Girl group (também grafado como girlgroup e podendo ser referido pelo termo grupo feminino na lusofonia) é um grupo vocal formado exclusivamente por mulheres, que geralmente harmonizam juntas. Bandas exclusivamente femininas, nas quais as integrantes também tocam instrumentos, são geralmente consideradas um fenômeno separado. Esses grupos são às vezes chamados de "girl band" para diferenciar. Embora essa terminologia não seja universalmente seguida.
Com o advento da indústria musical e da radiodifusão, surgiram vários grupos formado só por mulheres, como as Andrews Sisters. O final da década de 1950 viu o surgimento de grupos de canto exclusivamente femininos como uma grande força, com 750 conjuntos distintos lançando músicas que entraram nas paradas musicais dos EUA e do Reino Unido de 1960 a 1966. Apenas as The Supremes detiveram 12 singles no topo da Billboard Hot 100 e durante a maior parte da Invasão Britânica rivalizaram com os Beatles em popularidade.
Em épocas posteriores, o modelo de grupo feminino seria aplicado aos formatos disco, R&B e country, bem como ao pop. Uma indústria musical mais globalizada deu origem à popularidade de conjuntos mais voltados para o R&B contemporâneo e dance-pop, comandado por grandes gravadoras. Esse surgimento, encabeçado principalmente pelos EUA e Reino Unido, produziu conjuntos populares, com oito deles estreando após 1990, tendo vendido mais de 15 milhões de cópias físicas de seus álbuns, incluindo o Destiny's Child, TLC e The Pussycat Dolls. Com a ascensão das Spice Girls, a década de 1990 também viu o mercado-alvo dos grupos femininos mudar de um público masculino para um cada vez mais feminino e jovem. Desde então, uma série de novos conjuntos nesse formato começaram a surgir buscando emular o mesmo sucesso, como o Sugababes, All Saints e Girls Aloud. Na década de 2010, o fenômeno K-pop levou ao surgimento de novos grupos femininos de sucesso, a exemplo do Girls' Generation, 2NE1 e Blackpink.
História Início e primeiros grupos thumb|upright|esquerda|As The Supremes (foto) são reconhecidas como o grupo feminino de maior sucesso nas paradas da revista Billboard. Um dos primeiros grandes grupos exclusivamente femininos foi o Hamilton Sisters and Fordyce – um trio americano que fez uma turnê bem-sucedida pelo Reino Unido e partes da Europa em 1927 e por teatros dos EUA – e, mais tarde, mudaram seu nome artístico para Three X Sisters. A banda ficou junta de 1923 até o início dos anos 1940, e era conhecida por realizar harmonias, bem como pelo estilo barbershop ou músicas inovadoras, e obteve sucesso no rádio dos anos 1930. As Three X Sisters também foram especialmente uma adição notável à cena musical e antecederam o sucesso posterior de grupos femininos ao manter sua popularidade durante a Grande Depressão. As The Boswell Sisters, que se tornaram um dos grupos vocais mais populares de 1930 a 1936, tiveram mais de vinte sucessos nas paradas musicais. As The Andrews Sisters começaram em 1937 como uma banda tributo a Boswell e continuaram gravando e se apresentando durante a década de 1940 até o final da década de 1960, alcançando mais vendas de discos, mais sucessos na Billboard e mais aparições em filmes do que qualquer outro grupo feminino até então.Swing It! The Andrews Sisters Story, John Sforza, University Press of Kentucky, 2000 As Andrews Sisters tiveram sucessos musicais em vários gêneros, o que contribuiu para a prevalência e popularidade da forma de grupo feminino.
Mais de 750 grupos femininos conseguiram colocar uma música nas paradas dos EUA e no Reino Unido entre 1960 e 1966, embora o alcance do gênero não tenha sido tão fortemente sentido nas indústrias musicais de outras regiões. Como a cultura jovem da Europa Ocidental estava profundamente imersa no Yé-yé, os artistas de gravação do Leste Asiático variavam principalmente de cantores tradicionais, grupos de coros patrocinados pelo governo,Procurar na Wikipédia anglófona: Category:Maoist_China_propaganda_songs ou solistas e bandas multiculturais, enquanto a bossa nova estava em alta na América Latina. A influência global da música música beat acabou rotulando os grupos femininos como se fossem um gênero musical e – exceto por um pequeno número dos grupos anteriores e possivelmente os the Toys e as Sweet Inspirations –, os únicos grupos femininos com alguma presença significativa nas paradas desde o início da Invasão Britânica até 1970 foram os grupos femininos da Motown, como as The Supremes. O som distinto de girl group não ressurgiria até o século XXI, onde influenciaria várias cantoras solo contemporâneas de pop-soul que foram recebidas com sucesso internacional, como Amy Winehouse, Adele, Duffy e Melanie Fiona, entre outros. Além de influenciar cantores individuais, esta geração grupos consolidou a forma, o sentimento e forneceu inspiração para muitos grupos futuros.
1970–89: Mudanças em formatos e gêneros 200px|thumb|upright|direita|As Bananarama (foto) foram reconhecidas, pelo Guinness World Records, como o grupo só de mulheres que alcançou o maior número de entradas em paradas musicais ao redor do mundo. Entrando na década de 1970, as The Supremes tiveram sucesso contínuo com doze músicas em primeiro lugar na parada Billboard 100. Patti LaBelle e as the Bluebelles surgiram na década de 1960 cuja empresária, Vicki Wickham, ajudou a lapida-las no início da década de 1970, renomeando-as para Labelle e direcionado-as para o glam rock. Labelle foi o primeiro grupo feminino a evitar roupas combinando e coreografias idênticas, em vez disso, vestindo trajes espaciais extravagantes e cocares de penas. Durante o apogeu da disco music e além, os atos femininos incluíam Silver Convention, the Emotions, Sister Sledge, Mary Jane Girls e Baccara. Grupos da década de 1980, como the Pointer Sisters, Exposé e Bananarama aperfeiçoaram o conceito.
No Japão, os grupos exclusivamente femininos Candies e Pink Lady fizeram uma série de sucessos durante as décadas de 1970 e 1980 também. O programa musical japonês Music Station listou Candies e Pink Lady em seu Top 50 Ídolos de Todos os Tempos (compilado em 2011), colocando-as no número 32 e 15, com vendas superiores a 5 e 13 milhões no país, respectivamente. Com o single "Kiss in the Dark", Pink Lady também foi uma das duas únicas artistas femininas japonesas a ter alcançado o top 40 da Billboard 100.
1990–presente: Era de sucesso comercial Grupos americanos O trio Wilson Phillips vendeu mais de 5 milhões de cópias em todo o mundo com seu álbum de estreia homônimo (1990), que colocou quatro singles nos dez primeiros lugares da parada Billboard 100, com três chegando ao primeiro lugar. Após a ascensão do new jack swing, R&B contemporâneo e hip hop, grupos femininos americanos como En Vogue, Exposé e Sweet Sensation tiveram singles que atingiram o primeiro lugar nas paradas. Grupos nesses gêneros, como SWV, Xscape, 702, Total, Zhane, Blaque e 3LW, conseguiram ter músicas nas paradas da Billboard 100 e Billboard Hot R&B/Hip-Hop Songs durante uma era em que o R&B contemporâneo se tornaria um fenômeno global mainstream. No entanto, o TLC alcançou o maior sucesso comercial entre todos esses. Elas continuam sendo a banda feminina americana que mais vendeu – com 65 milhões de gravações comercializadas –, e seu segundo álbum de estúdio, CrazySexyCool (1994), continua sendo o mais comprado por um grupo feminino nos Estados Unidos (certificação de diamante), vendendo mais de 14 milhões de cópias em todo o mundo. O Destiny's Child surgiu no final da década de 1990. Elas venderam mais de 60 milhões de gravações e obtiveram sucessos número um na Billboard 100, como "Say My Name", "Independent Women" e "Bootylicious".
Em meados dos anos 2000, houve um renascimento dos grupos femininos. O Pussycat Dolls alcançou sucesso mundial com seus singles. O primeiro deles, "Don't Cha", alcançou o topo das tabelas musicais de vários países, incluindo o Reino Unido e Austrália, e o segundo posto na Billboard Hot 100. O Danity Kane se tornou o primeiro grupo feminino na história da Billboard a ter dois álbuns consecutivos número um, já que seu material de estreia homônimo (2006) e o segundo, Welcome to the Dollhouse (2008), lideraram a Billboard 200.Making the Band/The Rise and Fall of Danity Kane, MTV (30 de abril de 2009).
Os grupos femininos continuaram seu sucesso na década de 2010. O Fifth Harmony foi formado no The X Factor USA em 2012. Elas alcançaram sucesso internacional com seu álbum de estreia, Reflection, que apresentou o sucesso "Worth It". "Work from Home", o principal carro-chefe de seu segundo disco, 7/27 (2016), se tornou a primeira música por um grupo só de mulheres dentro do top cinco do Billboard 100 em uma década, desde "Buttons" (2006), das Pussycat Dolls, que ficou em número três. "Worth It" e "Work from Home" continuam sendo os videoclipes de grupos femininos mais vistos no YouTube.
A Segunda Invasão britânica
No início da década de 1990, a cena musical britânica era dominada por boy bands. Na época, o único grupo feminino que causou impacto nas paradas foi o Eternal, mas mesmo elas "permaneceram em grande parte sem identidade". Em meio à dominação americana do formato de grupo feminino, a Segunda Invasão Britânica viu as Spice Girls virarem a maré em meados da década de 1990, emplacando dez singles número 1 no país. Com shows esgotados, anúncios, mercadorias, 100 milhões de gravações vendidas em todo o mundo, o álbum mais vendido de todos os tempos por um grupo só de mulheres,Facts - Timeline Spice Girls e um filme, elas se tornaram o conjunto musical britânico de maior sucesso comercial desde os Beatles. Ao contrário de suas antecessoras, que eram comercializadas para compradores de discos do gênero masculino, as Spice Girls redefiniram o conceito de grupo feminino ao ir atrás de uma jovem base de fãs.
Com o movimento cultural iniciado pelas Spice Girls, no fim da década de 1990 cerca de 20 novos grupos femininos foram lançados no Reino Unido. Os grupos que surgiram durante este período incluem All Saints, B*Witched, Atomic Kitten, Girls Aloud, Sugababes e The Saturdays, todos buscando obter o sucesso das Spice Girls. Fora do Reino Unido e da Irlanda, outros grupos femininos modelados a partir das Spice Girls foram No Angels (Alemanha), Bardot (Austrália), Rouge (Brasil), The Cheetah Girls (EUA), e Bandana (Argentina). Ao longo dos anos 2000, os grupos femininos do Reino Unido permaneceram populares, com as canções "Sound of the Underground" (2002), do Girls Aloud, e "Round Round" (2002), do Sugababes, tendo sido chamadas de "dois grandes sucessos inovadores" e creditadas por remodelar a música pop britânica dos anos 2000. Apesar de ser uma artista solo, com seu álbum Back to Black (2006), Amy Winehouse apresentou forte influência de grupos femininos dos anos 1960 e rendeu comparações com as Ronettes. Os grupos femininos do Reino Unido continuaram a ter sucesso nas décadas de 2000 e 2010, com artistas como Mis-Teeq, the Saturdays e Little Mix; esse último foi a primeira banda a vencer a versão britânica do The X Factor.
Surgimento de grupos femininos asiáticos
Embora o surgimento de atos focados na música pop na Ásia tenha sido paralelo ao de suas contrapartes britânicas na década de 1990, os grupos femininos asiáticos se mantiveram como um formato de sucesso durante a década de 2010. O Japão tem o segundo maior mercado geral da indústria musical e o maior mercado físico de música do mundo, com as vendas físicas do Oricon Singles Chart sendo dominadas por grupos femininos de J-pop. No final da década de 1990, Speed e Max ganharam destaque na Ásia e abriram caminho para grupos subsequentes, como Morning Musume, AKB48, Perfume e Momoiro Clover Z. Speed vendeu um total de 20 milhões de cópias no Japão em três anos, com a Variety chamando-as de "o melhor grupo feminino do Japão".