O rio Paraopeba é um rio que banha o estado de Minas Gerais, no Brasil. Em 25/01/2019, o rio foi impactado pelo Rompimento de barragem em Brumadinho, da mineradora Vale S.A.

Etimologia

O nome é de origem tupi e significa "rio largo", através da junção dos termos pará (rio) e popeba (largo).

Descrição Sua nascente está localizada ao sul no município de Cristiano Otoni e sua foz está na represa de Três Marias, no município de Felixlândia, ambos em Minas Gerais. A extensão deste rio é de 510 km e sua bacia cobre 13 643 km² e 35 municípioshttp://www.juatuba.mg.gov.br/vernoticias.php?id=352. Seus principais afluentes são o Rio Maranhão, Ribeirão São Joaquim, Ribeirão Mateus Leme, rio Macaúbas, o rio Camapuã, o rio Betim,o rio Manso e o ribeirão Serra Azul. Estes três últimos cursos de água são represados para formação dos três reservatórios que compõem o Sistema Paraopeba: Sistema Vargem das Flores, Sistema Rio Manso e Sistema Serra Azul, respectivamente.

É um dos principais afluentes do rio São Francisco.Minas Gerais. Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM). Estudos das Metas De Qualidade Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba (2005). Disponível em: <http://aguas.igam.mg.gov.br/aguas/downloads/acordo_resultados/Estudo_Metas_Paraopeba.pdf >. Acessado em 27 de setembro de 2008.

O rio foi poluido após o rompimento da barragem de Brumadinho, afetando 26 municípios que dependiam de sua água. A Vale criou um plano de recuperação da Bacia. Em 2023 o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba exigiu que o Rio fosse totalmente dragado a jusante do rompimento até a sua foz. Atividade essa que não estava contemplada pelo acordo de Brumadinho.

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba (CBH Paraopeba) é o órgão responsável pela gestão da Bacia e responsável pela elaboração e fiscalização da execução do Plano Diretor da Bacia. que foi construído e remodelado após o rompimento da Barragem em 2019.

Bacia e abastecimento Com 510 quilômetros de extensão, o rio Paraopeba nasce em Cristiano Otoni e deságua na represa de Três Marias, em Felixlândia, drenando uma bacia de cerca de 13 643 quilômetros quadrados que abrange 35 municípios. É um dos principais afluentes do rio São Francisco e tem papel estratégico no abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, por meio do chamado Sistema Paraopeba, formado pelos reservatórios de Vargem das Flores, Rio Manso e Serra Azul. A gestão da bacia cabe ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba (CBH Paraopeba), responsável pelo plano diretor da bacia, reformulado após o desastre de 2019.

Rompimento da barragem de Brumadinho Em 25 de janeiro de 2019, o rompimento de uma barragem de rejeitos da Vale, no ribeirão Ferro-Carvão — afluente do Paraopeba, em Brumadinho —, lançou cerca de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração no rio, em um dos maiores desastres socioambientais da história do Brasil. O rompimento provocou 272 mortes e liberou, ao todo, cerca de 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos. A lama comprometeu a água de que dependiam dezenas de municípios e carreou metais pesados — como ferro, manganês, alumínio, chumbo e mercúrio — ao longo do curso, com o trecho entre Brumadinho e São Joaquim de Bicas integralmente afetado, estendendo-se até a represa de Retiro Baixo.

O Acordo Judicial de Reparação, firmado em 2021, determinou a remoção integral dos rejeitos da calha do rio até a altura da represa de Retiro Baixo, a cerca de 320 quilômetros do ponto de rompimento. A retirada, contudo, avançou lentamente: em 2023, o CBH Paraopeba passou a exigir a dragagem do trecho a jusante do rompimento até a foz, e reportagens posteriores indicavam que o rio ainda não estava livre dos rejeitos tóxicos. Até o fim de 2025, a retirada de rejeitos da calha do rio havia alcançado apenas cerca de 17% do volume estimado. O episódio tornou-se um dos símbolos dos riscos associados às barragens de rejeitos de mineração no país.

Ver também Rompimento de barragem em Brumadinho

Categoria:Geografia de Felixlândia Categoria:Hidrônimos de origem tupi