Esfódrias () segundo Plutarco ou Esfodríades (Sphodriades) segundo Diodoro Sículo, foi general de Esparta no período da história da Grécia conhecido como "Hegemonia Espartana" ().
Ataque ao Pireu Atenas e Esparta estavam em trégua, mas, em , no quarto ano da 100a olimpíada,Segundo o tradutor de Diodoro Sículo para o inglês, o ataque ao Pireu provavelmente ocorreu na primavera de quando estava na condição de Harmosta da cidade de Téspias (Beócia), Esfódrias decidiu empreender uma incursão militar noturna contra o Porto do Pireu (Atenas).Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Agesilau II, 24.3 Este plano não contou com a aprovação do rei Em Esparta, havia dois reis, um descendente de Eurípides e outro de Procles, respectivamente os reis ágidas e euripôntidas. nem dos éforos. O motivo, segundo Plutarco, foi o desejo da fama, pois Esfódrias havia observado que Febidas havia ficado famoso por sua ousadia em Tebas.Fébidas havia capturado a Cadmeia, a cidadela de Tebas Uma hipótese é que o plano havia sido formulado pelos tebanos Pelópidas e Melo, que enviaram supostos simpatizantes de Esparta a Esfódrias, exaltando-o, como se ele fosse o único capaz de tal façanha, que não seria menos desleal ou injusta que a tomada da Cadmeia.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Agesilau II, 24.4
Com mais de 10 mil homens, Esfódrias planejou atacar o Pireu à noite, mas o dia nasceu durante a marcha, e ele perdeu a coragem, devastando o campo e se retirando para Téspias.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Agesilau II, 24.5
Julgamento Os atenienses enviaram homens a Esparta, denunciando Esfódrias, mas a acusação não era mais necessária, pois ele já havia sido condenado à morte.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Agesilau II, 24.6
Apesar de Esfódrias ser rival de , um dos dois rei de Esparta, seus filhos, respectivamente Cleônimo e Arquídamo (o futuro rei ), eram namorados,Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Agesilau II, 25.1 e Cleônimo pediu, chorando, que Arquídamo influenciasse seu pai.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Agesilau II, 25.2 Etímocles, um dos amigos de Agesilau, disse que Esfódrias era um homem corajoso, e era deste tipo de soldados que Esparta precisava;Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Agesilau II, 25.4 foram estes os argumentos usados por Agesilau no julgamento.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Agesilau II, 25.5 Esfódrias, com o apoio dos reis, foi inocentado. Xenofonte chamou de "mais injusto julgamento da história de Esparta". Em represália, Atenas denunciou que a trégua com Esparta havia sido rompida pelos lacedemônios, decidiu entrar em guerra, nomeando como generais Timóteo, Cábrias e ''Calístrato, e firmou uma aliança com Tebas, que estava em guerra com Esparta.
Consequências Agesilau II fez várias expedições contra os tebanos,Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Agesilau II, 26.2 o que acabou tornando os tebanos mais capacitados para a guerra do que jamais eles foram; Licurgo já havia proibido os espartanos de fazerem várias guerras contra o mesmo povo, para que este povo não aprendesse a lutar na guerra.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Agesilau II, 26.3
Cleônimo, filho de Esfródias, morreu combatendo na Batalha de Leuctra (), contra os tebanos de Epaminondas,Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Agesilau II, 28.6 junto com o outro rei Cleômbroto I e mil espartanos.Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Agesilau II, 28.5
Bibliografia Bowder, Diana - "Quem foi quem na Grécia Antiga", São Paulo, Art Editora/Círculo do Livro S/A, s/d
Categoria:Estrategos espartanos Categoria:Gregos do século IV a.C.