Armênia Menor (; ; ), conhecida também como Armênia Inferior, é uma das regiões da antiga Armênia, localizada a oeste e noroeste do território Reino da Armênia (chamado de "Armênia Maior"). A região foi depois reorganizada como Tema Armeníaco durante o Império Bizantino.

Geografia thumb|400px|Armênia Menor (em amarelo esverdeado à esquerda, perto da costa do Mar Negro) e Armênia Maior (em amarelo alaranjado) entre os séculos IV e

A Armênia Menor abrangia a porção da antiga Armênia e do planalto armênio a oeste e noroeste do rio Eufrates. Ela recebeu este nome para distingui-la da porção oriental, muito maior, chamada de Armênia Maior.

História Pré-história Antes do , o território da Armênia Menor era parte do antigo Reino da Armênia, governado pela dinastia real dos Orôntidas (Yervanduni, ) que, a partir daí, passou a ser súdita do Império Aquemênida.

Depois das companhas de Alexandre, o Grande, na década de , conforme ruía o Império Persa, Mitrídates, um general armênio no exército persa declarou-se rei da Armênia Menor, geralmente conhecida como Reino do Ponto. Assim, dois reinos independentes emergiram do antigo território do Reino da Armênia - o Reino do Ponto e a Armênia Maior. No , o Ponto atingiu sua máxima extensão e abrangia também territórios na costa sudeste do Mar Negro, incluindo as províncias da cidade de Trapezo, Rize e Hamshen (de onde se originam os armênios étnicos hamshenis).

Guerras romano-persas

A Armênia foi disputada entre a Roma Antiga e a Pártia durante as Guerras romano-partas de até o A influência romano foi estabelecida primeira pela campanha de Pompeu entre 66 e e, novamente, em , na campanha romano-parta de Cneu Domício Córbulo, que resultou na deposição de .

Armênia Menor durante os Impérios Romano e Bizantino

Toda a Armênia tornou-se uma província romana por um breve período em 114 durante o reinado de Trajano, mas, logo depois que ele morreu, Adriano abandonou a região, que se tornou um reino cliente de Roma. A região foi perdida novamente ao xainxá em 161 e, dois anos depois, o contra-ataque romano de Estácio Prisco conseguiu novamente colocar um candidato pró-Roma no trono armênio. A influência romana na região perdurou até a derrota na Batalha de Barbalisso em 253. Poucos anos depois, porém, no final do , Roma estava novamente no controle da região e passou a promover a cristianização da Armênia.

A Armênia Menor foi anexada ao reino da Armênia Maior durante o reinado do rei arsácida em 287 e lá permaneceu até a conquista de Sapor II em 337. Na sequência, ela foi organizada como uma província plena sob Diocleciano e, no , ela foi novamente dividida em duas províncias: Armênia I (Armênia Prima), com capital em Sebasteia, e Armênia II (Armênia Secunda), com capital em Melitene. Elas foram todas subordinadas à Diocese do Ponto, na Prefeitura pretoriana do Oriente.

Em 536, novas reformas aboliram a autonomia das satrapias romanas além do Eufrates e toda a região da Armênia foi reorganizada em quatro novas províncias plenas. A região oriental da Armênia Menor ("Armênia Interior") foi fundida com partes do Ponto Polemoníaco e da Armênia I para formar a Armênia I Magna ou Primeira Armênia (que, confusamente, também é chamada de "Armênia Maior", que não deve ser confundido com a Armênia Maior), governada por um procônsul; as antigas províncias da Armênia I e Armênia II foram redivididas em Armênia II e a nova Armênia III; as antigas satrapias romanas (Satrapiae) além do Eufrates formaram a nova Armênia IVHovannisian (2004), pp. 105–106.

As bordas da Armênia bizantina foram expandidas em 591 e passaram a incluir a Armênia, mas a região foi o foco de décadas de guerra entre bizantinos e persas (as guerras bizantino-sassânidas) até a conquista árabe da Armênia em 639.

Depois disso, a porção da Armênia Menor que ainda estava sob controle bizantino passou a fazer parte do Tema Armeníaco. A população permaneceu majoritariamente armênia durante todo o período, mas já romanizada.

Sés episcopais As sés episcopais da província que aparecem no Annuario Pontificio como sés titulares sãoAnnuario Pontificio 2013 (Libreria Editrice Vaticana 2013 ISBN 978-88-209-9070-1), "Sedi titolari", pp. 819-1013: Armênia I Berissa

Armênia II Arabisso Arca na Armênia (Arga) Ariarátia (Pınarbaşı) Cucuso (Göksun)

Armênia III Camaca

Influência mongol e otomana Depois da queda da Armênia Bagrátida em 1045 e a subsequente perda do oriente bizantino depois da Batalha de Manzicerta em 1071, a Armênia Menor passou para o comando dos turcos seljúcidas, depois - partes dela - para o Império Mongol por 92 anos e finalmente para o Império Otomano.

Anos finais A Armênia Menor é tradicionalmente considerada como parte da Armênia Ocidental, especialmente depois que a Armênia Oriental foi adquirida pelo Império Russo depois da Guerra russo-turca de 1828-1829.

A população cristã da Armênia Menor continuou a existir na região até o Genocídio Armênio de 1915-1923. Alguns armênios ainda vivem na região, mas já convertidos ao islamismo por influência otomana, principalmente no Armenian History and Presence in Hemşin.

Bibliografia

Bert Vaux, Hemshinli: The Forgotten Black Sea Armenians, Harvard University, 2001. Mack Chahin, The Kingdom of Armenia: A History, Routledge, London, 2001. (ISBN 0-7007-1452-9) Robert H. Hewsen, Armenia: A Historical Atlas, University Of Chicago Press, 2000. (ISBN 0-226-33228-4)

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