A Copa Libertadores da América de Futebol Feminino ou Libertadores Feminina (em espanhol: Copa Libertadores de América Femenina), oficialmente CONMEBOL Libertadores Femenina, é uma competição de futebol feminino sulamericana entre clubes profissionais da América do Sul, a CONMEBOL Libertadores, organizada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) desde 2009. É considerada a competição de clubes femininos mais importante do continente e um dos torneios mais prestigiados do mundo (junto com a Liga dos Campeões Feminino da UEFA).
O atual detentor do troféu é o Sport Club Corinthians Paulista, que conquistou a sua 6ª CONMEBOL Libertadores Feminina na edição de 2025 ao vencer o Deportivo Cali, em disputa de pênalits (5-3), após empate sem gols no tempo regulamentar.
História + VencedoresCONMEBOL Libertadores Femenina TemporadaVencedor2009 Santos2010 Santos 2011 São José2012 Colo-Colo2013 São José 2014 São José 2015 Ferroviária2016 Sportivo Limpeño2017 Corinthians/Audax2018 Atlético Huila2019 Corinthians 2020 Ferroviária 2021 Corinthians 2022 Palmeiras2023 Corinthians 2024 Corinthians 2025 Corinthians
A edição inaugural do torneio surgiu por influência do então presidente do Santos, Marcelo Teixeira, interessado na criação de uma versão feminina da Copa Libertadores da América convenceu a Confederação CONMEBOL a organiza-lo, além de resolver questões sobre patrocínio e sede do torneio.
A competição foi anunciada oficialmente pela entidade máxima do futebol sul-americano com apoio da FIFA em março de 2009, sendo aprovada pelo comitê executivo da CONMEBOL no dia 3 de julho do mesmo ano. A primeira edição do campeonato sul-americano feminino teve a participação de dez equipes campeãs das associações nacionais da CONMEBOL, sendo realizado no Brasil nas cidades de Santos, Guarujá e São Paulo, tendo como organizadores o Santos FC, a Federação Paulista de Futebol (FPF), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a CONMEBOL. A primeira edição foi vencida pelo time do Santos Futebol Clube, denominado Sereias da Vila, o qual venceu o clube paraguaio Universidad Autónoma na grande final por 9–0, sendo esta a maior goleada em uma final de Libertadores Feminina.
Em 2016 visando impulsionar a modalidade feminina no continente a entidade máxima do futebol sul-americano anunciou que todos os clubes participantes da Libertadores e Sudamericana masculina a partir da temporada de 2019 deverá manter um elenco profissional e um juvenil de futebol feminino em atividade, disputando competições oficiais e proporcionando à ambas as equipes suporte técnico, equipamento e infraestrutura necessária para o desenvolvimento (baseado na seção "igualdade de gênero" do estatuto da FIFA).
Primeiros anos (2009-2018) esquerda|miniaturadaimagem|O ex-presidente do ChileSebastián Piñera com a equipe do Colo-Colo (2012), o primeiro clube não brasileiro a ganhar o troféu. Os primeiros anos da competição foram marcados pelo dominio de equipes brasileiras, com exceção somente em três ocasiões. Em 2012, as chilenas do Colo-Colo conquistou o título no Brasil após uma disputa nos pênaltis, superando o Foz Cataratas. A edição de 2016 no Uruguai foi a única onde uma equipe brasileira não chegou na grande final, sendo vencida pelo Sportivo Limpeño (Paraguai) sobre os Estudiantes de Guárico (Venezuela). Por fim na edição de 2018, as colombianas do Atlético Huila sagrou-se campeã do torneio após superar o Santos em uma disputa de pênaltis fora de casa. O São José-SP foi a equipe brasileira com mais participações durante as dez primeiras edições do torneio, sendo campeão em 2011 e bicampeão consecutivo da Libertadores Feminino em 2013 e 2014.
Até 2014 todas as edições da Libertadores Feminino foram realizadas no Brasil. A edição de 2015 na Colômbia foi a primeira fora do território brasileiro, sendo realizada em Medelín, anunciada como anfitriã pouco antes da edição de 2014.
Novas mudanças (2019-) A partir da temporada de 2019, o torneio sofreu uma expansão para 16 equipes (anteriormente 12), aumentando também a sua premiação. Adiada devido os protestos no Equador, essa edição marcou a primeira final brasileira, entre Corinthians e Ferroviária, com vitória da equipe alvinegra em Quito, conquistando seu segundo título continental e se igualando ao Santos. As próximas edições continuaram sob dominio das equipes brasileiras, as quais conquistaram o título em todas as oportunidades. Em 2020 a Ferroviária conquistou o bicampeonato ao vencer o América de Cali em Buenos Aires. Em 2021, o Corinthians tornou-se tricampeão ao vencer o Santa Fé em Montevidéu, e em 2022, o Palmeiras venceu o Boca Juniors na grande final em Quito por 4–1, conquistando o seu primeiro título da competição continental.
Em 2023 ocorreu uma nova final brasileira, dessa vez entre Corinthians e Palmeiras, com vitória da equipe alvinegra em Cali, na Colômbia. Com essa vitória, o Corinthians superou o São José-SP e se tornou o maior vencedor da Libertadores Feminina, com quatro conquistas no total.
Formato
Classificação A forma de classificação para a competição é geralmente baseada nos resultados dos campeonatos nacionais dos países do continente, assim como a Liga dos Campeões da UEFA, na Europa. Mas há confederações que se utilizam de torneios próprios, independentes dos campeonatos nacionais propriamente ditos.
As duas primeiras edições da Libertadores Feminina contaram com apenas 10 equipes participantes, uma de cada país membro da CONMEBOL. O número foi ampliado para 12 em 2011 com a adição de vagas adicionais para o atual campeão da Libertadores Feminina e para o país-sede. Na edição de 2019 no Equador, houve nova expansão para 16 equipes participantes, disponibilizando vagas adicionais de acordo com o ranking histórico da CONMEBOL.
O número de equipes que cada associação tem para a competição baseia-se no ranking histórico da CONMEBOL das associações membros. Essas pontuações são gerados pelos resultados dos clubes que representam cada associação durante as últimas temporadas da Libertadores Feminina. Quanto maior a pontuação de uma associação, mais equipes representam a associação na competição.
Ranking da CONMEBOL
Associação1 Brasil280 2 Chile156 3 Colombia155 4 Paraguai120 5 Argentina108 6 Venezuela80 7 Equador68 8 Uruguai54 9 Bolívia41 10 Peru39 As associações que ocupam da 1.º a 4.º colocação tem direito a duas vagas, já as demais associações tem direito a apenas uma. Ademais, o campeão vigente da Libertadores classifica-se automaticamente e, o país sede da competição continental tem direito a uma vaga adicional. PaísClassificaçãoEquipesCampeão vigente da Copa Libertadores FemininaVaga adicional ao país-sede2Campeão e vice-campeão do Campeonato Brasileiro Feminino2Campeão e vice-campeão do Campeonato Chileno Feminino2Campeão e vice-campeão do Campeonato Colombiano Feminino2Campeão e vice-campeão do Campeonato Paraguaio Feminino2Campeão do Campeonato Argentino Feminino1Campeão do Campeonato Boliviano de Futebol Feminino1Campeão do Campeonato Equatoriano Feminino1Campeão do Campeonato Peruano Feminino1Campeão do Campeonato Uruguaio Feminino1Campeão do Campeonato Venezuelano Feminino1 Fase de grupos e fase eliminatória O torneio começa com uma fase de grupos de 16 equipes, divididas em quatro grupos. Os grupos são definidos através de sorteio, sendo que equipes do mesmo país não podem cair em grupos iguais. É definido diretamente aos grupos A e B respectivamente, o atual campeão vigente da Libertadores Feminina e o campeão da federação anfitriã. Cada equipe se encontra com os outros em um jogo único, onde será realizado no país-sede. As equipes que ficarem em primeiro e segundo lugar de cada grupo passam para a próxima rodada. Na fase final da competição, a equipe vencedora de um grupo joga contra os vice-campeões de outro grupo, também no sistema de jogo único eliminatório. Caso ocorra empate no tempo normal, não haverá prorrogação e uma disputa por pênaltis irá definir a equipe vencedora.
Premiação Na edição de 2023, na Colômbia, a CONMEBOL distribuiu em premiação em dinheiro um total de 3,35 milhões de dólares estadunidenses, sendo um ajuste de 68% comparado a edição do ano anterior.No ano seguinte, a Confederação Sul-Americana de Futebol anunciou um acréscimo de 300 mil dólares na premiação total. Dessa forma, a distribuição do prêmio em dinheiro pago aos clubes participantes a partir de 2024 será:
Participação: US$50.000 (cinquenta mil dólares) Terceiro colocado: US$300.000 (trezentos mil dólares) Vice-campeão: US$600.000 (seiscentos mil dólares) Campeão: US$2.000.000 (dois milhões de dólares)
Patrocínio Os patrocinadores e marcas anunciantes atuais do torneio são:
Amstel Coca-Cola Powerade DHL EA Sports
Mastercard
Mercado Livre Puma
Campeões Campeões da CONMEBOL Libertadores Feminina
Títulos por equipe
Total de títulos por país PaísTítulosVicesSemifinaisAproveitamentoem finais14410%166%45%13%—21%14%—2—1—
Equipes com mais participações
ParticipaçõesClube131098, 7, , , , 6, 5, , , , 4 UAI Urquiza, , , , , , Sport Girls, , , Estudiantes de Guárico
Por país PaísClubeParticipações104913 e 74 e 7687
Artilheiras por edição EdiçãoJogadorClubeGols2009 Cristiane152010 Noelia Cuevas82011 Ysaura Viso92012 Cristiane82013 Maitte Zamorano Mundo Futuro72014 Andressa Alves6 Diana Ospina Ysaura Viso2015 Catalina Usme82016 Oriana Altuve4 Manuela González Generaciones Palmiranas2017 Amanda Brunner4 Gloria Villamayor Maitte Zamorano Catalina Usme Oriana Altuve Carolina Birizamberri 2018 Brena42019 Nathane92020 Gabi Nunes7 Grazi Vic Albuquerque2021 Tatiana Ariza4 Linda Caicedo Jheniffer Vic Albuquerque Esperanza Pizzaro2022 Rebeca Fernandez52023 Priscila82024 Gabi Zanotti5
Ligações externas