Divine Intervention é o sexto álbum de estúdio da banda americana de thrash metal Slayer. Lançado 27 de Setembro de 1994, foi o primeiro álbum a contar com Paul Bostaph, substituindo o baterista original Dave Lombardo. Muitas cancões do disco foram inspiradas por programas de televisão. A produção do álbum tornou-se um desafio pra a gravadora, dificultando a sua divulgação devido ao conteúdo controverso das letras. O Slayer usou o álbum ao vivo Decade of Aggression para dá-los tempo de pensar em qual seria o estilo a abordar nesta gravação.Daniel Bukszpan, Ronnie James Dio. The Encyclopedia of Heavy Metal Por ter sido lançado cerca de quatro anos após Seasons in the Abyss, o vocalista Tom Araya disse que tiveram mais tempo para produzi-lo do que os álbuns anteriores da banda. A capa foi pintada e desenhada por Wes Benscoter, que criou uma nova versão para o logotipo em forma de pentagrama do Slayer.
Ainda que muito tempo tenha sido gastado na produção, Kerry King afirmou que a mixagem e masterização deveria ter sido melhor desenvolvida. A origem das canções não vem apenas da televisão, mas também foram inspiradas por várias outras coisas, incluindo Rush Limbaugh, o serial killer Jeffrey Dahmer, e a esposa de Araya. Araya concluiu que o álbum "saiu depois de quatro anos odiando a vida." Em 1998 o disco foi banido na Alemanha por causa das letras de "SS-3", "Circle of Beliefs", "Serenity in Murder", "213" e "Mind Control".
Divine Intervention recebeu avaliações mistas da crítica, com o AllMusic dando três de cinco estrelas, e o The Deseret News dando uma nota positiva. O álbum vendeu 93.000 cópias na primeira semana. Chegou à posição oito na Billboard 200 e ao número 15 na UK Albums Chart. Recebeu certificação de Ouro nos Estados Unidos e no Canadá. Um extended play intitulado Serenity in Murder foi lançado pouco após o álbum.
Produção
Tom Araya disse que "quando fizemos Divine Intervention, essa foi a última reunião que tivemos com a gravadora, onde eles sentaram conosco e nos venderam a ideia de como eles queriam que fosse "Divine", e o que eles iriam fazer com a capa... e todas essas ideias diferentes para o álbum. Então um cara olhou para nós e disse, 'Mas nós precisamos de um hit.' E respondemos, 'Mas nós fizemos onze músicas, e se você não puder achar um hit em uma delas então você está ferrado pois isso é o que estamos dando a vocês.' É como se estivéssemos dizendo, OK, você escreve a porra do hit de sucesso e então nós a gravamos.' Aquilo deixou-o irritado e, a partir dali, não tivemos esse tipo de encontro!""SLAYER Frontman: MUSTAINE Talks A Lot Of Sh*t, Apologizes For It, Then Continues Talking Sh*t" . Blabbermouth.net. 2009-09-03. Retrieved 2010-07-20.
Araya descreveu: "Para este disco, eu meio que me inspirei assistindo TV. Aquilo me deu inúmeras ideias. Toda a ideia sobre o cara com o Slayer em seus braços surgiu porque a realidade é mais assustadora do que qualquer coisa que você possa inventar.CMJ New Music Monthly. January 1995. pp. 25–27 A produção do álbum posou como um desafio para a gravadora: "como comercializar uma banda cuja música é extrema e violenta para programadores de rádio conservadores?" Foi a primeira tentativa da companhia para "'estourar' uma banda de thrash com uma base de fãs rigorosos com uma estratégia de marketing que os agradasse."Billboard. July 23, 1994. p. 14 Araya relatou: "Decidimos tomar mais tempo para trabalharmos nesse. Na verdade nós fomos para o estúdio com mais material escrito mais do que no passado. Completamos três das sete músicas fora do estúdio. Nós todos sentimos que era importante fazê-lo lentamente. Depois da última tour, nós tínhamos a intenção de dar um tempo."
Composição
The College Music Journal disse que "a banda tratou quase que exclusivamente de realismo" no álbum, e notou que "choca e deflagra mais que uma artéria rompida, pintando imagens vermelhas de assassinos, necrófilos, e o mundo devastado e caótico que eles habitam". Tanto a mixagem quanto a masterização foram criticados, com o guitarrista Kerry King afirmando que a banda deveria ter "dado mais atenção à mixagem","SLAYER's KERRY KING Has No Interest In 'Jesus Metal' " . 2009-11-03. Retrieved 2010-07-20. e Araya dizendo que "é o único que ele não pensaria em remasterizar (se houvesse a oportunidade)"."SLAYER Frontman Answers Fans' Questions" . Blabbermouth.net. 2007-04-30. Retrieved 2010-07-20. O baixista ainda diz que "saiu à venda após passar quatro anos odiando a vida".
Neil Strauss do The New York Times explicou muitas das origens do álbum. "213" foi descrita como uma "canção romântica" de Araya, o que é algo que eles nunca tinham feito antes. O nome da canção é baseada no número do apartamento do serial killer e agressor sexual Jeffrey Dahmer. "Dittohead", um tributo parcial a Rush Limbaugh, começa criticando o sistema legal por "ser muito frouxo com assassinatos". A música "termina não denunciando o sistema mas advogando sua permissividade". "Sex, Murder, Art", segundo o TheState.com, "ruge a cerca de um relacionamento enlouquecedor e o seu 'prazer em infligir dor.'""State, The : SLAYER'S ARAYA RELISHES IN MACABRE AND SICK". TheState.com 1995-03-24. Retrieved 2010-08-01. King disse que o disco possui suas origens em "histórias de guerra" e na "exploração da insanidade"."SLAYER's KERRY KING: 'We're Not Close To Hanging It Up'" . Blabbermouth.net. 2006-01-15. Retrieved 2010-07-20.
É o primeiro álbum de estúdio do Slayer com Paul Bostaph, resultando na seguinte afirmação de Alex Henderson do Allmusic: "ele é positivo, energizou o Slayer, o qual soa melhor do que nunca em triunfos obscuros como 'Killing Fields,' 'Serenity in Murder,' e 'Circle of Beliefs.'" Henderson também diz que é "focado na natureza violentamente repressiva dos governantes e até onde eles vão para exercer o poder".Henderson, Alex. [ "Divine Intervention - Slayer"]. AllMusic. Retrieved 2010-07-20.
Capa e prensagem
O álbum foi lançado em uma caixa de joias clara que inclui dezesseis páginas que, desdobrando-as, tornam-se um poster, exibindo a capa do disco. Tanto o disco quanto a capa — como descrito por Chris Morris — são uma "imagem refletiva da mania mostrada pelos fãs do grupo, e um exemplo do uso norte-americano de táticas de choque: um jovem gravando o nome da banda em seu braço com um bisturi."Billboard. July 23, 1994. p. 19 Mike Bone da American Recordings disse que "nós capturamos isto não apenas na fotografia, mas também em vídeo — ele realmente fez aquilo." A arte de capa foi pintada e desenhada por Wes Benscoter, um artista americano que futuramente também pintaria as capas de outros lançamentos do Slayer, como Undisputed Attitude e Live Intrusion.[ "allmusic ((( Divine Intervention > Credits )))"]. Allmusic. Retrieved 2010-07-20.[ "allmusic ((( Undisputed Attitude > Credits )))"]. Allmusic. Retrieved 2010-07-20. O encarte do álbum apresenta pela segunda vez o acrônimo "Satan Laughs As You Eternally R'ot". A frase foi usada pela primeira vez na edição de vinil do álbum Show No Mercy onde foi esculpida na ranhura do registro.
Recepção
O AllMusic disse que "ao invés de fazer algo calculado como emular o som de Nirvana ou Pearl Jam — ou ainda Nine Inch Nails ou Ministry — o Slayer recusou firmemente soar com qualquer outro que não fosse o Slayer. Tom Araya e cia. responderam a nova moda simplesmente esforçando-se para ser a banda de metal mais pesada possível." Desde o lançamento do álbum, o vocalista Tom Araya considerou ser o seu melhor trabalho.
Divine Intervention vendeu 93.000 cópias na primeira semana,"SLAYER: 'World Painted Blood' Debuts At No. 12 On BILLBOARD Chart" . 2009-11-11. Retrieved 2010-07-20.Harris, Chris (2006-08-16) "Rick Ross Sails Past Breaking Benjamin, Takes Port Of Miami To #1". e em 2002 já havia vendido 400.000 cópias nos EUA."Metal/Hard Rock Album Sales In The US As Reported By SoundScan" . Blabbermouth.net. 2002-04-30. Retrieved 2010-07-20."Metal/Hard Rock Album Sales In The US As Reported By Soundscan" . Blabbermouth.net. 2002-03-09. Retrieved 2010-07-20. Foi reportado que no mesmo ano de seu lançamento, Kevin Kirk da loja Heavy Metal Shop "encomendou 1000 cópias do Divine Intervention do Slayer e vendeu todos os álbuns em questão de semanas"."Salt Lake City's Heavy Metal Shop Struggles To Survive In Internet Age". Blabbermouth.net. 2005-11-23. Retrieved 2010-07-20. Embora seja menos acessível que o predecessor Seasons in the Abyss, a Rolling Stone considerou ser seu álbum de maior sucesso até 2001.2001 encyclopedia "Slayer". Rolling Stone Music. Retrieved 2010-07-20.
Faixas
A versão em cassette possui as músicas numa ordem alternativa.http://www.allmusic.com/album/divine-intervention-mw0000120458/releases The Review at allmusic.com, for the cassette version
Créditos
Slayer Tom Araya - baixo, vocais Jeff Hanneman - guitarra Kerry King - guitarra Paul Bostaph - bateria
Equipe técnica Dave Brock - engenheiro assistente Jim Champagne - engenheiro Stephen Marcussen - masterização Rick Rubin - produtor executivo Jim Scott - engenheiro Jeff Sheehan - engenheiro assistente Toby Wright - produtor, engenheiro, mixagem
Dirk Walter - diretor de arte, design Neil Zlozower - fotógrafo Stephen Stickler - fotógrafo Brian Pollack - engenheiro assistente Annalisa - desenhos Wes Benscoter - desenhos, ilustração da capa Rick Sales - gestão
Créditos baseados em informações do Allmusic.
Desempenho nas paradas
Parada musicalPosiçãoBillboard 200 8[ "Divine Intervention - Slayer | Billboard.com"]. Billboard. Retrieved 2010-11-24.ARIA Charts 27Ö3 Austria Top 40 22Media Control Charts 18MegaCharts 31RIANZ 20Sverigetopplistan 10Swiss Music Charts 15The Official Charts Company 15
Certificações PaísCertificadorCertificaçãoRIAAMusic Canada
Referências
Categoria:Álbuns de 1994 Categoria:Álbuns de Slayer Categoria:Álbuns produzidos por Rick Rubin Categoria:Álbuns de thrash metal