miniaturadaimagem|"A maldição da Califórnia." Litografia colorida. Esta ilustração de duas páginas retrata o poderoso monopólio ferroviário como um polvo, com seus muitos tentáculos controlando interesses financeiros como a elite de Nob Hill, os agricultores, os interesses madeireiros, o transporte marítimo, os fruticultores, as linhas de palco, a mineração e a indústria do vinho. Em economia, monopólio (do grego monos, um + polein, vender) designa uma situação particular de concorrência imperfeita, em que uma única empresa detém o mercado de um determinado produto ou serviço conseguindo, portanto, influenciar o preço do bem comercializado.

Monopólios podem surgir devido a regulamentação governamental, o monopólio coercivo.

Teoria do monopólio

Pela concepção tradicional, há monopólio quando há somente um único vendedor para um determinado produto, não substituto. Tal como no caso da concorrência perfeita, os exemplos de monopólio na sua forma pura são raros, mas a teoria do monopólio elucida o comportamento de empresas que se aproximam das condições de monopólio puro. Um monopólio pode simplesmente referir-se ao caso em que apenas uma empresa tem poder de mercado (ou seja, capacidade de influenciar preços neste mercado).

Na qualidade de único produtor de um determinado produto, o monopolista encontra-se em posição singular, pois, se decidir elevar o preço do produto, não terá que se preocupar com concorrentes. Isso não significa, entretanto, que poderá cobrar qualquer preço que desejar, pois cobrar um preço muito elevado pode reduzir de tal maneira a demanda que seu lucro será menor, e não maior.PINDYCK, Robert S. e RUBINFELD, Daniel L. Microeconomia - quinta edição. Editora Prentice Hall, São Paulo, 2002. Capítulo 10.

Maximização de lucro no monopólio

Como ocorre no caso de uma estrutura de mercado em concorrência perfeita, no monopólio a empresa maximiza seu lucro quando a receita marginal iguala o custo marginal.VARIAL, Hal R.. Intermediate Microeconomics: a modern approach. 7ªa edição, em inglês. Published by Scranton, Pennsylvania, U.S.A.: W W Norton & Co Inc, 2005. ISBN 9780393927023. Capítulo 24. matematicamente, temos:

O lucro obtido na produção de "q" unidades do bem é, por definição, a diferença entre a receita "R" (obtida da venda das "q" unidades produzidas) e o custo (de produzir essas mesmas "q" unidades)

Matematicamente Diferença em relação ao mercado em concorrência perfeita? Sim

A empresa deseja maximizar esse lucro (achar o ponto de lucro máximo), dadas as condições de produção (função de produção, que utiliza insumos como K-capital, e L, trabalho). Sabemos que a receita de uma empresa é igual à quantidade q vendida vezes o preço "p", ou seja, .

Matematicamente Diferença em relação ao mercado em concorrência perfeita? Max, sujeito a f(K,L) Não

A receita de uma empresa, por definição, é igual à quantidade q vendida vezes o preço "p".

Matematicamente Diferença em relação ao mercado em concorrência perfeita? Sim

Para descobrir o ponto máximo da função lucro, derivamos a equação lucro em função da quantidade e igualamos a zero. Matematicamente Diferença em relação ao mercado em concorrência perfeita? Não

Como é, por definição, a receita marginal da empresa, e é o custo marginal, podemos reescrever a equação acima assim:

Matematicamente Diferença em relação ao mercado em concorrência perfeita? Não

Para pequenas variações de quantidade, a receita marginal pode ser reescrita simplificadamente como sendo o preço mais a quantidade (q) multiplicada pela razão entre a variação do preço e a variação da quantidade.VARIAL, Hal R.. Intermediate Microeconomics: a modern approach. 8ªa edição, em inglês. Published by Scranton, Pennsylvania, U.S.A.: W W Norton & Co Inc, 2010. ISBN 978-0-393-93424-3. Capítulo 15.

Matematicamente Diferença em relação ao mercado em concorrência perfeita? Não

Por definição, a elasticidade da demanda em relação ao preço (representada por ) é igual à razão entre variação de quantidade em relação ao preço.

Matematicamente Diferença em relação ao mercado em concorrência perfeita? Não

Portanto, podemos representar a fórmula da receita marginal em função da elasticidade da demanda em relação ao preçoː

Matematicamente Diferença em relação ao mercado em concorrência perfeita? Não

A condição de maximização de lucro, igualmente, também pode ser reescrita em função da elasticidade da demanda ao preço:

Matematicamente Diferença em relação ao mercado em concorrência perfeita? VARIAL, Hal R.. Intermediate Microeconomics: a modern approach. 8ªa edição, em inglês. Published by Scranton, Pennsylvania, U.S.A.: W W Norton & Co Inc, 2010. ISBN 978-0-393-93424-3. Capítulo 24. Não

Teríamos, então, as condições para determinar o lucro máximo no monopólio:

Matematicamente Diferença em relação ao mercado em concorrência perfeita? Se , e, para bens normais, a elasticidade da demanda ao preço é negativa, receita marginal será negativa neste caso. Portanto, a empresa monopolista nunca escolherá um mercado com demanda inelástica. Sim; a firma em concorrência perfeita enfrenta curva de demanda horizontal, ou seja,

Portanto, o monopolista maximizará o lucro num mercado com demanda elástica ao preço, e escolherá o preço seguindo a seguinte fórmula: , para

Diferenças do monopólio em relação à concorrência perfeita

Evento Concorrência perfeita Monopólio Determinação de preço do produto Cada produtor é tomador de preço, que é determinado pela interação entre os diversos produtores e consumidores Monopolista escolhe o preço que maximiza seu lucro Curva de demanda encontrada pelo produtor Representada por uma linha horizontal no gráfico preço X quantidade (curva de demanda perfeitamente elástica).PINDYCK, Robert S. e RUBINFELD, Daniel L. Microeconomia - quinta edição. Editora prentice Hall, São Paulo, 2002. Capítulo 8. xxxxxx Produtor "X" eleva preço Demais produtores mantém preço constante e abocanham inteiramente a participação de mercado do produtor "X" Produtor "X" é o próprio monopolista, único produtor daquele produto na economia. Se elevar o preço, não terá que se preocupar com concorrentes Receita média do produtor (preço por unidade vendida) Igual à receita marginal Equivale exatamente à curva de demanda do mercado Quantidade produzida xxxxxxx Menor do que a quantidade em situação de concorrência perfeita Ponto de maximização de lucros Aquele em que a receita marginal iguala o custo marginal Aquele em que a receita marginal iguala o custo marginal No equilíbrio, preço é ... Igual ao custo marginal. Superior ao custo marginal e superior ao preço cobrado em concorrência perfeita.

Origem do monopólio A fonte básica de monopólio é a presença de barreiras de entrada, de onde se destacam: Economias de escala: Empresas novas tendem a entrar em mercados a níveis de produção menores do que empresas estabelecidas. Se a indústria é caracterizada por economias de escala (custos médios decrescem com o aumento no volume de produção), os custos médios da empresa nova serão mais altos do que os custos médios de uma empresa estabelecida; Proteção Legal: Proteções legais, como direito autoral e patente, garantem ao seu detentor exclusividade no mercado. As leis das patentes no EUA permitem a um inventor o direito de usar a invenção por um período de 17 anos, período no qual o dono da patente está protegido da concorrência; Propriedade exclusiva de matéria-prima: Empresas estabelecidas podem estar protegidas da entrada de novas empresas, pelo seu controle das matérias-primas, ou outros recursos-chaves para produção; Lobby político: Por influência política surgem as condições de um monopólio.

Tipos de monopólio Monopólio Natural O monopólio natural é uma situação de mercado em que os investimentos necessários são muitos elevados e os custos marginais são muito baixos. Caracterizados também por serem bens exclusivos e com muito pouca ou nenhuma rivalidade.

Esses mercados são geralmente regulados pelos governos e possuem prazos de retorno muito grandes.

TV a cabo, distribuição de energia elétrica, fornecimento de água, distribuição de gás natural, sistemas de segurança pública, sistema jurídico e monetário são exemplos característicos de monopólios naturais, ainda que na atualidade possa haver concorrência em alguns desses setores.

Oligopólio

O oligopólio é uma situação de mercados concentrados, na qual a produção se concentra num pequeno número de firmas. No oligopólio também existem barreiras à entrada de potenciais concorrentes, mas as ações entre as empresas não são necessariamente coordenadas. Quando há algum tipo de acerto referente ao preço que será praticado, o oligopólio caracteriza-se como um cartel; quando há uma união das empresas com o objetivo de dividir o mercado, ele caracteriza-se como um truste.

Concorrência monopolística

Concorrência Monopolística é uma forma de concorrência imperfeita e corresponde a uma situação em que existem numerosas empresas no mercado, mas que oferecem produtos ou serviços não totalmente homogêneos e, por isso, não totalmente substituíveis. Numa situação deste tipo, cada uma das empresas possui algum poder de mercado para influenciar o preço dos seus próprios produtos ou serviços. De fato, no seu produto particular, diferenciado dos produtos dos restantes concorrentes, cada empresa funciona como um pequeno monopólio - a maior ou menor proximidade de uma situação de monopólio depende do grau de diferenciação (e portanto do grau de substituição) existente entre os diferentes produtos oferecidos: se esse grau de substituição é reduzido, a concorrência será maior e está-se mais próximo da concorrência perfeita; se o grau de substituição é elevado, a concorrência será mais reduzida e está-se mais próximo de uma situação de monopólio. A inclusão de uma característica específica, muitas vezes só é possível com uma matéria-prima conhecida pelo produtor, num produto comum.

Um bom exemplo são as batatas fritas. No mercado, existem as batatas com sabor de queijo, as lisas, as onduladas, as com brindes, entre outras. Outros fatores que as distinguem são os pacotes, a marca, o peso e o tamanho da embalagem.

Apesar de estes fatores poderem inflacionar um pouco o preço do produto, o fabricante não tem grande manobra de definição do preço, pois existem sempre concorrência; daí o seu nome.

Governos e Monopólios Os governos possuem dois papéis distintos quando se refere aos monopólios.

O primeiro, de combate, através de políticas antitruste e regulação desses mercados para evitar abusos, como os cartéis.

O segundo, que caracteriza os monopólios coercivos, é quando o governo garante os direitos de propriedade, direitos autorais e patentes, criando monopólios legais.

Brasil No Brasil, um exemplo de monopólio coercivo ocorre na exploração de petróleo que era exclusivamente feita pela Petrobrás até 1997. A partir da Emenda Constitucional nº 9, de 1995, o parágrafo primeiro do artigo 177 da Constituição Federal, flexibilizou esse monopólio, admitindo que a União pode contratar com empresas estatais ou privadas a realização das atividades econômicas objeto de monopólio (Pesquisa, lavra, refino, importação exportação e transporte), observadas as condições estabelecidas em lei (Lei do Petróleo nº 9 478/97).

História A primeira metade do século XIX foi caracterizada pelo capitalismo liberal e pelo laissez-faire. A Inglaterra, pioneira no processo de industrialização, proclamou-se a oficina do mundo, defendendo a liberdade de vender seus produtos em qualquer país, sem barreiras alfandegárias, bem como o livre acesso às fontes de matérias primas.