Pedro Paulo de Souza Nunes é um escritor brasileiro.
Biografia Pedro Paulo é natural do distrito São Francisco de Paula, que desmembrado de São João da Barra em 1995 virou município São Francisco de Itabapoana , estado do Rio de Janeiro, cidade onde viveu até os sete anos,quando a família resolveu ir para a capital, mais exatamente para o bairro do Andaraí.
Anos depois mudou para Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense,onde participou do grupo de jovens da Igreja Católica, nas folgas das atividades no comércio da família. E foi para o grupo de jovens que escreveu o primeiro texto: Uma adaptação da parábola do Filho Pródigo para uma encenação teatral na comunidade.
Ainda jovem teve que deixar o Rio para trabalhar em Serra, ES, como operário eletricista na construção da Companhia Siderúrgica de Tubarão, CST. O hábito de escrever o acompanhou e passou a escrever crônicas no Jornal Acontece, de Serra.Entre 1986 e 1988 montou em praças e centros comunitários suas peças teatrais Menor Abandonado e Negro, Raíz da Liberdade, onde também atuava como ator, aproveitando os ensinamentos do curso feito com o professor Eleazar Pessoa. Em 1993 fundou na cidade a Academia de Letras e Artes da Serra, e um ano depois o Conselho de Cultura.
Em 2006 participou com vários contos da coletânea Poetas e Escritores da Serra. Em 2007 sua peça infantil O laboratório do Professor Louquinho da Silva, escrita vinte anos antes, foi montada no Teatro Edith Bulhões, em Vitória. O Grande Dia livro de contos lançado em 2009 retrata o cotidiano de pessoas comuns às vezes em situações inusitadas. São oito histórias divididas em 184 páginas. O conto que fecha o livro, As cartas não mentem jamais, sobre as agruras vividas por uma cartomante extremamente ética, já tem pronta sua versão para o teatro.
Em 2013 lança nova obra o romance A Corda Bamba, com 250 páginas. A trama gira em torno de um caso de roubo seguido de morte em um ferro velho. Francisco Proença, investigador de polícia mal resolvido com a profissão, investiga o caso. Após cumprir licença pela morte de sua mãe ele se surpreende quando é informado da confissão do principal suspeito detido por ele semanas antes. Antes, Jerônimo dos Santos, vulgo Tiro Certo,negava ter dado o tiro que atingiu fatalmente o proprietário do estabelecimento. Caso encerrado, resolve procurar a família do preso e pessoas que trabalham no ferro velho causando descontentamento dos colegas policiais. Em A Corda Bamba mais importante do que tiros e correrias tão comuns em estórias policiais são os dramas e as angústias de cada personagem.
Em 2014 o romance A Corda Bamba foi selecionado pela secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo para distribuição em escolas públicas de Ensino Médio e bibliotecas da rede. A obra foi avaliada e selecionada pela Comissão de Análise de Livros Literários da Sedu, representantes da Academia Espírito-santense de Letras (AESL), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e Biblioteca Pública do Espírito Santo (BPES).
O autor também é cronista e assina a coluna Nosso Lugar e Tempo, no jornal Tempo Novo semanário da cidade de Serra, ES. Seus textos são publicados nos cadernos de cultura de jornais de grande circulação no Espírito Santo, como A Tribuna e A Gazeta. Neste último, na edição de 16 de setembro de 2017, teve publicada a crônica As Festas, tendo a finitude como tema. Na semana seguinte era convidado por várias escolas para falar sobre o texto levado por educadores para as salas de aula na cidade.
A obra de prosa mais recente é o romance O Estranho Visitante. Conta a estória de um casal separado, Vitor e Ana Paula, e em fase de divórcio, e seus dois filhos, Bruno, 11 anos e Bárbara, de 9. Numa noite chuvosa, os irmãos abrem a porta da residencia para um desconhecido que fugia da chuva e dos cachorros vira-latas. Maltrapilho e desorientado, ele não se recorda de veio e nem do próprio nome. O gesto feito às escondidas, mas logo descoberto pela mãe, levará a uma constatação: a vida dos envolvidos nunca mais será a mesma.
Em início de 2018 O Estranho Visitante - então inédito - foi premiado em edital da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo - SECULT, obtendo 94 pontos em 100 possíveis, pontuação que o colocou entre os sete contemplados com 183 concorrentes.
Influências Leitor precoce de grandes autores como Machado de Assis, Guimarães Rosa, Lúcio Cardoso, do qual tem como um dos livros de cabeceira A Crônica da Casa Assassinada, e outros mais contemporâneos como Rubem Fonseca e Luiz Vilela.
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