Lophostoma silvicolum é uma espécie de morcego da família Phyllostomidae. Pode ser encontrada na América Central e na metade norte da América do Sul. Habita desde Honduras até a Bolívia, Paraguai e Brasil. Possui uma dieta baseada principalmente em insetos, mas também come frutas e pólen. Tem uma região de incidência muito ampla e é uma espécie comum em grande parte dessa área, de modo que a União Internacional para a Conservação da Natureza avaliou seu estado de conservação como sendo de "menor preocupação".

Taxonomia A espécie foi descrita pela primeira vez em 1836 pelo naturalista francês Alcide d'Orbigny. Quatro subespécies são reconhecidas: L.s.silvicolum: sul do Panamá, Colômbia, Venezuela, leste e nordeste do Brasil, leste e nordeste do Equador, leste do Peru, centro e norte da Bolívia e Paraguai; L.s.centralis: sul de Honduras, Nicarágua, Costa Rica e norte do Panamá; L.s.laephotis: Guiana, Suriname, Guiana Francesa e nordeste do Brasil; L.s.occidentalis: nordeste do Peru e sudeste do Equador.

Descrição thumb|upright|esquerda|Cabeça com folha nasal e orelhas grandes

Lophostoma silvicolum é um morcego de tamanho médio com um comprimento de antebraço de ou mais, pelo longo e macio no corpo e pelo muito curto no rosto. As partes dorsais da pelagem são cinzentas ou castanho-acinzentadas e os pelos possuem pontas brancas, enquanto as partes ventrais são castanho-acinzentadas claras e a garganta é inteiramente branca. O focinho é nu, a folha do nariz é lanceolada, com a parte anterior completamente fundida ao lábio superior. No queixo existe um sulco no centro rodeado por filas de pequenas verrugas. As orelhas são grandes, com margens arredondadas, e a cauda se estende até a metade da membrana interfemoral.

Distribuição e habitat Lophostoma silvicolum é nativo da América Central e da metade norte da América do Sul, a leste dos Andes. Está ausente em grande parte da bacia amazônica. Ocorre em florestas de vários tipos, em clareiras florestais e em terras agrícolas. Tende a evitar riachos.

Ecologia Lophostoma silvicolum alimenta-se principalmente de insetos, recolhendo-os da superfície superior das folhas durante o voo, mas complementa essa dieta com frutas. Empoleira-se em cavidades escavadas pelos machos na base de cupinzeiros. As vantagens para o morcego em usar esse local incluem a redução da competição com outras espécies de morcegos por locais de dormitório, redução de parasitas, redução da predação e microclima constante.

Bibliografia SIMMONS, N. B. Order Chiroptera. In: WILSON, D. E.; REEDER, D. M. (Eds.). Mammal Species of the World: A Taxonomic and Geographic Reference. 3. ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2005. v. 1, p. 312-529. BARQUEZ, R.; DIAZ, M.; PINEDA, W.; RODRIGUEZ, B. 2008. Lophostoma silvicolum. In: IUCN 2008. 2008 IUCN Red List of Threatened Species. <www.iucnredlist.org>. Acessado em 31 de janeiro de 2009.

Categoria:Lophostoma (morcego) Categoria:Mamíferos descritos em 1836 Categoria:Morcegos do Brasil Categoria:Morcegos do Suriname Categoria:Morcegos de Guiana Categoria:Morcegos da Guiana Francesa Categoria:Morcegos da Venezuela Categoria:Morcegos da Colômbia Categoria:Morcegos do Equador Categoria:Morcegos do Peru Categoria:Morcegos da Bolívia Categoria:Morcegos do Paraguai Categoria:Morcegos de Honduras Categoria:Morcegos do Panamá Categoria:Morcegos da Costa Rica Categoria:Morcegos da Nicarágua