Goytacaz Futebol Clube é uma agremiação esportiva da cidade de Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro. Foi fundada em 20 de agosto de 1912, tem como cores o azul e o branco e como maior façanha nacional o vice-campeonato brasileiro da Série B de 1985.

História O Goytacaz foi fundado no dia 20 de agosto de 1912, a partir de um desentendimento de um grupo de remadores do clube Natação de Regatas Campista, que tiveram negado um pedido de barco para passear no Rio Paraíba do Sul. O nome do clube foi uma homenagem aos primeiros habitantes da cidade de Campos: os índios goytacazes, que segundo o historiador Eduardo Bueno, eram os mais ferozes índios do atual território conhecido como Brasil, além de exímios nadadores, o que lhes dava uma vantagem extra nas batalhas.

A primeira diretoria do Goytacaz foi formada assim: Luiz Carlos Cabral (presidente), Roberto Melo (vice-presidente), Otto Nogueira (1º tesoureiro), Jaime Rego (2º tesoureiro), Rudah Martins (1º secretário), Álvaro Nogueira (2º secretário), João Cunha (fiscal) e Manoel Patrão (procurador) e também ficou decidido, ainda, que a casa de Otto Nogueira, situada à Rua 21 de Abril, nº. 14, no centro da cidade, ficaria sendo provisoriamente a sede do novo clube.

A primeira partida foi em 25 de Agosto de 1912 contra o Internacional e a equipe alvi-anil venceu por 2 a 1 e o time jogou com: Claudinier, Mário Manhães e Catete, Álvaro Nogueira, Estevam Almeida, e Adelino, Laranjeira, Linconl, Jorge Gomes, Didi e Otto Nogueira.

O primeiro campo do Goytacaz foi defronte à igreja de Santo Antônio, em Guarus e, por isso, o santo é considerado o padroeiro do time. Mais tarde o campo passou para a Praça da República, onde a Prefeitura Municipal cedeu um terreno, mas ali o clube não ficaria por muito tempo, pois logo se mudaria para perto do Liceu de Humanidades, no antigo campo do Luso Brasileiro, no mesmo terreno onde, mais tarde, seria construído o palacete de Finazinha de Queirós, transformado após a sua morte na Casa de Cultura Villa Maria. O clube, porém, mudaria novamente e, dessa vez, se estabeleceria em frente à linha férrea campista, no início da Rua do Gás, na Lapa. Foi nesse campo que o Goyta tornou-se, definitivamente, um dos maiores times da cidade, chegando a ter ali mesmo o primeiro campo com iluminação elétrica do interior do Estado, em 5 de junho de 1930, o que causou muita polêmica, já que a cidade vivia sérios problemas de abastecimento de energia.

O estádio Ary de Oliveira e Souza foi inaugurado em 9 de janeiro de 1938 com uma partida entre os donos da casa, que venceram por 2 a 1 o Internacional, tendo sido um de seus fundadores, Otto Nogueira, o autor do primeiro gol no estádio, cuja inauguração se deu na gestão do então presidente Augusto Alexandre de Faria.

O Goytacaz foi o primeiro time do antigo Estado do Rio a jogar no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. Isso aconteceu em novembro de 1963, contra a equipe carioca do Madureira e a partida terminou empatada em 2 a 2.

O Goytacaz foi o primeiro campeão da cidade de Campos dos Goytacazes, isto em 1914. O clube conquistou vinte campeonatos campistas, sendo o de 1955 de forma invicta, além de ter sido o primeiro tetracampeão (1940/41/42/43), levantou duas taças Cidade de Campos e cinco campeonatos estaduais (antigo campeonato Fluminense - 55/63/ 66/67/78).

Em campeonatos brasileiros, a melhor performance do Goytacaz na primeira divisão foi em 1978, quando conquistou o 30° lugar, entre 74 participantes. Em 1985 foi vice-campeão da Taça de Prata, equivalente a segunda divisão nacional.

O Estádio Ary de Oliveira e Souza teve o seu recorde de público em 13 de abril de 1986, quando 14.708 pagantes estiveram presentes para assistir ao jogo entre o Goytão e o grande time do Flamengo, com Zico e cia, pelo campeonato carioca daquele mesmo ano.

O Goytacaz foi o primeiro clube campista a ter um jogador na seleção brasileira, Amaro da Silveira, titular absoluto no Sul Americano de 1923 e que deixaria um outro craque como seu herdeiro, Amarildo, “o possesso”, campeão do mundo em 1962 no Chile.

Em 2006, o Goytacaz conquistou acesso ao Campeonato Carioca da 1ª Divisão do ano seguinte, ao terminar em quarto lugar na Seletiva. Nesta Seletiva os públicos do Goytacaz ficaram entre 3.000 e 4.000 pessoas por partida. No jogo final, contra a Portuguesa, no Rio de Janeiro, 1.300 torcedores viajaram mais de 300 km para incentivar o clube campista. Posteriormente, a Justiça não reconheceu a validade jurídica do torneio, não permitindo o acesso dos clubes que haviam conquistado as vagas dentro do campo.

Em 2009, mesmo na Série B estadual, a torcida continuou a mostrar força, liderando as estatísticas de público.Goytacaz garante maior média de público do Estadual da Série B 2009

Em 18 de julho de 2010, o clube foi rebaixado para o Campeonato Carioca da Terceira Divisão, mesmo após vencer o São Cristóvão por 3 a 2.

No mesmo ano, a equipe não se abateu com a queda e fez uma boa campanha na Copa Rio, ficando em terceiro lugar e por pouco não voltando a disputar um Campeonato Nacional. miniaturadaimagem|Goytacaz em 2011 No dia 24 de julho de 2011, o Goytacaz volta ao Campeonato Carioca da Segunda Divisão após ser campeão do Campeonato Carioca da Série C passando pelo na semifinal em disputa de pênaltis, e vencendo o Juventus nos dois jogos da final.

Em 2012 a tão sonhada volta a 1ª divisão fica próxima de acontecer. A equipe chegou até a última rodada brigando por uma vaga na elite, porém estava na 3ª colocação, um ponto atrás do Audax Rio e três pontos atrás do Quissamã. Para subir, o Goytacaz teria que vencer a equipe do Tigres e torcer por um tropeço do Audax contra o São João da Barra. A vitória sobre o Tigres veio, em uma virada por 3 a 2, porém o outro resultado não ajudou e o Audax venceu o São João da Barra por 4 a 1, subindo assim Audax (vice campeão) e Quissamã (campeão).

Em 2013 o time esteve novamente perto da vaga na elite. Com o melhor aproveitamento entre todos os times do campeonato, o Goytacaz foi punido com a perda de 6 pontos no campeonato pela escalação irregular de um jogador, ficando assim fora da fase decisiva.

Em 2017 a tão sonhada volta a 1ª Divisão do Campeonato Carioca acontece. O Goytacaz se sagra campeão da Taça Santos Dumont, primeiro turno da Série B1 após derrotar o Audax Rio nos pênaltis, e assim assegura sua vaga na semifinal do campeonato. Na Taça Corcovado, segundo turno do campeonato, a equipe se classifica para a semifinal mas é derrotada pelo Itaboraí. Na grande semifinal do campeonato, um encontro com o maior rival, Americano. O alvinegro jogava pelo empate para passar a final do Carioca da Série B1 e também para Elite do Carioca. O jogo seguia empatado até os 44 de segundo tempo, quando o Goytacaz consegue o seu gol com o atacante Lukinha que veio do banco de reserva e fez o gol que lhe valeu a vitória e o acesso ao Campeonato Carioca de Futebol após 25 anos fora da elite estadual.

Na final o Goytacaz enfrentou a equipe do America jogando o primeiro jogo da final no Estádio Giulite Coutinho em Mesquita. O Goytacaz saiu vencedor do primeiro jogo com o gol do seu atacante Luan Costa. O segundo jogo da final foi realizado no Estádio Ary de Oliveira e Souza contando com a presença maciça da sua torcida, onde os mais de 5000 torcedores presentes empurraram a equipe que sagrou-se campeão ao empatar em 1 a 1 com o America, com Anderson Kunzel marcando para a equipe adversária aos 19 minutos do primeiro tempo e Gabriel Galhardo empatando para o Goytacaz aos 14 minutos do segundo tempo.

O Goytacaz disputou a Seletiva da elite em 2018, não indo para a fase principal, mas escapando do rebaixamento no "grupo da morte". Porém, em 2019, a sorte não foi a mesma. O Alvianil novamente não passou pela seletiva, mas no quadrangular do rebaixamento, acabou caindo junto com o America.

Na B1 de 2019, o Goytacaz até foi bem, mas acabou perdendo para o Friburguense na semifinal geral, deixando escapar o acesso. Mas o "inferno" começou mesmo em 2020. O Goytacaz foi apenas o décimo e continuaria na B1 de 2021, mas aí vem o detalhe. A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) reformulou as divisões, criou a Série A2 e, com isto, a B1, que era o segundo escalão, acabou virando o terceiro. Na prática, o Alvianil foi rebaixado.

Mas isto aconteceu com decisão do Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) que decidiu por 5 votos a 0, uma abstenção, e com a punição o Goyta perdeu 6 pontos pela escalação irregular do atacante Pepeu na Série B1 de 2020. A denuncia foi pelo clube ter levado a campo o jogador, já sem contrato, no jogo diante do Serra Macaense, em que os campistas foram vencedores por 1 a 0, em Nova Friburgo.

E em 2021 veio mais um rebaixamento. O Goytacaz venceu apenas dois dos seus nove jogos. Houve até denuncia de esquema de manipulação de resultados, o que causou afastamento de atletas do elenco. E a temporada terminou com confusão, derrota em casa e muita tristeza dos torcedores.

Na temporada de 2022, o Goytacaz foi o segundo colocado no campeonato e garantiu uma vaga na semifinal, em Belford Roxo, uma dura derrota para o Belford Roxo por 2 a 0, mas na volta em Campos dos Goytacazes, uma vitória por 4 a 1 garantiu a volta do Goytacaz a terceira divisão, na final acabou sendo superado pelo Barra da Tijuca.

Em 2024 o clube pediu o licenciamento das atividades alegando valores praticados pela FERJ.

Estádio

O Goytacaz manda seus jogos no Estádio Ary de Oliveira e Souza, com capacidade atual para 5.800 espectadores. O alvi-anil é conhecido como "O mais querido de Campos", uma referência as suas origens populares, tendo sido o primeiro campeão da cidade de Campos, ainda em 1914.

O Estádio Ary de Oliveira e Souza foi inaugurado em 9 de janeiro de 1938 com uma partida entre os donos da casa, que venceram por 3 a 1 o Americano, cuja inauguração se deu na gestão do então presidente Augusto Machado Vianna Faria.

O Estádio Ary de Oliveira e Souza teve o seu recorde de público em 9 de abril de 1978, quando 14.996 pagantes estiveram presentes para assistir ao jogo entre o Goytão e o grande time do Flamengo, com Zico e cia, pelo Campeonato Brasileiro daquele mesmo ano.

Presidentes Luís Cabral Vicente do Amparo Ferraiuolli Osvaldo Cunha Luís Sérgio Silva Francisco Carvalhal Augusto Faria Salim Nagem Ary de Oliveira e Souza Dr. Jacintho Simões Martinho Santafé Domingos Guimarães Abelardo Brito Antônio Ribeiro Alvarenga Filho Gumercindo Freitas Sebastião Lírio José Gabriel Nilson Cardoso de Souza Salvador Araújo Nunes Edson Alvarenga Antônio José Coutinho Jacynto Simões Ramiro Alves Pessanha Filho Rubens Vieira Rios Roberto Krunfly Rafael Martins Edecyr de Oliveira Jorge Fernandes de Souza Amaro Escovedo Amaro Gimenes Arizo Azevedo Manoel Santana Antônio Eraldo Lopes Riscado Armando Zanata Silvio Pinheiro Dartagnan Fernandes Valtair de Almeida Zander Pereira José Luis Dutra Jomar Garcia Robson Neto Barreto Dartagnan Fernandes Reinaldo Ribeiro Filho Torcida

Em 1972, a revista Placar, estimulada pela força que o Goytacaz demonstrava no início das disputas dos Estaduais, designou o jornalista Péris Ribeiro para fazer uma reportagem especial na qual também foi apresentada uma pesquisa do Ibope, que apontou o Goytacaz dono da quinta maior torcida do Estado do Rio de Janeiro, atrás apenas dos quatro grandes clubes: Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo. Os números apontaram a torcida do Goytacaz com 70% dos torcedores entre os clubes da cidade de Campos dos Goytacazes.

Maiores públicos do Goytacaz em campeonatos brasileiros Públicos pagantes, partidas disputadas em Campos.

Goytacaz 0-1 Flamengo: 14.996 pessoas em 9 de abril de 1978. Goytacaz 1-3 Palmeiras: 12.923 pessoas em 4 de dezembro de 1977. Goytacaz 0-0 Santos: 11.489 pessoas em 14 de dezembro de 1977.

Rivalidade