Deus é um termo latino que de início descrevia todas as deidades e que com o tempo passou a ser usado também para descrever o conceito de Deus como substantivo próprio, do mesmo modo que ocorreu ao termo germânico God. Os termos latinos deus e dīvus são provenientes do idioma protoindo-europeu *deiwos, "celestial" ou "brilhante", da mesma raiz de Dyēus, o deus reconstruído do Panteão Proto-Indo-Europeu. Em latim clássico, deus (feminino: dea) era substantivo comum, mas tecnicamente divus ou diva era uma figura que se tornara divina, como um imperador divinizado. Em latim tardio, "Deus" veio a ser usado principalmente para o Deus cristão. o termo foi herdado pela línguas românicas: em Francês Dieu, Espanhol Dios, Português e Galego Deus, Italiano Dio, etc., e também pelas Línguas célticas in galês Duw e irlandês Dia.

Bíblia latina O latim deus traduz-se consistentemente em grego θεός theos tanto na Vetus Latina quanto na Vulgata. Na Septuaginta, o grego theos por sua vez, traduz o hebraico bíblico Eloim ().

Na terminologia teológica A palavra de-us é a raiz de Deidade e, portanto, de deísmo, pandeísmo, henoteísmo e politeísmo, ironicamente, todas as quais são teorias em que não há um deus todo-poderoso intervindo diretamente nos assuntos humanos. Esta circunstância curiosa se origina do uso da palavra "deísmo" nos séculos XVII e XVIII como um contraste com o termo "teísmo" prevalecente.

Os seguidores anglófonos dessas teorias e, ocasionalmente, os seguidores do panteísmo, às vezes podem se referir a utilizando o termo latino, para deixar claro que a entidade que está sendo discutida não é um "Deus" teísta. Arthur C. Clarke recupera esse uso em sua novela 3001: The Final Odyssey.

Na filosofia cartesianista, a frase deus deceptor às vezes é usado para discutir a possibilidade de um Deus maligno que procura enganar-nos. Este personagem está relacionado a um argumento cético quanto ao quanto podemos realmente saber se um demônio do mal estava tentando frustrar nosso conhecimento. Outro é o [deus otiosus]] ("deus ocioso"), que é um deus criador que se retira em grande parte do mundo e não está mais envolvido em sua operação diária. Um conceito semelhante é o do "deus absconditus" ("Deus oculto") de Tomás de Aquino. Ambos se referem a uma divindade cuja existência não é facilmente conhecida pelos humanos através da contemplação ou exame de ações divinas. O conceito de "deus otiosus" geralmente sugere um deus que se cansou do envolvimento neste mundo e que foi substituído por deuses mais jovens e mais ativos, enquanto que "deus absconditus" sugere um deus que conscientemente deixou este mundo para esconder em outro lugar.

Expressões latinas thumb|Estátua do Arcanjo Miguel lutando contra Satã, representado como um dragão. Quis ut Deus? está escrito no escudo

Nobiscum deus ("Deus [está] conosco") foi um grito de guerra do Império Romano e do Império Bizantino. O nome Amadeu (do latim Amat-Deum) traduz-se como "que ama a Deus" ou "devoto". O genitivo/dativo "dei" ocorre em frases como a organização católica romana Opus Dei (obra de Deus), Agnus Dei (Cordeiro de Deus) e Dei gratia (Pela graça de Deus).

Agnus Dei Deus ex machina Deus otiosus/Deus absconditus Deus vult Munificentissimus Deus Opus Dei Providentissimus Deus Rector Potens, Verax Deus Regnator omnium deus Rerum Deus Tenax Vigor Rex Deus Sublimus Dei Te Deum Unigenitus dei filius ''Vox populi, vox Dei

Bibliografia

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