thumb|219x219px|São Paulo, Brasil, um dos maiores e mais ricos centros urbanos da região. A economia da América Latina de um modo geral é considerada uma economia de países de setor primário. Somente alguns países apresentam significativas parcelas da população economicamente ativa no setor secundário. Porém é o setor terciário que mais tem crescido em quase todos os países latino-americanos.
Extrativismo thumb|right|Mina de cobre no Chile. A América Latina produz mais da metade do cobre mundial thumb|left|Mina de prata na Bolívia thumb|right|Mina de ametista em Ametista do Sul. A América Latina é um grande produtor de gemas como ametista, topázio, esmeralda, água-marinha e turmalina. thumb|esquerda|Refinaria da Petrobras em Cochabamba, Bolívia. thumb|left|Mina de ferro em Minas Gerais A caça, como base econômica de sobrevivência, é praticada somente por esparsos grupos indígenas. A pesca, além de atividade econômica de valor regional para todos os países que apresentam extensões litorâneas, tem especial importância para o Peru,FERREIRAlberto Passos; PERU. In: Enciclopédia Mirador Internacional. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações, 1993. v. 16, p. 8824. maior exportador de pescado da América Latina, embora o Chile seja o maior produtor.
O extrativismo vegetal aparece sempre como atividade complementar da agricultura e da pecuária, merecendo destaque a extração do látex da seringueira, em toda a Floresta Amazônica (Brasil, Colômbia, Peru e Bolívia); do quebracho, no Pantanal (Argentina,FERREIRA, Inácio; GUIMARÃES, Alberto Passos; PERU. In: Enciclopédia Mirador Internacional. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações, 1993. v. 3, p. 746. ParaguaiPINHO, Maria Salette Ney Tavares de; GUIMARÃES, Alberto Passos; In: Enciclopédia Mirador Internacional. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações, 1993. v. 16, p. 8569. e Brasil); de madeira, em quase toda a América Central, BrasilANTUNES, Celso. Atividades primárias no Brasil: Exrativismo. In: Geografia do Brasil: 2º grau. São Paulo: Scipione: 1993. p. 159. e Chile;FERREIRA, Orlando da Costa; GUIMARÃES, Alberto Passos; CHILE. In: Enciclopédia Mirador Internacional. São Paulo: Encyclopaedia Mirador Internacional, 1993. v. 5, p. 2302. e ainda de babaçu e carnaúba, no Brasil.ANTUNES, Celso. Atividades primárias no Brasil: Exrativismo. In: Geografia do Brasil: 2º grau. São Paulo: Scipione: 1993. p. 160.
O extrativismo mineral tem considerável importância em praticamente todos os países latino-americanos, ainda que muitas vezes a exploração seja realizada graças a capitais estrangeiros. Na extração do petróleo, possuem grande destaque México, Venezuela, Brasil, Argentina, Colômbia e Equador.
Na produção de petróleo, o Brasil foi o 10.º maior produtor mundial de petróleo em 2019, com 2,8 milhões de barris/dia. O México foi o 12.º maior produtor, com 2,1 milhões de barris/dia. A Colômbia vinha em 22.º lugar com 886 mil barris/dia, a Venezuela em 23.º lugar com 877 mil barris/dia, o Equador em 28.º com 531 mil barris/dia e a Argentina em 29.º com 507 mil barris/dia. Como a Venezuela e o Equador consomem pouco petróleo e exportam a maior parte de sua produção, eles fazem parte da OPEP. A Venezuela registrou uma queda acentuada na produção após 2015 (onde produziu 2,5 milhões de barris/dia), caindo em 2016 para 2,2 milhões, em 2017 para 2 milhões, em 2018 para 1,4 milhões e em 2019 para 877 mil, por falta de investimentos.
Na produção de gás natural, em 2018, a Argentina produziu 1,524 bcf (bilhões de pés cúbicos), o México 999, a Venezuela 946, Brasil 877, Bolívia 617, Peru 451, Colômbia 379.
O Brasil é o segundo maior exportador mundial de minério de ferro, possui 98% das reservas conhecidas de nióbio no mundo e é um dos 5 maiores produtores mundiais de bauxita, manganês e estanho, além de ter produções consideráveis de cobre, ouro e níquel. O Chile contribui com cerca de um terço da produção mundial de cobre. Em 2018, o Peru era o segundo maior produtor de prata e cobre do mundo e o sexto produtor de ouro (os 3 metais que mais geram valor), bem como era o terceiro maior produtor mundial de zinco e estanho e o quarto de chumbo. A Bolívia é o quinto maior produtor de estanho, o sétimo produtor de prata e o oitavo produtor de zinco do mundo.Diretório Brasileiro de Minerais 2018
O México é o maior produtor de prata do mundo, representando quase 23% da produção mundial, produzindo mais de 200 milhões de onças em 2019. Também possui importantes cobre e zinco e produz uma quantidade significativa de ouro.
Acerca das pedras preciosas, o Brasil é o maior produtor mundial de ametista, topázio, ágata e é um dos principais produtores mundiais de turmalina, esmeralda, água marinha, granada e opala. Também há produção considerável de ametista no Uruguai e na Bolívia. Na produção de esmeralda, a Colômbia é o maior produtor mundial. A Guiana é um grande produtor de diamante.Anuário Mineral Brasileiro 2018
O Brasil é o segundo produtor mundial de ferro; o Chile, o Peru,<> e o México destacam-se na produção de cobre sendo o Chile o maior produtor do mundo; o Brasil é um dos cinco maiores produtores mundiais de manganês, além de grande produtor de estanho, minério do qual a Bolívia é grande exportadora.
A América Latina destaca-se ainda por sua produção de chumbo (Peru e México), níquel (Cuba), prata (México e Peru), zinco (Peru), bauxita (Brasil e Venezuela) e platina (Colômbia).
Agropecuária thumb|left|Plantação de soja no Mato Grosso. Em 2020, o Brasil era o maior produtor mundial, com 130 milhões de toneladas. A América Latina produz metade da soja do mundo. thumb|Cana-de-açúcar em São Paulo. Em 2018, o Brasil era o maior produtor mundial, com 746 milhões de toneladas. A América Latina produz mais da metade da cana-de-açúcar do mundo. thumb|Laranja em São Paulo. Em 2018, o Brasil era o maior produtor mundial, com 17 milhões de toneladas. A América Latina produz 30% das laranjas do mundo. thumb|left|Café em Minas Gerais. Em 2018, o Brasil era o maior produtor mundial, com 3,5 milhões de toneladas. A América Latina produz metade do café do mundo. thumb|left|Milho em Dourados. Brasil, Argentina e México estão entre os 10 maiores produtores mundiais thumb|Plantação de uvas na Argentina. A Argentina e o Chile estão entre os 10 maiores produtores de uvas e vinho do mundo, e o Brasil está entre os 20 maiores. thumb|left|Abacaxi em Veracruz, México. A América Latina produz 35% do abacaxi mundial.
A América Latina, que inclui essencialmente países subdesenvolvidos, de maneira geral é pouco industrializada, ficando sua economia subordinada à agropecuária e à mineração. Mesmo com essa dependência agrícola, a maior parte de suas terras é cultivada de forma extensiva e possui um reduzido PIB per capita.
Em muitos países, a atividade agrícola ainda se desenvolve segundo os moldes do período colonial: grandes propriedades, pertencentes a poucas famílias, cuja produção se destina quase integralmente ao mercado externo. Devido principalmente à concentração das terras mais férteis nas mãos de poucos proprietários e ao grande número de agricultores sem terras para cultivar, surgiram nessas áreas muitos conflitos fundiários, o que originou projetos de reforma agrária que visam à distribuição mais igualitária da terra, em países como México, Bolívia, Chile, Peru e Cuba.
Em todos os países da América Latina é possível identificar basicamente dois tipos de agricultura: a de subsistência, praticada com o uso de técnicas primitivas, e a de caráter comercial, em geral monoculturas realizadas em grandes extensões de terra. Como exemplos característicos desse sistema, podemos citar o café, responsável por uma parte substancial das rendas de exportação da Colômbia, Costa Rica, Guatemala e El Salvador, e a banana, com igual importância para o Panamá e Honduras, soja, trigo, cana-de-açúcar, entre outros.
Os quatro países com a maior agricultura na América do Sul são Brasil, Argentina, Chile e Colômbia:
O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, soja, café, laranja, guaraná, açaí e castanha do pará; é um dos 5 maiores produtores de milho, mamão, tabaco, abacaxi, banana, algodão, feijão, coco, melancia e limão; e é um dos 10 maiores produtores mundiais de cacau, caju, abacate, caqui, manga, goiaba, arroz, sorgo e tomate; A Argentina é um dos 5 maiores produtores mundiais de soja, milho, girassol, limão e pêra, um dos 10 maiores produtores mundiais de cevada, uva, alcachofra, tabaco e algodão e um dos 15 maiores produtores mundiais de trigo, cana-de-açúcar, sorgo e toranja; O Chile é um dos 5 maiores produtores mundiais de cereja e cranberry e um dos 10 maiores produtores mundiais de uva, maçã, kiwi, pêssego, ameixa e avelã, com foco na exportação de frutas de alto valor; A Colômbia é um dos 5 maiores produtores mundiais de café, abacate e óleo de palma, e um dos 10 maiores produtores mundiais de cana-de-açúcar, banana, abacaxi e cacau; Peru é um dos 5 maiores produtores de abacate, mirtilo, alcachofra e aspargos, um dos 10 maiores produtores mundiais de café e cacau, um dos 15 maiores produtores mundiais de batatas e abacaxi, e também tem uma produção significativa de uva, cana-de-açúcar, arroz, banana, milho e mandioca; sua agricultura é notavelmente diversificada; A agricultura do Paraguai está em desenvolvimento, sendo atualmente o sexto maior produtor de soja do mundo e entrando na lista dos 20 maiores produtores de milho e cana do açúcar.
Na América Central, destacam-se: Guatemala, um dos 10 maiores produtores mundiais de café, cana-de-açúcar, melão e borracha natural, e um dos 15 maiores produtores de banana e óleo de palma no mundo; Honduras, que é um dos 5 maiores produtores de café do mundo e um dos 10 maiores produtores de óleo de palma; Costa Rica, que é o maior produtor mundial de abacaxi; República Dominicana, que é um dos 5 maiores produtores mundiais de mamão e abacate, e um dos 10 maiores produtores de cacau.
O México é o maior produtor mundial de abacate, um dos cinco principais produtores mundiais de pimenta, limão, laranja, manga, mamão, morango, toranja, abóbora e aspargos, e um dos 10 maiores produtores mundiais de cana-de-açúcar, milho, sorgo, feijão, tomate, coco, abacaxi, melão e mirtilo.
thumb|left|Criação de salmão no Chile. Um terço de todo o salmão vendido no mundo vem do país. thumb|Caminhão de uma empresa de carnes no Brasil. A América Latina produz 25% da carne bovina e de frango do mundo.
A pecuária, atividade de grande destaque na América Latina, é praticada em todos os países, ainda que de formas diferentes. A pecuária extensiva é realizada em grandes propriedades e sem o emprego de técnicas especiais; já na intensiva, utilizam-se técnicas de seleção do plantio, isto é, animais de boa raça, e cultivam-se pastagens.
Os rebanhos mais numerosos na América latina, pela ordem, são os de bovinos, suínos e ovinos. Brasil, Argentina e México são os países que possuem a maior quantidade de cabeças de gado.
O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango: 3,77 milhões de toneladas em 2019. O país é dono do segundo rebanho do maior rebanho bovino do mundo, 22,2% do rebanho mundial. O país foi o segundo maior produtor de carne bovina em 2019, responsável por 15,4% da produção mundial. Foi também o terceiro maior produtor de leite do mundo em 2018. Este ano o país produziu 35,1 bilhões de litros.O Brasil é o 3.º maior produtor de leite do mundo, superando o padrão europeu em alguns municípios Em 2019, o Brasil era o 4.º maior produtor de carne de porco do mundo, com quase 4 milhões de toneladas.
Em 2018, a Argentina era o quarto maior produtor de carne bovina do mundo, com uma produção de 3 milhões de toneladas (atrás apenas dos Estados Unidos, Brasil e China). O Uruguai também é um grande produtor de carne bovina. Em 2018, produziu 589 mil toneladas.