Black Rose é o primeiro e único álbum da banda homônima, lançado em 21 de agosto de 1980 pela Casablanca Records. A banda era formada por Cher, Les Dudek, Gary Ferguson, Michael Finnigan, Warren Ham, Rocket Ritchotte e Trey Thompson. O projeto marcou a tentativa da cantora retornar ao rock após o insucesso de Prisoner (1979). Apesar de ser vocalista principal, Cher não recebeu destaque nos créditos para transmitir a imagem de igualdade entre os membros.
Os críticos se dividiram quanto ao trabalho enquanto alguns consideraram o trabalho "refinado" e "bem executado", outros acharam que os vocais de Cher não se adequaram as canções. Comercialmente, o álbum atingiu a posição de número 158 na parada musical de álbuns da revista musical estadunidense Record World.
Informações do álbum Após o sucesso comercial de Take Me Home, lançado em 1979, Cher decidiu retornar às suas influências rock. No mesmo ano, lançou Prisoner, trabalho que mesclava elementos de disco e rock. A artista buscava consolidar uma nova direção musical, enquanto sua imagem pública continuava recebendo grande atenção da imprensa. A capa do álbum apresentava Cher acorrentada, em uma representação simbólica de sua relação com os meios de comunicação.
Em 1980, Cher iniciou um relacionamento com o guitarrista Les Dudek. A aproximação entre os dois ocorreu após Cher participar espontaneamente de uma apresentação do músico. Inspirados musicalmente um pelo outro, decidiram formar a banda Black Rose, projeto voltado ao rock e à estética punk/new wave. O grupo era composto por Cher nos vocais, Les Dudek nas guitarras e vocais, Gary Ferguson na bateria, Michael Finnigan nos teclados e vocais de apoio, Warren Ham nos vocais de apoio, Trey Thompson no baixo e Rocket Ritchotte nas guitarras e vocais de apoio.
Contratada pela Casablanca Records, mesma gravadora dos trabalhos anteriores de Cher, a banda gravou seu primeiro álbum de estúdio, Black Rose. A capa do disco apresentava a ilustração animada do tornozelo e pé de uma mulher com uma tatuagem de rosa negra, inspirada em uma tatuagem que Cher havia feito pouco antes do lançamento do projeto. O álbum foi lançado em 21 de agosto de 1980 e marcou a primeira vez em que a cantora integrou oficialmente uma banda, sem receber destaque individual no nome do grupo.
Para promover o disco, Black Rose realizou uma breve turnê no verão de 1980, com seis apresentações como banda de abertura da Hall & Oates. Um dos principais shows ocorreu em 30 de agosto de 1980, no Central Park, em Nova York. Após a turnê, os integrantes começaram a trabalhar em material para um segundo álbum, que incluiria gravações ao vivo e novas composições inéditas, entre elas "Don’t Trust That Woman", escrita por Cher e Les Dudek. Entretanto, a Casablanca Records decidiu não lançar um segundo trabalho da banda, e outras gravadoras também demonstraram desinteresse pelo projeto.
Em 1999, o álbum foi relançado em compact disc (CD) pela gravadora Spectrum, uma subsidiária da Universal Music, com arte totalmente modificada, trazendo uma foto de Cher cantando com um microfone na mão, junto ao seu nome na capa.
Singles Apenas a canção "Never Should've Started" foi lançada como single, trazendo como o lado B do compacto a faixa "Young and Pretty". A revista Cash Box observou que, embora a cantora "possa preferir permanecer em segundo plano do ponto de vista da imagem", ela está "bem à frente nos vocais" em "Never Should’ve Started". A Record World descreveu a canção como "um poderoso rock", observando que Cher "surge como uma doce gatinha na introdução e depois explode", enquanto elogiou a "excelente banda" por entregar "muito apelo ao AOR-pop".
Recepção crítica
A revista Cash Box descreveu Black Rose como um álbum de "power rock refinado" com "energia suficiente para satisfazer programadores de AOR". Enquanto isso, a Billboard afirmou que "[...] o álbum molda um estilo new wave que se encaixa no rock de andamento moderado ao qual os principais membros do grupo estão associados" e destacou que "o trabalho é especialmente bem executado, enquanto os vocais de Cher são emocionais e cheios de vida em todo o disco".
A revista People declarou que "os vocais trêmulos e excessivamente afetados de Cher neste LP precisam de toda a ajuda possível, e ela recebe mais do que merece", acrescentando que "este álbum poderia ser vastamente melhorado se fosse regravado pelo Grupo Sem Cantora". A revista Record World destacou a formação da banda, afirmando que, com Cher nos vocais e músicos como Les Dudek e Mike Finnigan, comparações a um "supergrupo" seriam inevitáveis, além de descrever o grupo como uma "banda vigorosa" focada em provar seu valor no cenário do rock.
Desempenho comercial Em 27 de setembro de 1980, o álbum atingiu a posição de numero 158 na parada musical de álbuns da revista Record World.
Lista de faixas Créditos adaptados do LP Black Rose, de 1980.
Ficha técnica Créditos adaptados do LP Black Rose, de 1980.
Produção – James Newton Howard Coordenação de produção – Anne Streer Engenharia de som – Bob Schaper, Dana Latham, Mick Guzauski, Tom Knox Assistentes de engenharia – Gene Meros, Skip Saylor, Terry Christian Masterização – Mike Reese Mixagem – Bill Schnee Design, direção de arte – Kosh Fotografia – Aaron Rapoport Vocais – Cher Vocais de apoio – Les Dudek, Michael Finnigan, Ron "Rocket" Ritchotte, Warren Ham Vocais de apoio adicionais – David Paich, John Townsend, Max Gronenthal Baixo – Trey Thompson Bateria – Gary Ferguson Guitarra – Les Dudek, Phil Brown (faixa B1), Ron "Rocket" Ritchotte Teclados – Michael Finnigan Teclados adicionais – David Paich Teclados adicionais, sintetizador – James Newton Howard, Michael Boddicker, Steve Porcaro
Tabelas Tabelas semanais +Desempenho comercial de Black Rose em tabelas semanaisTabela musical (1980)MelhorposiçãoEstados Unidos (Record World Albums)158
Categoria:Álbuns de Cher