Carlota Joaquina, Princesa do Brazil é um filme histórico e satírico, lançado em 1995 e dirigido por Carla Camurati. É estrelado por Marieta Severo e Marco Nanini.
Foi relançado nos cinemas com patrocínio da Petrobrás em 14 agosto de 2025 remasterizado em resolução 4k.
Sinopse O filme começa na Escócia, onde a menina Yolanda escuta de seu tio a história da infanta espanhola Carlota Joaquina de Bourbon, também explicando sobre a monarquia portuguesa, e a elevação do Brasil, de colônia do império ultramarino português, a reino unido com Portugal, circustâncias que levaram-na a ser Princesa do Brasil.
A morte do rei de Portugal D. José I de Bragança, em 1777, e a declaração de insanidade da rainha Dona Maria I, em 1792, levam seu filho, o então príncipe D. João de Bragança e sua esposa, Carlota Joaquina, ao trono real português. Em 1807, para escapar das tropas napoleônicas que invadiam Portugal, o casal e a corte transferem-se às pressas para o Rio de Janeiro, onde a família real e grande parte da nobreza portuguesa vive exilada por 14 anos. Na colônia aumentam os desentendimentos entre Carlota e D. João, que após a morte da mãe, deixa de ser príncipe-regente e torna-se rei de Portugal e, posteriormente, do reino unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Elenco Marieta Severo - Carlota Joaquina de Bourbon Marco Nanini - Dom João VI de Bragança Maria Fernanda - Rainha D. Maria I Marcos Palmeira - D. Pedro I Beth Goulart - Princesa Maria Teresa de Bragança Antônio Abujamra - Conde de Mata-Porcos Vera Holtz - Maria Luísa de Parma Ney Latorraca - Jean-Baptiste Debret Chris Hieatt - Lorde Strangford Eliana Fonseca - Custódia Norton Nascimento - Fernando Leão Romeu Evaristo - Felisbindo Lisandra Souto - Daniele Bel Kutner - Francisca Aldo Leite - Lobato, o 1.° visconde de Vila Nova da Rainha Maria Ceiça - Gertrude Petra Carneiro Leão Ludmila Dayer - Carlota Joaquina de Bourbon (criança) Thales Pan Chacon - médico
Recepção No Papo de Cinema, Bruno Carmelo avaliou com nota 8/10 dizendo que "o deboche crítico, aliado ao evidente cuidado de produção (....) torna a obra uma exceção entre exceções: a diretora conseguiu financiamento para um filme oneroso, sobre um tema a princípio hermético para o público médio, no momento em que o mercado sequer sabia como distribuir um filme nacional." Na Folha de S.Paulo, Marcelo Coelho disse que "o trabalho de Carla Camurati merece elogios. Cria um mundo de estranha opulência visual, em que o luxo e o grotesco parecem conviver como num quadro de Salvador Dalí.
Outros críticos teceram comentários negativos sobre o filme. Ronaldo Vainfas disse que "é uma história cheia de erros de todo tipo, deturpações, imprecisões, invenções", e para Luiz Carlos Villalta, "constitui um amplo ataque ao conhecimento histórico", reforçando estereótipos que a historiografia recente já derrubou e conduzindo o espectador "mais ao deboche do que à reflexão crítica sobre a história do Brasil."Villalta, Luiz Carlos. "Carlota Joaquina, Princesa do Brazil": entre a história e a ficção, um "Romance" crítico do conhecimento histórico. Departamento de História - UFMG, s/d. pp. 1-34
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Bibliografia
Categoria:Filmes dirigidos por Carla Camurati Categoria:Representações culturais de Pedro I do Brasil Categoria:Filmes sobre a colonização da América Categoria:Filmes em língua portuguesa Categoria:Filmes em língua espanhola Categoria:Filmes de drama biográfico do Brasil Categoria:Filmes do Brasil de 1995 Categoria:Representações culturais de João VI de Portugal Categoria:Filmes ambientados no Brasil colonial Categoria:Filmes ambientados no século XIX Categoria:Filmes de ficção histórica do Brasil Categoria:Representações culturais de Carlota Joaquina de Bourbon Categoria:Representações culturais de Maria I de Portugal Categoria:Escravidão no Brasil nas artes