O matador é um livro da escritora brasileira Patrícia Melo, publicado em 1995, que lhe valeu prêmios internacionais, Deux Océans, na França (1996), e Deutscher Krimi Preis (1998), na Alemanha, além da aclamação de público e crítica no Brasil. Também em 1996, a autora foi indicada, pelo mesmo romance, ao prêmio Prix Femina, na França. O matador foi publicado na França (Albin Michel, 1996), Itália (Feltrinelli, 1996), Inglaterra (Bloomsbury, 1997), Espanha (Ediciones B, 1997), Holanda (Wereldbibliotek, 1997), Noruega (Aschenhoug, 1998), obtendo repercussão considerável. DAS LETRAS. Patrícia Mello. Disponível em http://dasletras.com/patricia-melo/ 08 de fevereiro de 2019.
Trata-se do segundo livro da autora, em que se mostram as raízes da violência urbana Johnen, Thomas (2009): "A violência no romance O Matador de Patrícia Melo", in: Living between Fear and Expectation - Conference May 12-14 2009: Abstracts and Conference Proceedings. Stockholm: Latinamerika-Institut (Stockholm Papers in Latin American Studies) (13pp.), disponível online (Fulltext): "http://urn.kb.se/resolve?urn=urn:nbn:se:su:diva-29321 com uma prosa ágil, vigor narrativo, controle sobre o texto, ironia, visão ácida, criação de personagens aparentemente incoerentes e ao mesmo tempo banais e estranhos.
O romance foi indicado com leitura obrigatória para o PEIES - Programa de Ingresso ao Ensino Superior - da Universidade Federal de Santa Maria, nas provas envolvendo a disciplina de Literatura do terceiro ano do ensino médio, no período em que o PEIES esteve em vigor e esteve também na lista das obras indicadas para o vestibular de 2011. COPERVES. UFSM. Leituras mínimas obrigatórias. Disponível em https://www.coperves.ufsm.br/concursos/vestibular_2011/arquivos/Leituras_M%C3%ADnimas_Obrigat%C3%B3rias.pdf 08 de fevereiro de 2019. A mesma obra foi indicada para o concurso vestibular da Universidade Federal de Rondônia.
O Matador foi adaptado para o cinema em 2003, com o título O Homem do Ano, com roteiro de Rubem Fonseca. DANTAS, Geyzon Bezerra. "De Matador a Homem do Ano: civilização e barbárie nos (des) caminhos da adaptação da literatura para o cinema brasileiro. Disponível em http://www.cchla.ufpb.br/ppgl/wp-content/uploads/2012/11/images_Zonda.pdf 08 de fevereiro de 2019. "Ressalvadas as mudanças necessárias para a adaptação, o filme prefere a imagem e as ações aos pensamentos e às divagações das personagens, de maneira a manter a construção identitária de um sujeito fragmentado, por meio do olhar da câmera, na perspectiva do protagonista."MOREIRA, Anamaria et. al. "O Matador, de Patricia Melo, e a sua adaptação cinematográfica, O Homem do Ano: a formação identitária de um assassino". Disc. Scientia. Série Letras, Artes, Comunicação. Santa Maria, v. 9, n.1, p.79-91, 2008.
Em 2009 o livro foi relançado, desta vez pela editora Rocco.
Enredo Conta a história de um jovem, Máiquel , um vendedor de carros usados, que mora na periferia de sua cidade e que perde uma aposta em um jogo de futebol. Por isso, ele deve pintar o seu cabelo de castanho aloirado. Com essa atitude - sentindo que algo havia se transformado em si, a sua autoestima melhora -, hostilizado, ridicularizado, inicialmente, por Suel, o protagonista do romance inicia uma série de ocorrências que o transformam em um criminoso brutal, apesar disso, tornando-se querido entre os vizinhos e, até certo ponto, obtendo a simpatia da própria polícia. Alguns homens economicamente poderosos da região passam a dar proteção para Máiquel desde que ele lhes preste alguns "serviços", como matar o responsável pelo estupro da filha do dr. Carvalho. A narrativa acompanha a ascensão de Máiquel, mas também apresenta a sua derrocada - as mesmas pessoas que lhe apoiaram para matar, afastaram-se quando ele precisou de ajuda, tornando-se seus inimigos.
Apesar da grande violência verbal - feita em primeira pessoa -, marcada pela linguagem coloquial, pelo uso de gíria, não falta humor. Misturam-se propagandas, cenas televisivas, notícias de jornais, música popular - o apartamento de Máiquel é uma grande desordem, a televisão está quase sempre ligada, assim como o rádio do seu carro.
Categoria:Livros da Patrícia Melo Categoria:Livros de 1995 Categoria:Romances do Brasil Categoria:Livros adaptados para o cinema