O Esporte Clube Novo Hamburgo é um clube brasileiro de futebol, sediado na cidade de Novo Hamburgo, no estado do Rio Grande do Sul. Fundado em 1.º de maio de 1911. Seu mascote é o Sapato (Pé Quente), suas cores são o branco e o azul-anil e tem como alcunhas Anilado e Nóia devido pronúncia alemã de Neue Hamburg. O clube anilado é o terceiro com mais participações no Campeonato Gaúcho de Futebol, sendo um dos mais tradicionais clubes do Rio Grande do Sul. Em 2026, disputa a Série A do Gauchão.

O título mais importante da história do Novo Hamburgo foi a conquista do Campeonato Gaúcho de 2017, tendo sido ainda vice-campeão da principal competição estadual em 1942, 1947, 1949, 1950 e 1952, campeão gaúcho do interior em 7 ocasiões (1942, 1947, 1949, 1950, 1952, 1972 e 1980), conquistando ainda três copas organizadas pela Federação Gaúcha de Futebol (duas em 2005 e uma em 2013), considerando apenas os seus títulos mais relevantes.

Manda seus jogos no Estádio do Vale, inaugurado em 17 de agosto de 2008, com capacidade para 5.196 pessoas. Antes, o clube teve o Estádio dos Taquarais (de 1916 a 1953) e Estádio Santa Rosa (de 1954 a 2008).

História

Fundação

Quando de sua fundação, o Esporte Clube Novo Hamburgo passou a representar uma das cidades de colonização alemã do Vale dos Sinos, tendo sido criado em território da atual cidade de São Leopoldo, vinte e seis anos anos antes da emancipação da atual cidade de Novo Hamburgo.

Em 1º de maio de 1911, Dia do Trabalhador, um grupo de funcionários da então fábrica de calçados Adams fundou o clube. Naquela época, o esporte ainda começava a se preparar para virar preferência nacional. Ali decidiu-se que as cores seriam o azul, anil e branco. Na noite daquele dia festivo, pela iniciativa de pessoas de etnias germânica e portuguesa, Manoel Lopes Mattos, José Scherer, Aloys Auschild, Manoel Outeiro, João Tamujo e Adão Steigleder, decidiu-se pela criação do clube que seria conhecido como Anilado.

O clube quase levou o nome da fábrica, chamando-se Adams Futebol Clube, mas a homenagem à cidade foi escolhida. Foi chamado, então, Sport Club Novo Hamburgo, o Noia, apelido vindo da pronúncia alemã de Neue Hamburg. O primeiro jogo da história do Novo Hamburgo foi contra a equipe do Nacional, de São Leopoldo. Na ocasião, o Anilado acabou derrotado por 3 a 0.

No dia 23 de Novembro de 1913, o SCNH inaugura seu primeiro campo, em uma partida contra o Taquarense. Em 1916, o clube compra uma nova área para ser sua sede, conhecido como Estádio dos Taquarais. Lá, em amistosos ou em jogos oficiais, eram as rivalidades que falavam mais alto, suplantando a técnica ou qualquer esquema de jogo, sobretudo quando o confronto era com o Football-Club Esperança, quando a rivalidade era, não raro, extracampo.

Um de seus primeiros grandes destaques foi no ano de 1937, quando venceu o Campeonato Metropolitano, derrotando, entre outros adversários, o Nacional, Renner, São José, Cruzeiro, Força e Luz - a dupla Gre-Nal não disputou esta competição. O ano de 1925 marca a primeira disputa do Campeonato Gaúcho, no qual o clube é o maior participante entre todos os clubes do interior (fora dupla da capital).

A guerra força a mudança - Façanhas das décadas de 1940 e 1950

Em 1942, por imposição das medidas nacionalistas tomadas pelo Brasil durante a 2ª Guerra Mundial, o clube mudou seu nome para Esporte Clube Floriano, numa homenagem ao marechal Floriano Peixoto. No mesmo ano, o clube chega ao vice-campeonato Gaúcho. Feito repetido em 1947, enfrentando o famoso “rolo-compressor” do Internacional de Porto Alegre.

O melhor time deste período - para muitos o melhor time da história - foi montado em 1952 e realizou inesquecíveis apresentações. Após a decisão do título, em um quadrangular histórico, formado por Grêmio, Internacional, Pelotas e o Anilado, o Noia acabou na primeira colocação, um feito fantástico relembrado até hoje pelos saudosistas.

Em 1953, o clube começa a sonhar com a mudança de endereço, vendendo a área do Estádio dos Taquarais e comprando outra na Vila Rosa. O Estádio Santa Rosa é inaugurado em 1º de maio do ano seguinte, num jogo contra o Grêmio que terminou empatado em 2x2. O nome do clube muda novamente em 1968, voltando a se chamar Esporte Clube Novo Hamburgo, agora com o aportuguesamento da expressão “Sport Club”.

Os Títulos do Interior nas décadas de 1970 e 1980

Em 1972, o clube volta a realizar façanhas, conquistando o Título do Interior, sob o comando de Benno Becker. A equipe, formada por Carlos; Di, Coti, Ademir e Jorge Tabajara; Lindomar e Xameguinha; Dirceu, Helenilton, Bira e Jaime Feltes, superou Juventude, Caxias, Pelotas, Aimoré, entre outros clubes.

O dia 30 de Setembro de 1979 marca a primeira partida anilada no Campeonato Brasileiro, pela então Taça de Prata (equivalente à Série B do Brasileiro), diante do Joinville, em Santa Catarina. Em 1980, desta vez treinado por Júlio Arão, o Noia volta a brilhar, repetindo o título de Campeão do Interior. Daniel; Manoel, Ronaldo, Paulo Vieira e Joaquim; Lourival, Ederson e Dagoberto; Itamar, Paraná e Passos formavam o time-base daquela campanha vitoriosa.

O ano de 1981 também foi especial e marcou outro grande feito do Anilado no cenário gaúcho, com outro Título do Interior. Cabe destacar que, naquela temporada, o Noia liderou o campeonato durante boa parte do campeonato, superando a dupla Gre-Nal e os rivais do interior por várias rodadas. No final, quando o título parecia um sonho palpável, o Novo Hamburgo foi superado pela capital e o título ficou com o Internacional. Vacaria comandava o Anilado, que tinha Marquinhos; Celso Augusto, Bob, Solis e Luiz; Palmito, Robson e Zé Luiz; Zé Melo, Romário e Anchieta.

Em 1982, o Noia confirmava a boa fase e se consagrava Campeão da Copa Aceg, campeonato que marcou época por ser o principal do futebol do interior. Mostrando solidez e consolidado como uma força do interior estado do Rio Grande do Sul, o Novo Hamburgo sagrou-se Bicampeão da Copa em 1984.

As dificuldades na década de 1990 e o retorno à elite do Gauchão

Após um campeonato de contenções, o clube é rebaixado pela primeira vez em 1987, no campeonato gaúcho. Em 1989, após sagrar-se vice-campeão gaúcho da segunda divisão, o Noia volta à elite estadual.

Em 1993, o Noia é rebaixado no Gauchão pela segunda vez. Em 1996, o Noia sagra-se campeão da segunda divisão do campeonato gaúcho. Após 5 anos na divisão de acesso, em 2000, o Novo Hamburgo sagrou-se campeão da competição e, assim, retorna à elite do futebol gaúcho.

Em 2001, o clube volta a ser rebaixado no Gauchão. Após uma reformulação administrativa sob liderança do presidente Rosalvo Johann, chega o título de vice-campeão da divisão de acesso em 2003, e o clube volta em definitivo à elite estadual. Fato que se consolidou com uma bela participação no Campeonato Gaúcho de 2004, onde sempre figurou na ponta de cima da tabela. Desde então, o Esporte Clube Novo Hamburgo é novamente uma das mais importantes forças do interior do Rio Grande do Sul.

Retorno à disputa de campeonatos nacionais

O ano de 2004 marca a volta do clube aos campeonatos nacionais com a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro, pela primeira vez. Seguindo na sua ascensão, o Noia tem um ano memorável em 2005 com conquista dois títulos: campeão da Copa Emídio Perondi e campeão da Copa FGF, e disputa da Série C do Brasileirão tendo uma das melhores campanhas de um time gaúcho, chegando ao quadrangular final, disputando o título com o Remo, América de Natal e Ipatinga. Já no campeonato de 2006, o Novo Hamburgo acabou eliminado na primeira fase e desde então não voltou a disputar a competição.

Também em 2006, o Novo Hamburgo disputou pela primeira vez a Copa do Brasil, por ter sido campeão da Copa Emídio Perondi. No dia 15 de fevereiro de 2006, no jogo de ida, pela 1ª Fase da Copa do Brasil, Novo Hamburgo e Criciúma empataram por 2 a 2, no Santa Rosa. Fizeram os gols da partida Washington e Dudu, pelo Novo Hamburgo, e Dejair e Fernandinho, pelo Criciúma. Uma semana depois, a equipe do Criciúma venceu o Novo Hamburgo pelo placar de 2 a 1, no Heriberto Hülse. Os gols da partida foram marcados por Dejair, duas vezes, para o Criciúma, e de Dudu, para o Novo Hamburgo. Com o resultado, o Criciúma se classificou para enfrentar o São Caetano e o Novo Hamburgo foi eliminado da competição.

Boas campanhas no Gauchão

Em 2010, o Noia alcançou o vice-campeonato no primeiro turno do regional, sendo superado apenas pela dupla Gre-Nal. Na disputa da Taça Fernando Carvalho, a equipe chegou à final, eliminando o Internacional no Beira Rio, com um 2 a 1 na semi-final. Porém, na partida que valia o troféu, o Anilado sofreu um revés para o Grêmio pelo placar mínimo. No segundo turno, a equipe caiu na fase de quartas-de-final para o Internacional, nos pênaltis, depois de empatar em 3 a 3 no Estádio do Vale.

Em 2012, O Noia novamente fez bela campanha no Gauchão, chegando à final da Taça Piratini contra o Caxias. No Estádio do Vale, após empate no tempo normal em 1 a 1 com o Caxias, a equipe comandada por Itamar Schülle foi superada nas penalidades por 3 a 2, ficando com o vice-campeonato.

Em 2013, o clube voltou a encher seu torcedor anilado de orgulho com dois troféus. No primeiro turno da Copa Metropolitana, o título foi conquistado diante do seu maior rival, o Aimoré, e o título do campeonato foi conquistado diante do Internacional. Já na Copa Willy Sanvitto (Copa FGF de 2013), o título veio diante de outro rival histórico: o São José de Porto Alegre, passando pelo São Paulo de Rio Grande nas oitavas de final, pelo Grêmio nas quartas de final e pelo Pelotas, nos pênaltis, nas semifinais.

Melhor campanha na Copa do Brasil

Em 2014, o Novo Hamburgo voltou para a Copa do Brasil e fez sua melhor campanha. A estreia foi no dia 9 de Abril de 2014 contra a equipe do Joinville. Douglas Oliveira sofreu pênalti que ele mesmo bateu e converteu para garantir o 1x0 que deu a vantagem para o Novo Hamburgo no jogo de volta. Em Joinville, o time gaúcho conseguiu igualar em 2 a 2 na noite de terça-feira, na Arena Joinville, com gols de Júlio Santos e Eliomar - Jael marcou duas vezes para o time da casa. Logo com um minuto de jogo, em cobrança de escanteio, a defesa não subiu, nem Julio Santos, que marcou com o pé para a equipe alvianil. Aos 40 minutos da etapa complementar, Eliomar recebeu a bola dentro da grande área, driblou o goleiro Ivan e fez o gol. Com a classificação, a equipe de Itamar Schülle aguardou o vencedor do confronto entre Vitória, da Bahia, e J.Malucelli, do Paraná.

Na segunda fase, no dia em que completou 103 anos de história, o Novo Hamburgo venceu o J.Malucelli no primeiro jogo da segunda fase da Copa do Brasil. Jogando em casa, no Estádio do Vale, o time gaúcho conseguiu abrir o placar aos 16 minutos do segundo tempo, com Juba. Com a vitória por 1 a 0, mais uma vez o Novo Hamburgo jogava com a vantagem do empate para se classificar. No jogo de volta, logo aos 13 minutos, o lateral-direito Afonso cruzou para Douglas cabecar, exigir boa defesa de Fabrício, e no rebote o meia Eliomar mandar para o fundo das redes. Já no segundo tempo, aos 28 minutos, Eliomar recebeu de Douglas na entrada da grande área para marcar um golaço no Ecoestádio e decretar a classificação do time do Vale dos Sinos à próxima fase da Copa do Brasil.