O Campeonato Pernambucano de Futebol, mais conhecido como Campeonato Pernambucano, é a competição profissional entre clubes desse esporte, no estado de Pernambuco. Organizada pela Federação Pernambucana de Futebol, é uma das ligas de futebol mais antigas do Brasil, sendo realizada ininterruptamente desde 1915.Antes do futebol, Recife foi a terra do turfe. Entenda como o esporte influenciou a cidade - Diário de Pernambuco, 8 de agosto de 2021 Teve como primeiro campeão o Sport Club Flamengo. O atual campeão estadual é o , vencedor da edição de 2026, quando conquistou seu quadragésimo sexto título na competição.

De acordo com a Federação Pernambucana, os maiores campeões da competição são: o , com 46 conquistas; o , com 29 títulos; e , tendo conquistado 24 vezes. A rivalidade entre o chamado “Trio de Ferro do Recife,” configuram uma das maiores rivalidades da região Nordeste do país, está marcada na história desta competição.

Atualmente, o torneio da Primeira Divisão é disputado por dez equipes, tendo uma oscilação em uma determinada edição e normalmente realizado entre janeiro e meados de abril da temporada do futebol brasileiro.

História Início Charles Miller, considerado o “Pai do Futebol Brasileiro”, foi o responsável pela criação do primeiro torneio de futebol no Brasil, no estado de São Paulo. Nos primórdios do século XX, fundada em 1901 a Liga Paulista de Foot-Ball, a mais antiga federação de futebol do país e no ano seguinte, foi realizado o primeiro torneio de futebol entre equipes do país.Campeonato Paulista - História, UOL Esporte, 1999 Até então, o futebol brasileiro era um esporte praticado e restrito às elites em seus primeiros momentos no Brasil. Com o passar dos anos, o futebol começou a se popularizar em quase todo o país. O primeiro relato de uma partida de futebol em Pernambuco remete a 1902, ano em que marinheiros ingleses e holandeses, ao desembarcarem no Recife, fizeram uma demonstração do esporte na praia. A novidade atraiu a atenção dos pernambucanos. Assim como em São Paulo, o futebol de Pernambuco também foi introduzido por um brasileiro que estudou na Europa, o pernambucano Guilherme de Aquino Fonseca. Filho de João de Aquino Fonseca e Maria Eugênia Regadas de Aquino Fonseca, Guilherme foi estudar na Inglaterra, aos 13 anos de idade, no Hooton Lown Schoool, onde aprendeu a técnica do jogo. Em 1903, ao voltar para o Recife e fascinado pelo esporte, resolveu fundar um clube onde se praticasse o futebol, o criquet, o rugby e o tênis. Trouxe da Inglaterra o material e os apetrechos necessários para a prática desses esportes, porém teve que enfrentar muitas dificuldades.

Guilherme fez várias tentativas com os dirigentes do Náutico para que o clube aderisse ao futebol, mas havia um grupo contrário que afirmava não ser o futebol um esporte, mas sim uma troca de pontapés. Ele recorreu, então, aos funcionários da firma inglesa Great Western, que costumavam jogar bola nos finais de semana em suas casas, conseguindo realizar alguns jogos, em campos improvisados no bairro do Derby. Futuramente viria a fundar o Sport Club do Recife e que posteriormente, seria o maior campeão do estado.

Os primeiros clubes de futebol Antes dos Futebol Clube ou outras denominações de clubes esportivos, existiam os clubes de regatas que praticavam a modalidade propriamente dita. Os mais antigos da época, eram o Club Internacional de Regatas, fundado no dia 17 de julho de 1885 e o Clube Náutico Capibaribe, fundado no dia 7 de abril de 1901, o mais antigo clube do estado em atividades. Ambos os clubes foram criados a princípio para a prática de desportos náuticos, notadamente o remo e regata.

Em 13 de maio de 1905, é fundado pelo pernambucano Guilherme de Aquino Fonseca, o Sport Club do Recife, o primeiro clube voltado para a prática do futebol no Estado de Pernambuco.

Em 1914 clubes como o América Futebol Clube (12 de abril de 1914, como João de Barros Foot-Bal Clube), Sport Club Flamengo (20 de abril de 1914) e Santa Cruz Futebol Clube (3 de fevereiro de 1914), que também viria a se tornar um dos grandes do esporte no estado, surgiram com a crescente popularização do esporte no estado.

Os primeiros campeonatos Em 1915, foi criado o Campeonato Pernambucano de Futebol, com a participação de cinco equipes. O primeiro campeão estadual foi o Sport Club Flamengo. Deste ano e até 1936, apenas clubes do Recife disputaram o campeonato.

Em 1916 estrearam na competição o e o . O time rubro-negro conseguiu o título logo em seu primeiro campeonato. Nos primeiros anos de campeonato, o dividia a hegemonia local com o América.

Em 1924 o passou a ocupar definitivamente a posição de clube com mais títulos no Estado (na época eram cinco contra quatro do América), impondo uma hegemonia absoluta que perdura até os dias atuais.

O , único clube a participar de todas as edições do campeonato, conquistou seu primeiro título em 1931. O foi campeão pela primeira vez em 1934, evitando o que seria o primeiro tetracampeonato da história do torneio.

A era profissional Em 1936, o Tramways sagrou campeão estadual invicto com uma equipe formada por atletas que recebiam salário, embora fossem registrado formalmente como funcionários da companhia inglesa Pernambuco Tramways & Power Company Limited. O feito levou a mudanças significativas na estrutura do futebol pernambucano, prenunciando a transição em definitivo para a profissionalização. Na temporada seguinte, o zagueiro Zago, do , tornou-se o primeiro atleta registrado como profissional pela Federação Pernambucana de Desportos, marcando o início do profissionalismo de forma oficial no estado. A equipe de Caruaru também se tornava a primeira equipe do interior a disputar a divisão principal do estado.

Em 1944 o América conquistou o último título antes da supremacia dos três grandes da capital (, e , que desde 1945 conquistariam todos os títulos do estadual, até o título estadual conquistado pelo Salgueiro em 2020 e que, além de quebrar a hegemonia de Sport, Santa Cruz e Náutico, tornou-se também o primeiro clube do interior a ser campeão pernambucano).

A partir de 1963, duas sequências históricas: o hexacampeonato do (entre 1963 e 1968) e o pentacampeonato do (entre 1969 e 1973). Ainda em 1969, o conclui uma amarga sequência de sete vice-campeonatos consecutivos. Em 1974, por ironia do destino, foi o próprio que evitou que o igualasse seu hexa (na verdade, até hoje, nenhuma equipe conseguiu igualar esse feito). Em 1978, alegando uma crise, o recusou-se a participar do campeonato, que foi conquistado pelo com larga vantagem, vencendo os três turnos. O clube tricolor alcançou a marca histórica de 112 gols no certame, ao longo de 28 confrontos, com média de 4 gols por partida. No campeonato de 1979, mais uma vez a equipe do sagra-se campeã conquistando os três turnos.

Na década de 1990 três destaques: o início da sequência de seis vice-campeonatos do entre 1999 e 2004 e o pentacampeonato do entre 1996 e 2000 (Curiosamente, foi o o responsável por impedir que o rival igualasse seis títulos consecutivos não deixando vencer o 2ª turnos do Campeonato porque se o vencesse o 2ª turno ainda teria chance de conquista o hexacampeonato porque haveria a final em dois jogos ida e volta, sendo que o 2ª turno foi disputado por , e e o 1ª turno disputado por e e vencido pelo vencedor do 1ª turno após vencer o rival nos Aflitos e no 2ª turno ser o vencesse seria o campeão mas ser o ou vencesse haveria a final em dois jogos ida e volta e na disputa pelo 2ª turno o joga no Arruda com o rival precisando da vitória para ainda ter chance de vencer o 2ª turno e no jogo o vencer o rival deixando fora da disputa pelo 2ª turno que foi disputado por e e vencido pelo vencedor do 2ª turno após vencer o rival nos Aflitos e a final entre e em dois jogos ida e volta vencidos pelo o campeão pernambucano de 2001 ano do seu centenário). Em 1997 uma façanha: pela primeira vez um time de fora da capital conquista o vice-campeonato estadual. O Porto de Caruaru ainda repetiu o feito em 1998. Em 2007 mais um time de Caruaru o Central conquistou o vice-campeonato.

Em 2009 ocorreu a 95ª edição do campeonato estadual de futebol de Pernambuco, que teve sua edição alterada em relação à do Campeonato Pernambucano de 2008, mesmo existindo um artigo no Estatuto do Torcedor que veda alterações no regulamento em menos de dois anos de vigência do mesmo. Os 12 times eram divididos em 3 chaves com 2 turnos, que tinham como cabeça de chave o , e . Ao término do primeiro turno, os demais times era redistribuídos de acordo com sua colocação no 1º turno. Na final foi disputado um Quadrangular para determinar o 1º Lugar e um Hexagonal onde os dois últimos classificados foram rebaixados.

Em 2010 mais uma vez teve sua edição alterada, supostamente em oposição ao estatuto do torcedor. O campeonato teve 2 Turnos. Os quatro melhores disputaram uma semifinal, com o confronto do 1º com o 4º e do 2º com o 3º, com jogos de ida e volta. Os vencedores se enfrentaram em uma Final.

Em 2011, o Central se torna o primeiro clube do interior a vencer um turno do campeonato pernambucano.

No Campeonato Pernambucano de 2011 o buscava a conquista do hexa campeonato somando pontos se mantendo entre os quatro mais bem colocados até o fim das rodadas do campeonato se classificando para semifinais e no jogo de ida o joga com rival na Ilha do Retiro e venceu o jogo de 3 a 1, e em Caruaru o venceu o de 2 a 1 e no jogo da volta nos Aflitos o eliminar o rival mesmo vencendo o jogo de 3 a 2 não conseguiu reverte a vantagem do , e no Arruda o venceu o de 3 a 1 e a final entre e em dois jogos e no jogo de ida na Ilha do Retiro o venceu o rival de 2 a 0 e no jogo da volta no Arruda o derrota o rival de 1 a 0 mesmo com a derrota o e campeão o venceu mas não conseguiu reverte a vantagem do arquirrival impedindo pela segunda vez a conquista do hexa campeonato do rival mantendo o luxo do rival de se o único a possuir seis títulos consecutivos do campeonato sendo único hexa.

O Campeonato Pernambucano de 2012 entre os quatro finalista além , e teve pela primeira vez um time do sertão o e nos jogos de ida o joga com o rival e venceu o jogo de 2 a 1 nos Aflitos e no sertão o joga com o e perde o jogo de 2 a 1 e nos jogos da volta na Ilha do Retiro o empata em 0 a 0 com rival e no Arruda o venceu o de 3 a 1 e a final entre e e no jogo de ida no Arruda um empate em 0 a 0 e no jogo da volta na Ilha do Retiro o venceu o rival de 3 a 2 sendo bicampeão pernambucano dois anos consecutivos em cima do arquirrival .

Em 2013, o conquista mais uma vez o título estadual, vencendo o rival no Arruda por 1 a 0 e na Ilha do Retiro por 2 a 0, sagrando-se tricampeão pernambucano.

Em 2014, Náutico e Sport voltaram a se enfrentar na finalíssima. Após várias polêmicas na primeira fase envolvendo o treinador alvirrubro Lisca e o atacante rubro-negro Neto Baiano, o Sport conquistou seu 40º título estadual com vitórias na Ilha do Retiro por 2 a 0, no primeiro jogo, e por 1 a 0 no segundo jogo naquela que foi a primeira final pernambucana na Arena Pernambuco.

Em 2015, ano do centenário ou seja, centésima edição do Campeonato Pernambucano, o enfrentou o Salgueiro numa final inédita que finalmente contou com a participação de um clube do sertão pernambucano, 0 a 0 no primeiro jogo e 1 a 0 no segundo jogo garantiram ao tricolor sua 28ª conquista estadual.

Em 2016, O Santa Cruz consegue ser bicampeão, vencendo na final seu arquirrival em jogos de ida e volta, 1 a 0 no primeiro jogo e 0 a 0 no segundo jogo garantiram ao tricolor sua 29ª conquista estadual. Essa nova conquista já deixa o Santa Cruz, a um título de se tornar o grande vencedor da década dos quais já tem 05 títulos conquistados entre 2011 a 2016.

Em 2017 o enfrentou o Salgueiro numa final que novamente contou com a participação do clube do sertão pernambucano, 1 a 1 no primeiro jogo e 1 a 0 no segundo jogo garantiram ao rubro-negro sua 41ª conquista estadual.