de armamento. Os assassinos de sua família foram os primeiros a serem mortos por eles. Como veterano de guerra, Castle é um mestre em táticas furtivas e de emboscadas, bem como o manuseio de uma vasta variedade de armas.
Frank Castle (ou Francis Castiglione) é um homem de origem italiana, nascido em Queens, Nova Iorque. A família Castiglione tradicionalmente gerava homens fortes e muito católicos, tendo inclusive alguns padres na família. Frank foi criado nesse ambiente, seguindo os valores morais de sua família, com um caráter honesto, trabalhador, religioso e colocando a família acima de tudo na vida. O jovem Frank seguiu carreira militar e tornou-se capitão do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (United States Marine Corps), sendo um combatente altamente treinado e disciplinado. Frank lutou na Guerra do Vietnã e se tornou o melhor soldado que um exército poderia ter: determinado, leal, resistente e uma máquina de matar. Ele se especializou em diversas técnicas de combate: armamentos, explosivos, sobrevivência, veículos de guerra, e tudo mais que um homem precisa saber para ganhar uma guerra inteira sozinho. Quando Castle voltou, se casou com Maria Elizabeth, com quem teve dois filhos: Frank David Castle (ou Frank Jr.) e Lisa Bárbara Castle. Ele foi aclamado como um herói de guerra e foi condecorado. Um dia Castle foi com sua família ao Central Park para um piquenique; era para ser um dia tranquilo, com todos muito felizes e se divertindo. Era um dia perfeito, até que ouviram-se tiros. Gangues se enfrentavam disputando poder e um dos homens fugia na direção dos Castle. A família teve o azar de testemunhar o assassinato do homem, e para eliminar as testemunhas, os assassinos atiraram em todos eles. Todos foram atingidos e foram encontrados pelo jornalista fracassado Mike McTeer. Os policiais fizeram a contagem de mortos e eram cinco (a família e o traficante), mas inesperadamente Frank despertou e tentou reagir agredindo a todos. Ele estava vivo, escapou da morte por muito pouco e pelo resto da vida desejaria ter morrido naquele dia. Frank jamais se recuperou e alega que Frank Castiglione morreu, junto com Maria e as crianças.
Os assassinos ainda tentaram acabar com Frank quando ele estava no hospital, mas ele reagiu a tempo matando um dos homens. Ele recebeu proteção da polícia, e tentou levar os assassinos de sua família para a cadeia, identificou os suspeitos e descobriu que eram da Família Costa. Mas os mafiosos tinham álibis forjados, e alguns policiais foram comprados.
Castle se juntou ao repórter McTeer que queria usar a história para reerguer sua carreira. Mas a imprensa não ajudou muito, os dois começaram a estragar os planos dos Costa. Entretanto os Costa mandam o assassino de aluguel Billy "o Belo" Russo, que inclusive participou da execução da família de Castle, para acabar com as investigações contra eles. McTeer é assassinado e Frank tem sua casa destruída e escapa por pouco da explosão.
Não adiantava mais. Por mais que Frank tentasse eles continuariam impunes, a justiça não seria feita. Dessa vez era a hora de tentar do jeito de Frank, da única forma que ele ainda conhecia e acreditava. Nesse dia, ele declarou Frank Castle como morto e nasceu o Justiceiro. O Justiceiro jurou matar todos os responsáveis pela morte de sua família, declarou guerra aos traficantes, mafiosos e criminosos em geral. Uma guerra pessoal que jamais teria fim. Castle decidiu fazer justiça com suas próprias mãos e perseguiu as pessoas que assassinaram brutalmente sua família.
Em sua primeira operação, ele extermina vinte e seis bandidos e poupa apenas Billy Russo da morte, para que ele avise os Costa da existência do Justiceiro. É neste momento que ele destrói o rosto de Russo, atirando-o contra uma vidraça. Russo, mais tarde, viraria o vilão Retalho.
Após ter vingado sua família, Castle continuou sua cruzada contra o crime organizado e contra todos os criminosos que encontrara. Ele iria em breve começar a utilizar o símbolo de caveira branca que ele usou na Guerra do Vietnã: a caveira, como seu símbolo, e ele começou a utilizar o codinome "Justiceiro". A caveira tem a principal função de chamar a atenção de seus inimigos e fazer com que eles mirem em seu peito, parte do seu corpo protegida pelos pesados coletes de uso militar que ele usa em suas operações.
Adotando o nome de Justiceiro, ele vinga sua família e, pegando para si o dinheiro dos bandidos que mata, ele dedica sua vida ao combate ao crime. Apesar de tradicionalmente atuar sozinho, por um período ele teve um parceiro: o hacker apelidado de Microchip. Ele era o responsável pela compra de armamentos, transferência de dinheiro pela internet, investigação dos alvos e invasão de sistemas de segurança. Com o tempo, Microchip acabou concluindo que as atividades de Frank eram ineficazes e se voltou contra ele. Microchip chegou a treinar um novo Justiceiro, que acabou morto. No recente título Punisher MAX, Microchip retorna (ele aparentemente havia morrido em uma explosão), com o intuito de recrutar (à força) Castle para operações antiterroristas financiadas (secretamente) pelo FBI. Resultado: Microchip acaba morto pelo Justiceiro com um tiro na cabeça. Um tempo depois Frank falhou em tentar matar Osborn e é perseguido por Sentinela, e escapa por um triz graças à Henry, seu novo parceiro.
A guerra do Justiceiro lhe trouxe muitos inimigos, como por exemplo: a polícia, os mafiosos, os heróis, e principalmente o Rei do Crime (Wilson Fisk). Entre os principais inimigos do Justiceiro podemos destacar: Retalho (um combatente quase tão mortífero quanto Castle, que possui o rosto todo costurado), o Rei do Crime, o Mercenário, o Chacal (que tentou usá-lo para matar o Homem-Aranha), o Barracuda e o assassino Russo. Tem também a organização criminosa dos Gnucci, chefiada pela matriarca Mama Gnucci e seus dois filhos Eddie e Bob Gnucci.
Muitos heróis da Marvel tentam lutar contra ele, achando que seus métodos são muito violentos. Entre todos os heróis, apenas o Motoqueiro Fantasma é o seu único melhor amigo, já que ambos têm a mesma missão (eliminar o mal do mundo) e foram até parceiros em algumas revistas.