A fronteira entre o Irão e o Paquistão é uma linha de 909 km de extensão, sentido norte sul, que separa o terço sul do leste do Irão do oeste do Paquistão. No norte se inicia na fronteira tripla Irão-Paquistão-Afeganistão e segue para o sul até o litoral no Mar da Arábia (Oceano Índico), separando a província iraniana de Sistão-Baluchistão da província de Baluchistão do Paquistão.

A história dessa fronteira é marcada pelos acontecimentos desde o início do século XIX nos dois países. O Irão foi disputado pelos britânicos e russos até ser dividido entre as duas potências em 1908. Obteve sua independência em 1921. O Paquistão fez parte das posses britânicas da Índia desde 1857. Com os conflitos entre hisduístas e muçulmanos em 1947, após a independência e a partição da Índia, o Paquistão passou a existir como nação independente.Almanaque Abril - Mundo - 2006.

Após várias negociações, o Irão e o Paquistão confirmaram sua fronteira comum por meio de um tratado em 1958-1959, mapeando completamente a área fronteiriça e demarcando-a no terreno.

A partir de 2007, o Irão começou a construir uma barreira fronteiriça para substituir uma cerca danificada e descontínua. O muro visa impedir travessias ilegais da fronteira e conter o fluxo de drogas, e também como resposta a ataques terroristas, notadamente o ocorrido na cidade fronteiriça iraniana de Zahedan em 17 de fevereiro de 2007, que matou treze pessoas, incluindo nove oficiais da Guarda Revolucionária Iraniana. No entanto, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tasnim Aslam, negou qualquer ligação entre a cerca e o ataque bombista, afirmando que o Irão não estava culpando o Paquistão por esses incidentes.

O Ministério das Relações Exteriores do Paquistão declarou que o Irão tem o direito de erguer cercas fronteiriças em seu território. Contudo, a oposição à construção do muro foi levantada na Assembleia Provincial do Baluchistão. A Assembleia argumentou que o muro criaria problemas para a populações baluchis cujas terras se estendem pela região fronteiriça. Temiam que a barreira dividisse ainda mais a população local política e socialmente, além de dificultar o comércio e as atividades sociais. Um líder da oposição na assembleia provincial em 2007 disse que os governos dos dois países deveriam envolver o povo da área, e exigiu a interrupção da construção da barreira.