A hiperglicemia (do grego, ὑπέρ- "excesso", γλυκός "açúcar", αἷμα "sangue") é uma condição caracterizada pelo elevado nível de glicose no sangue. Os níveis normais de glicose no sangue está entre 70 e 99mg/dL em jejum 8h e entre 100 e 140mg/dL pós-prandial (depois de comer). Níveis alterados desses valores podem sugerir crises hipo ou hiperglicêmicas, por diversas etiologias (origens). Ao persistirem os níveis alterados, a procura a um serviço de saúde se torna essencial, podendo caracterizar-se por quadros patológicos, como a Diabetes Mellitus.

Causas A glicemia pode ser elevada porHyperglycemia, Non-diabetic. https://www.drugs.com/cg/hyperglycemia-non-diabetic.html: Pré-diabetes (pós-prandial entre 140 e 200mg/dL); Diabetes mellitus (mais de 125mg/dL em jejum 8h); Diabetes gestacional (mais de 100mg/dL em jejum 8h); Induzida por estresse elevado; Síndrome dos ovários policísticos (SOP); Hipercortisolismo (Síndrome de Cushing); Doenças críticas: AVC, ataque cardíaco ou pancreatite; Trauma severo, como queimadura ou lesão; Infecções como pneumonia ou infecção do trato urinário; Medicamentos como os esteroides e diuréticos; Drogas ilegais como cocaína e ecstasy.

Sinais e sintomas Uma glicemia superior a 200mg/dL pode causarDiabetes.co.uk, Diabetes and hyperglycemia. http://www.diabetes.co.uk/Diabetes-and-Hyperglycaemia.html: Polidipsia (muita sede) Poliúria (excesso de urina) Polifagia (fome excessiva, acompanhada de emagrecimento em DM2) Cansaço e sonolência Pele seca Dor de cabeça, podendo evoluir para náuseas e vômitos Dificuldades para respirar Hálito cetônico (devido à formação de corpos cetônicos pelo organismo) Endurecimento e espessamento das paredes arteriais Envelhecimento precoce Redução na esperança de vida.

Complicações Níveis elevados de glicose no sangue podem conduzir, a longo prazo, a alterações irreversíveis nos nervos e nos grandes e pequenos vasos sanguíneos. O diabetes também pode reduzir a capacidade do corpo em resistir a infecções, assim como aumentar a propensão a problemas oculares, doenças renais, pressão alta, ataques cardíacos, acidentes vasculares-cerebrais e amputação de membros superiores e inferiores.

Entre as complicações crónicas da hiperglicemia relacionam-se:

Microangiopatia Caracterizada pelo comprometimento dos vasos sanguíneos capilares, por nefropatia e retinopatia.

Macroangiopatia Caracterizada pelo comprometimento dos vasos arteriais e por deficiência circulatória no cérebro, coração e membros inferiores.

Retinopatia Caracterizada por alterações na visão como a percepção de pontos flutuantes, anéis ou halos coloridos, dificuldade de visão diurna, pressão ou dor sobre os olhos, ou hipersensibilidade à luz.

Nefropatia Caracterizada pela presença de albuminúria persistente (excreção de albumina em níveis superiores a 300 mg/dl) na ausência de outro distúrbio renal.

Neuropatia Caracterizada pela sensação de formigueiros, impotência sexual, alterações digestivas, urinárias e/ou circulatórias, ressecamento da pele, lesões ulcerosas nos pés e pernas, entre outros.

Diagnóstico Os diabéticos que fazem a monitorização da glicose rotineiramente podem detectar aumentos da glicemia, sem, entretanto, apresentar sintomas de hiperglicemia. Para estes pacientes recomenda-se regularmente verificar o nível da glicose no sangue. Isto pode ser feito preferencialmente nas seguintes ocasiões: Em jejum, antes das principais refeições - café da manhã, almoço e jantar (glicemia em jejum); Duas horas após as principais refeições (glicemia pós-prandial) ou após consumir 75g de glicose.

Mais de 200mg/dL de glicemia a qualquer momento, é critério diagnóstico de diabetes mellitus.

Prevenção Caso sejam identificados níveis elevados de glicose no sangue, deve-se procurar um médico ou um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento apropriados. O controle adequado da hiperglicemia pode auxiliar a prevenir e não evitar os problemas, em conjunto com mudanças saudáveis no estilo de vida do paciente como: Elevar o nível de informação, conduzindo a uma melhor administração do problema; Selecionar um plano alimentar nutricionalmente balanceado com carboidratos complexos e de baixo índice glicêmico; Escolha criteriosa do horário das refeições; Realização de exercícios físicos de baixo impacto, como caminhadas, natação e ciclismo; Uso de medicamentos hipoglicemiantes, como metformina e insulina; Visitar o profissional de saúde regularmente, seguindo suas recomendações.

Ver também Hipoglicemia Diabetes

Ligações externas Hiperglicemia na página da ANAD

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