A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) é uma central sindical brasileira, fundada em 14 de dezembro de 2007 na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, durante o primeiro "Congresso Nacional da Central dos Trabalhadores do Brasil".

Em 2023, a CTB possuía cerca de 1 mil entidades afiliadas, fato que a posicionava entre as 4 maiores centrais sindicais brasileiras. Em termos de trabalhadores, a entidade é a segunda maior, atrás apenas da CUT, com 1,65 milhão de sindicalizados em 2023, que representa 8,7% dos sindicalizados do país.

Histórico A ala sindical do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) passou a se organizar desde a década de 1980. A princípio, participou da 1ª Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras (I Conclat), realizada em 1981, e chegou a compor a "Comissão Nacional Pró-CUT". Porém, no Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) de 1983 rejeitou a participação na Central Única dos Trabalhadores (CUT). Naquele momento, o grupo optou por permanecer vinculado ao sindicalismo tradicional, que organizaria a Central Geral dos Trabalhadores (CGT).

As divergências com o grupo dirigente da CGT surgiram durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1987, principalmente rejeitando o aspecto conciliador da entidade com o Governo Sarney e a influência da tendência chamada "Sindicalismo de Resultados" (que também exista na CGT, e que, posteriormente, fundou a Força Sindical), com o grupo do PCdoB abandonando a CGT. Em 1988, em seu I Congresso, o grupo resolveu se institucionalizar, aprovando o nome Corrente Sindical Classista (CSC). No II Congresso da CSC, em março de 1990, foi aprovada a adesão à CUT, se abrigando como tendência minoritária.

A CSC apresentava visões críticas à algumas posições da CUT, principalmente após a eleição de Lula da Silva em 2002 que, no governo, preceituava a conciliação de classes em vez do "Novo Sindicalismo" que orientou a fundação da CUT. Além disso, havia uma crise na relação entre PCdoB e o Partido dos Trabalhadores (PT) desde as eleições gerais de 2006, o que potencializou a ruptura. O estopim final para a separação da CSC da CUT ocorreu no mesmo ano, em decorrência das discussões acerca da Convenção 87 da OIT sobre a liberdade e a autonomia sindical, com o grupo da CSC defendendo a "unicidade sindical" prevista na Constituição Federal. |miniatura|200px|esquerda|Trabalhadores da CTB em manifestação durante 1 de Maio de 2017, em São Paulo; ao centro e de punho erguido, Adilson Araújo, Presidente da CTB Após sua separação da CUT, a CTB filiou-se, em dezembro de 2006, à Federação Sindical Mundial (FSM), confederação sindical global historicamente ligada às entidades alinhadas com a Cominform, com o Congresso do PCUS e com o EIPCO.

Assim foi convocado o "Congresso Nacional da Central dos Trabalhadores do Brasil", a ser realizado entre 12 e 14 de dezembro de 2007. Realizado no SESC Venda Nova, em Belo Horizonte (MG), reunindo cerca de 1,5 mil delegados, de quase 600 entidades sindicais, o congresso aprovou a conversão da CSC em Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Na sua fundação, a CTB filiou a tendência "Sindicalismo Socialista Brasileiro", ligada ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). O primeiro presidente da CTB foi Wagner Gomes, entre 2007 e 2013, que era metroviário e presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

No III Congresso da entidade, realizado em 2013, Adilson Gonçalves de Araújo, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, foi eleito o segundo presidente da CTB.

As políticas de austeridade, o arrocho salarial e a pressão sobre os rendimentos dos trabalhadores nos governos Temer e Bolsonaro levaram a CTB a chamar mobilizações nacionais em colaboração com a CUT, com destaque para a greve geral em abril de 2017, que paralizou 35 milhões de trabalhadores (a maior greve em números da história do Brasil). Outras mobilizações apoiadas pela CTB no período foram a greve geral em 2019.

Em 2020, a CTB iniciaria o processo de incorporação da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), antiga representante da FSM no Brasil, ligada ao Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). A fusão foi efetivamente concluída em 14 de agosto de 2021.

Ligações externas CTB Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil CUT Página oficial da Central Única dos Trabalhadores SINPSI Página oficial do Sindicato dos Psicólogos em São Paulo

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