Goiânia Esporte Clube, mais conhecido como Goiânia, é um clube polidesportivo brasileiro da cidade de Goiânia, capital do estado de Goiás.Site Onze de Maio - Memórias reveladas em preto e branco: A história não contada do Goiânia E.C., página editada em 12 de maio de 2019 e disponível em 1º de Maio de 2020. Foi fundado oficialmente em 27 de maio de 1938 com o nome de Corintians Goiano Futebol Clube. Iniciado como um clube de futebol, acabou desenvolvendo vários departamentos esportivos dentro da entidade, embora a maioria destes departamentos estejam desativados atualmente por questões financeiras.
É uma das entidades mais premiadas e reconhecidas do Centro-Oeste brasileiro. Entre suas maiores conquistas, o clube detém de 18 títulos goianos (quatro não reconhecidos), 1 título do Super Campeonato Goiano, 2 títulos da Divisão de Acesso, 1 título da Copa Anhanguera, 1 título do Torneio Thomaz Mazzoni, 1 título do Torneio Incentivo, 1 título da Seletiva Nacional. Em nível regional o clube tornou-se o primeiro campeão da região Centro-Oeste, e de maneira invicta, ao vencer a Copa Brasil Central em 1967. Nacionalmente o clube disputou todas as 4 divisões do Campeonato Brasileiro e por duas vezes a Copa do Brasil. Já a nível internacional, o clube disputou apenas torneios amistosos sendo campeão do Torneio Luiz Miguel Estevão de Oliveira que contou com a participação do .
Suas cores tradicionais são o branco e o preto. Disputa suas partidas como mandante desde 1938 no Estádio Olímpico, anteriormente chamado de Estádio Oficial e Estádio Pedro Ludovico, que conta com uma capacidade de 13.500 espectadores. Seus rivais históricos são o , com quem disputa o Clássico Vovô; o , com quem disputa o Clássico Go-Go; e o , com quem disputa o Clássico dos Opostos.PEREIRA, Charlie - Qual o maior clássico do Futebol Goiano? - página editada em 29 de fevereiro de 2020 e disponível em 6 de abril de 2020. O Goiânia foi um dos clubes mais importantes na difusão dos esportes em Goiás, tendo sido membro fundador da Federação Goiana de Futebol e da Federação Aquática de Goiás. De outras modalidades esportivas importantes ao longo da história carijó, destacam-se o atletismo, o basquete, o ciclismo, o futsal e a natação.
História 1936–1937: O início, antes da fundação oficial Mesmo com o fim da União Americana, devido a distância entre Goiânia e Campinas, José Henrique da Veiga Jardim não desanimou. No dia 30 de julho de 1936, ele e mais um grupo de esportistas se reuniram em uma casa de madeira na avenida Araguaia para a fundação de um novo clube que representa-se a nova capital, o Goiânia como ficou conhecido pelo boca a boca. Neste dia foram decididos as cores e os detalhes do uniforme da equipe, que teria camisas pretas com golas brancas, calções brancos e meias pretas. Também foi decidido que o mapa do estado de Goiás seria o escudo do clube e ele ficaria localizado ao centro na altura do peito. O arquiteto José Amaral Neddermeyer foi aclamado como presidente do clube, com a diretoria sendo formada da seguinte maneira: 1º vice-presidente Carlos Alberto de Freitas, 2º vice-presidente Benedito Zupelli, secretário geral Pedro de Souza Osório, 1º secretário Manoel Alves, 2º secretário João Santana Sobrinho, tesoureiro Aquilino Contart, setor esportivo José Henrique da Veiga Jardim e o orador Maximiano da Matta Teixeira. Assim como ocorreu na União Americana, foram criadas duas comissões: a primeira teria João Fadu Saher e Manoel B. Oliveira com o objetivo de divulgar o clube. Já Manoel Alves Toddy Aaderup e Jorge Diniz Carneiro ficariam a cargo da segunda para elaborar planos para a construção de um estádio.
A primeira partida do recém fundado clube foi contra o Bela Vista em comemoração à padroeira Nossa Senhora da Piedade, do município goiano de Bela Vista de Goiás. O Goiânia saiu derrotado por 3 a 1. A primeira vitória alvinegra ocorreu somente na terceira partida oficial. Na ocasião, contra o Anápolis Sport Club.
Em junho de 1937, no campo improvisado do aeródromo, o time alvinegro não resistiria ao ímpeto do time de Anápolis. Já em julho, ainda com José Henrique da Veiga Jardim como responsável do setor esportivo, o Goiânia Esporte Clube fez uma caravana para a Cidade de Goiás e acabou perdendo para a União Goiana. Neste ano, o futebol em Goiás estava passando por um momento delicado, em que existia vários desentendimentos entre os representantes dos clubes de futebol. Estes impasses estavam prejudicando o avanço esportivo na capital e no estado. Após ser desmarcado um jogo entre quadros de Goiânia e da cidade de Goiás, em outubro, o Correio Oficial publicaria uma nota divulgando uma reunião entre diretores dos clubes de futebol — à época o e o time popularmente conhecido como Goiânia — cuja pauta seria a “pacificação dos esportes”. Segundo o jornal, os clubes estariam agindo para que os desentendimentos acabassem e os ânimos fossem apaziguados.
1938–1939: Fundação oficial, mudança de nome e retorno ao nome original Em busca da superação dos problemas esportivos que ocorreram no ano anterior, o time do Goiânia, que estava sendo reformulado pelo José Henrique da Veiga Jardim, marcou um jogo contra o em abril de 1938 — não se tem informação se o jogo chegou a ser disputado — Zezé da Veiga (José Henrique), não deixaria de exercer a função de diretor esportivo da equipe fundada em julho de 1936, cujo objetivo era de representar o futebol de Goiânia. Desde então, se empenharia no trabalho de reunir jogadores e agendar jogos, atuando inclusive como treinador, mesmo sem a estrutura de um clube esportivo, que nem saíra do “papel”. Provavelmente, em busca de realizar seu sonho, Zézé buscou ter maior apoio e estrutura mobilizando apoiadores para a fundação oficial do clube. No entanto, esses novos esportistas eram paulistas, o que ocasionou na mudança de nome do clube. Foi então que em 27 de maio de 1938, o grupo de apoiadores se reuniu para fundar, de fato, uma agremiação esportiva, a qual denominou-se Corintians Goiano Futebol Clube. Nesta ocasião, foi eleito presidente Ademar Martins Vieira e empossada a diretoria assim composta: vice-presidente: Walfredo de Campos Maia, 1º secretário: Joaquim de Souza, 2º secretário: Acari Brandão, 1º tesoureiro: Joaquim Veiga Jardim, 2º tesoureiro: Reinaldo Baiochi e diretor de esportes: Carlos Barsi. A comissão de jogos e festas ficou a cargo de José Henrique da Veiga Jardim, João Saadi e João Teixeira Neto, enquanto a comissão de propaganda ficou com Jayme Camara, Frederico Medeiros e Pedro Osorio. Os sócios honorários foram: Venerando de Freitas Borges, João Neddermeyer e Jorge Carneiro. Foram escolhidos como presidentes de honra: Pedro Ludovico Teixeira, Coimbra Bueno e João Teixeira Alves Júnior.
O clube já demonstrava estar engajado em procurar seu lugar de destaque no cenário estadual. Dois dias depois da fundação oficial, a diretoria convocaria para tarde do dia 29 de maio (um domingo), jogadores para um treino rigoroso no campo da avenida Paranaíba (atual Estádio Olímpico) com o intuito de acelerar a formação do time.
O primeiro clássico do time, com o atual nome, foi em Campinas contra o , no dia 31 de julho de 1938, em duelo que terminou com vitória corintiana, pelo placar de 1–0, gol de Sebinha. Em seguida, disputou o seu primeiro torneio de caráter amistoso, a Taça Agência Ford, contra a equipe do Anápolis Sport Club. Os Camisas pretas venceram o primeiro jogo por 3–2 e empataram o segundo. No entanto, a terceira partida não conseguiu ser realizada — o Corintians jogava pelo empate por ter ganho o primeiro jogo e empatado o segundo. Não se tem informação sobre quem conquistou o título ou se de fato teve o último jogo —.
Invicto desde a sua fundação oficial, o Corintians foi desafiado pelo Atlético para a disputa do título de Campeão da Cidade de Goiânia de 1938, após surgirem boatos de que o clube campineiro estava com receio de enfrentar o clube alvinegro. O primeiro jogo terminou com vitória corintiana por 4–1. Já na segunda partida, o time foi superado por 1–0, quebrando assim sua série invicta. O terceiro e último jogo, teve vitória atleticana por 3–2. Porém, os dirigentes do Corintians Goiano protocolariam um protesto no tribunal de penas, contestando várias decisões do árbitro Edson Hermano, que era dirigente do Atlético e ainda estava inscrito como jogador. O tribunal de penas acabou acatando o pedido e cancelou a terceira partida.
Em janeiro de 1939, Irani Ferreira Alves, presidente do Corintians Goiano, enviaria um ofício à diretoria do , solicitando um entendimento para que nova partida definisse o campeão. O pedido não seria atendido, assim como nenhum outro acordo se efetivaria. Sem uma solução, as duas equipes seriam declaradas campeãs e voltariam a se enfrentar somente em março. Neste mesmo ano, os proprietários da Papelaria Vanguarda desafiaram Corintians e Atlético para disputar uma taça. Os dois clubes não chegariam a um acordo, e a "Taça Vanguarda" acabaria ficando com o Corintians após derrotar o Anapolino.
A entrega do troféu Vanguarda aconteceria no mês de julho na solenidade de comemoração pelo primeiro ano de fundação oficial do clube. A novidade ficaria por conta da apuração dos votos de uma enquete lançada pela diretoria entre torcedores e sócios, sobre uma possível mudança no nome da agremiação. Após a distribuição de questionários, 361 retornariam respondidos, entre eles o do interventor Pedro Ludovico, com a decisão da mudança do nome da entidade para Goiânia Esporte Clube, retornando assim ao nome popular dos anos de 1936 e 1937.
1940–1949: Primeiras conquistas e firmação no cenário goiano
Em 1940, a AGE (atual FGF) organizou o seu primeiro campeonato com a participação de cinco equipes. No torneio início da competição, o Goiânia venceu o seu rival Atlético Goianiense por 3 escanteios a 0 na final. A estreia carijó no Campeonato Goianiense foi contra o Operário, no dia 21 de abril de 1940, em duelo que terminou com empate, pelo placar de 2–2. Nos dois jogos seguintes, foram duas vitórias de goleada (4–1 no Atlético Goianiense e 6–1 na ECG) e uma por W.O. (Campinas). No segundo turno, aplicaria a maior goleada da competição (8–1 no Operário) e ainda aplicaria um 3–0 no Atlético Goianiense. Ao final do Goianiense de 1940, o Goiânia foi campeão invicto. Os destaques do time, foram o quinteto de ataque: Pequetito, Afonsinho, Lema, Sebinha e Bruger.
1950–1960: Era de Ouro e o pentacampeonato Nesse período o Goiânia tinha uma equipe quase imbatível. Conseguiu a façanha de ganhar um bicampeonato (45-46), um tricampeonato (58-60) e um pentacampeonato (50-54), sendo que em 1953 e 1954 de maneira invicta. Seu principal jogador na época, Foca, foi artilheiro três vezes (51-53).
1961 a 1974: a espera e o último título
Apesar do clube ter conquistado a Copa Brasil Central invicto em 1967. Esse período não foi um dos melhores. O Goiânia levantou um título goiano após oito anos e acabou vendo surgir duas novas potências do futebol goiano: Goiás e . Durante esse período, conseguiu conquistar apenas dois Campeonatos estaduais, e ainda viu sua torcida diminuir.
1975 a 1997: maldição, coadjuvante e rebaixamento estadual