Na antiga religião romana, Spes (pronuncia-se [ˈspeːs]) era a deusa da esperança. Vários templos para Spes são conhecidos, e as inscrições indicam que ela recebeu devoção privada, bem como culto estatal.J. Rufus Fears, "The Cult of Virtues and Roman Imperial Ideology," Aufstieg und Niedergang der römischen Welt II.17.2 (1981), p. 837.
Esperança Republicana
Durante a República, um templo para a "antiga Esperança" (Spes vetus) deverá ter sido localizado próximo ao Portão Prenestino.Frontinus, De aquaeductu 1.19; Arnaldo Momigliano, "Religion in Athens, Rome, and Jerusalem in the First Century B.C.," in On Pagans, Jews, and Christians (Wesleyan University Press, 1987), p. 75. Foi associado a eventos que ocorreram no século V a.C.,Livy 2.51.2; Dionysius of Halicarnassus 9.24.4; Momigliano, "Religion in Athens, Rome, and Jerusalem," p. 75. mas a sua existência tem sido posta em causa, sendo considerado que tenha sido apenas um santuário privado. Fears, "The Cult of Virtues," p. 848.
Um templo bem documentado de Spes foi construído por Aulus Atilius CalatinusCicero, De legibus 2.28; Momigliano, "Religion in Athens, Rome, and Jerusalem," p. 75. junto com Fides, como resultado de votos feitos à deusa durante a Primeira Guerra Púnica.Fears, "The Cult of Virtues," p. 835.
Já em Cápua, em 110 a.C., um templo foi construído para a tríade de Spes, Fides e Fortuna.Inscriptiones Latinae Selectae 3770; Momigliano, "Religion in Athens, Rome, and Jerusalem," p. 75.
Esperança Imperial Spes foi uma das personificações divinas no culto imperial das Virtudes. Spes Augusta era a Esperança associada à capacidade do imperador como Augusto para garantir condições abençoadas.J. Rufus Fears, "The Theology of Victory at Rome: Approaches and Problem," Aufstieg und Niedergang der römischen Welt II.17.2 (1981), pp. 812–814.
Como Salus ("Salvação, Segurança"), Ops ("Abundância, Prosperidade") e Vitória ("Vitória"), Spes era um poder que tinha que vir dos deuses, em contraste com os poderes divinos que residiam dentro do indivíduo, como Mens ("Inteligência"), Virtus ("Virtude") e Fides ("Fé, Fidelidade, Confiabilidade"). Fears, "The Theology of Victory at Rome," p. 744.
Elpis, a versão Grega A contraparte grega de Spes era Elpis, que, ao contrário, não tinha culto formal na Grécia. O principal mito no qual Elpis desempenha um papel é a história de Pandora. Os gregos tinham sentimentos ambivalentes ou mesmo negativos sobre "esperança",Momigliano, "Religion in Athens, Rome, and Jerusalem," p. 75. For instance, in the Suppliants of Euripides, Hope is characterized as "delusive; it has embroiled many a State" (line 479), as cited by Momigliano. e o conceito não era importante nos sistemas filosóficos dos estóicos e epicuristas.Momigliano, "Religion in Athens, Rome, and Jerusalem," p. 75.
Referências
Leituras sugeridas
Clark, Mark Edward. "Spes in the Early Imperial Cult: 'The Hope of Augustus'." Numen 30.1 (1983) 80–105.
Categoria:Mitologia romana