thumb|Conquista de Melitene pelo Império Bizantino em 934 representado no manuscrito "Escilitzes de Madrid", das Crônicas de João Escilitzes

Gabriel de Melitene (; m. The chronography of Gregory Abû'l Faraj, the son of Aaron, the Hebrew physician, commonly known as Bar Hebraeus, p.237, Bar Hebraeus, tradução para o inglês de E. A. Wallis Budge, Gorgias Press LLC, 2003 (ISBN 1593330553), (ISBN 9781593330552), 660 p. Google Books ou 1103L'Empire du Levant: Histoire de la Question d'Orient, René Grousset, p. 184-5, Payot, col. «Bibliothèque historique», Paris, 1949 (reimpr. 1979), 648 p. (ISBN 2-228-12530-X)) foi um governador da região de Melitene (actual Malatya). Guilherme de Tiro descreveu Gabriel como grego de religião, e arménio de raça, língua e costumes. Os selos bizantinos com o seu nome descrevem-no como Gabriel, protonobilíssimo e duque de Melitene.

Gabriel foi um oficial de Filareto Bracâmio, que o nomeou governador desta cidade, conquistada pelo Império Bizantino em 934. Mas vez que Melitene era a mais avançada praça-forte da Arménia Cilícia no território curdo-turco, os povos túrquicos faziam frequentemente incursões na região.

Mais do que pela força, foi pela diplomacia que Gabriel conseguiu manter este domínio. Apesar de teoricamente vassalo do Império Bizantino, enviou a sua esposa a Bagdá para confirmar o seu domínio pelo califa e pelo sultão seljúcida. Posteriormente apelou à mediação do emir danismêndida de Sebasteia (actual Sivas) para se libertar dos turcomanos, e com o seu auxílio libertou-se do controlo bizantino após a morte de Filareto em 1086.Histoire des croisades et du royaume franc de Jérusalem - II. 1131-1187 L'équilibre, René Grousset, p. 819, Perrin, Paris, 1935 (reimpr. 2006), 1013 p.

O sultão seljúcida cercou Melitene em 1097, mas a chegada da Primeira Cruzada do Ocidente obrigou-o a levantar o cerco e abandonar a região. Entretanto, passaram a ser os danismêndidas quem assolava os seus territórios, pelo que Gabriel pediu ajuda a Boemundo I de Antioquia. Boemundo veio em 1100, acompanhado do seu primo Ricardo de Salerno e dos bispos arménios de Maraş e Antioquia. Porém, Gazi ibne Danismende aprisionou Boemundo e Ricardo - e matou os bispos - na batalha de Melitene.

O emir danismêndida continuou a assolar os territórios de Gabriel que, temendo um ataque iminente à própria cidade, pediu ajuda a Balduíno I de Edessa. Esta era uma medida perigosa, e Gabriel temia que este conde cruzado tentasse tomar Melitene, tal como tomara Edessa a Teodoro, outro ex-oficial de Filareto Bracâmio. Balduíno levantou o cerco de Melitene e resgatou Boemundo, pelo que Gabriel se reconheceu seu vassalo. Em 1101 casou a sua filha Morfia de Melitene com Balduíno de Burcuque, oferecendo um generoso dote de besantes de ouro. Mas a pressão dos danismêndidas foi aumentando e em 1102/1103 tomaram Melitene, executando Gabriel.

Casamentos e descendência Gabriel de Melitene casou-se com uma filha, de nome desconhecido, de Constantino I da Arménia. Também a identidade e o número dos seus filhos são informações incertas: uma filha, casada com Teodoro de EdessaInformação deduzida da História de Vardan, que indica Gabriel como sogro do curopalata] de Edessa em 1098. A Crónica de Smbat indica também Gabriel como sogro do curopalata Teodoro. Morfia de Melitene, casada em 1101 com Balduíno II de Edessa, futuro Balduíno II de Jerusalém provavelmente uma filha casada a cerca de 1100-1103 com Leão I da Arménia.O cronista normando Orderico Vitalis escreveu que Leão I, Príncipe das Montanhas, era filho de Turoldo das Montanhas e tio da esposa de Boemundo II de Antioquia. Uma vez que Leão era irmão e não filho de Turoldo (Teodoro), não é de excluir a possibilidade de mais erros. Alice, esposa de Leão I, era filha de Balduíno II de Jerusalém com Morfia de Melitene. Existem deste modo duas possibilidades: Leão I e Morfia eram cunhados, ou Balduíno II e Leão I eram cunhados - hipótese também frequentemente admitida, uma vez que é atribuído o prenome de Beatriz à irmã de Balduíno II, irmã de Leão I.

Bibliografia The Rupenides, Hethumides, and Lusignans, W. H. Ruedt-Collenberg (Paris: Klincksieck, 1963), p. 78 A History of the Crusades, Steven Runciman, Cambridge University Press, 1951, p. 320 Syrian Christians Under Islam: The 1st 1000 Years, David Thomas, Brill Academic Publishers, 2001, p. 169

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