thumb|300px|Gráfico mostrando os valores da função de luminosidade escotópica (CIE 1951). O eixo horizontal é o comprimento de onda, em nm. thumb|300px|Comparação da eficácia relativa da visão fotópica e da visão escotópica em função do comprimento de onda da luz. thumb|300px|Espectro electromagnético visível pelo olho humano. Visão escotópica (do grego skotos: escuridão e -opia: relacionado com a visão)O termo inglês scotopia no [dictionary.com|dictionary.com] é a visão produzida pelo olho em condições de baixa luminosidade.

Em algumas espécies, particularmente as adaptadas a actividade nocturna e com grande desenvolvimento da visão nocturna, como o besouro-elefante (Deilephila elpenor), existe percepção das cores em situações de quase escuridão.Scotopic colour vision in nocturnal hawkmoths

No olho humano os cones não funcionam em condições de baixa luminosidade, o que determina que a visão escotópica seja produzida exclusivamente pelos bastonetes, o que impossibilita a percepção das cores. Em média, a visão escotópica humana ocorre em luminâncias entre 10−2 e 10−6 cd/m². Em condições intermédias de luminosidade (níveis de luminância entre 10−2 e 1 cd/m²), o olho humano é capaz de produzir uma forma de visão, designada visão mesópica, efectivamente uma combinação da visão fotópica com a visão escotópica. Contudo, esse tipo de visão permite baixa acuidade visual e uma deficiente discriminação das cores. Com níveis normais de luminosidade (níveis de luminância entre 1 e 106 cd/m²), a visão produzidas pelos cones domina e surge a visão fotópica, que no olho humano corresponde à máxima acuidade visual e discriminação de cor.

No olho humano, a máxima sensibilidade em visão escotópica atinge-se depois de cerca de 45 minutos de permanência na obscuridade, o que corresponde ao tempo necessário para se proceder à regeneração da quase totalidade das moléculas de rodopsina dos bastonetes para a sua forma activa. Em resultado da repartição dos bastonetes na retina, a máxima sensibilidade não se situa sobre o eixo óptico, mas a cerca de 6º para a sua periferia, pois a fóvea é constituída unicamente por cones. Daí resulta ser a visão escotópica marcadamente periférica.

A sensibilidade do olho humano aos diferentes comprimentos de onda em visão escotópica defere substancialmente da sensibilidade em visão fotópica (ver a tabela abaixo), atingindo o seu pico em torno dos 507 nanômetros. Em consequência, na literatura científica surge por vezes o termo lux escotópico, o qual corresponde ao lux fotópico corrigido utilizando a escala ponderal obtida pela aplicação da função de luminosidade escotópica.Photobiology: The Science of Light and Life (2002), Lars Olof Björn, p.43, ISBN 1402008422

Eficácia luminosa relativa. Visão escotópica

(nm) (nm) (nm) (nm) (nm)     0,009 29500 0,982600 0,033 15 0,000 017 80 0,034 84510 0,997610 0,015 93 0,000 009 14 0,096 6520 0,935620 0,007 37 0,000 004 78 0,199 8530 0,811630 0,003 335 0,000 002 546 0,328 1540 0,650640 0,001 497 0,000 001 379 0,455550 0,481 0,000 677 0,000 000 760 0,567560 0,328 8 0,000 312 9 0,000 000 425470 0,676570 0,207 6 0,000 148 0 0,000 000 241 0,000 589480 0,793580 0,121 2 0,000 071 5 0,000 000 139 0,002 209490 0,904590 0,065 5 0,000 035 33    

Ver também Visão fotópica Visão mesópica Visão noturna Candela Efeito de Purkinje Fotometria

Referências Wandell, Brian A. (1995). Foundations of Vision. Sunderland (Massachussetts): Sinaur Associates.

Categoria:Oftalmologia