Combate corpo a corpo (por vezes abreviado pelas siglas HTH ou H2H, do inglês hand-to-hand combat) é uma forma de confronto físico travado a curta distância, especialmente em contextos militares. Embora frequentemente designe luta desarmada, o termo também pode abranger armas empregadas a curta distância, como facas, baionetas e ferramentas de trincheira, além de técnicas oriundas das artes marciais.
thumb|center|300px|Dois soldados do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos treinando combate corpo a corpo.
Terminologia e combatives
Na terminologia militar de língua inglesa, hand-to-hand combat designa de forma ampla o combate travado a curta distância. O termo combatives também é empregado, particularmente nas Forças Armadas dos Estados Unidos, para designar sistemas e programas de treinamento destinados ao combate próximo. O manual de campanha FM 3-25.150 — Combatives, publicado pelo Exército dos Estados Unidos em 2002, trata conjuntamente do combate com fuzil e baioneta e do combate corpo a corpo, dividindo este último em treinamento básico e avançado.
Nesse contexto, combatives não constitui necessariamente uma arte marcial ou modalidade esportiva específica. O termo pode designar métodos de treinamento que selecionam e adaptam técnicas de diferentes formas de luta às necessidades militares e operacionais.
Brasil
No Exército Brasileiro, a denominação institucional utilizada é Combate Corpo a Corpo (CCC). O Caderno de Instrução EB70-CI-11.414 — Combate Corpo a Corpo, aprovado pelo Comando de Operações Terrestres em 2017, estabelece bases para organizar, conduzir e padronizar o treinamento de formas de ataque e defesa em combate corpo a corpo.
Segundo o mesmo caderno, o combate corpo a corpo entrou na grade curricular da Escola de Educação Física do Exército em 1932, inicialmente sob a denominação de Lutas, permanecendo posteriormente na instrução militar sob a designação de Combate Corpo a Corpo (CCC).
O documento estabelece que o treinamento deve preparar o militar para situações de confronto corpo a corpo, desarmado ou não, observando que determinadas atividades militares, como as desenvolvidas por unidades de polícia e unidades especiais, apresentam maior necessidade de utilização de técnicas provenientes das artes marciais.
Terminologia
Em língua inglesa, diferentes expressões são empregadas para designar formas de combate a curta distância. Hand-to-hand combat refere-se de modo geral ao confronto físico entre duas ou mais pessoas, desarmadas ou utilizando armas portáteis. No vocabulário militar dos Estados Unidos, o termo combatives também é utilizado para designar métodos e programas de treinamento voltados ao combate corpo a corpo.
O manual FM 3-25.150: Combatives, publicado pelo Exército dos Estados Unidos em 2002, contém orientações relativas ao combate com fuzil e baioneta e ao combate corpo a corpo, dividindo este último em treinamento básico e avançado.
O emprego militar de métodos de combate corpo a corpo antecede os programas contemporâneos. O Exército dos Estados Unidos mantém doutrina de treinamento dessa natureza desde o século XIX, inicialmente com forte presença do combate com baioneta. As experiências da Primeira Guerra Mundial, particularmente o combate em trincheiras, contribuíram para mudanças nesses métodos e para a incorporação de práticas como boxe e luta agarrada ao treinamento militar.
Durante o século XX, programas militares de combate corpo a corpo incorporaram técnicas provenientes de diferentes formas de luta, adaptadas às necessidades do treinamento militar. Durante a Segunda Guerra Mundial, métodos específicos de combate próximo passaram a integrar a preparação de militares e pessoal envolvido em operações especiais.
No início do século XXI, o Exército dos Estados Unidos reorganizou esse treinamento por meio do Modern Army Combatives Program (MACP). O programa integra técnicas de luta corporal ao treinamento destinado ao ambiente militar.
Nesse contexto, combatives não corresponde necessariamente a uma arte marcial ou modalidade esportiva específica, podendo designar sistemas e programas de treinamento que selecionam e adaptam técnicas de diferentes origens para objetivos relacionados ao combate próximo e às necessidades operacionais.
Brasil
No Exército Brasileiro, a denominação institucional utilizada é Combate Corpo a Corpo (CCC). O Caderno de Instrução EB70-CI-11.414 — Combate Corpo a Corpo, aprovado pelo Comando de Operações Terrestres em 2017, estabelece bases e elementos para organizar, conduzir e padronizar o treinamento de diferentes formas de ataque e defesa em combate corpo a corpo.
Segundo o caderno, o combate corpo a corpo entrou na grade curricular da Escola de Educação Física do Exército em 1932, inicialmente sob a denominação de Lutas. Na instrução militar, a atividade é denominada Combate Corpo a Corpo (CCC).
O documento estabelece que o militar deve estar preparado para situações de confronto corpo a corpo, desarmado ou não, e observa que determinadas atividades militares, entre elas as exercidas por unidades de polícia e unidades especiais, apresentam maior necessidade de utilização de técnicas provenientes das artes marciais.
História contemporânea miniaturadaimagem|Dois soldados soviéticos treinando luta corporal.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o combate corpo a corpo integrou o treinamento do Escritório de Serviços Estratégicos (OSS) dos Estados Unidos. A instrução em técnicas armadas e desarmadas constituía um dos principais componentes da formação, e William E. Fairbairn, antigo policial em Xangai e instrutor do Special Operations Executive britânico, foi o principal instrutor do OSS nessa área entre 1942 e 1945.
Ver também Combate em ambientes confinados Defesa pessoal Combate em pé Grappling
Categoria:Artes marciais híbridas