Simbácio IV Bagratúnio (; ; m. ) foi nacarar da família Bagratúnio que serviu como marzobã da Hircânia de 595 a 602 e então marzobã da Armênia de 604 a 611/6 para René Grousset ou de 599 a 607 por Christian Settipani. Foi ativo nos eventos políticos da Armênia à época, participando na guerra contra os avares no Danúbio sob o imperador Maurício . Mais adiante serviu em nome do xá .

Nome

Simbácio () é a forma latina do armênio Sembate (, Smbat), que embora se saiba ter uma origem iraniana, não se conhece seu significado. Foi registrado em grego como Simbácio (, Symbátios) e em persa novo como Sunfade (, Sunfād) e Simbá / Simbade (, Sinbād). A tradição armênia preservada em Moisés de Corene atribuiu a origem do nome a Xambate (, Šambatʻ), um suposto hebreu ativo nos tempos do mítico .

Vida

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Simbácio era filho de Manuel e pai de . Aparece pela primeira vez nos anos 580, quando o imperador Maurício solicitou que os nacarares recrutassem cavaleiros para servir na guerra contra os avares no Danúbio. Simbácio e Isaque Mamicônio lideram uma unidade de mil cavaleiros cada para Constantinopla, onde foram ricamente recompensados e enviados para casa. Sebeos também diz que Maurício supostamente adotou Simbácio na ocasião. Em 589, porém, Simbácio lidera rebelião contra os bizantinos, foi capturado por Domencíolo e enviado a Constantinopla, onde foi condenado à morte (talvez por comissão senatorial) e foi jogado para ser devorado por feras no hipódromo. Sebeos afirma que dominou um urso, um touro e um leão e então foi salvo no último minuto por Maurício, por aclamação popular, e banido, devido a várias mentiras maliciosas proferidas, para "terras distantes" e depois à África, de onde fugiu e se refugiou no Império Sassânida.

Simbácio entra no serviço do xá , logo se torna seu favorito e é honrado com o título de "Satisfação de Cosroes" (Ḵosrow Šum); outros afirmam que ganha o título apenas em 608. Segundo Parvaneh Pourshariati, a casa de Simbácio ajudou Cosroes durante a Guerra Civil Sassânida de 589–591 contra o rebelde . Em 595, foi nomeado ministro menor das finanças e marzobã da Hircânia (zona costeira meridional do mar Cáspio), posição que reteve por 8 anos (até 602). Em seu mandato, a província prospera e ele recebe o comando de forças persas e armênias com as quais teve sucessos variados. Ele auxiliou na supressão de insurreições no Oriente, como aquela de Bestã no Coração. Também descobriu uma colônia armênia no Turquestão e deu-lhe os sacerdotes que lhe faltavam. Sua lealdade e seus sucessos foram dignos de honra para sua família, e seu filho Basterotes foi nomeado copeiro real. Simbácio também foi nomeado tanuter (membro sênior de um família nacarar).

thumb|Dracma de Bestã thumb|Dinar de

Segundo selo recém-publicado, no 18º ano do reinado de Cosroes (607/608), Simbácio foi enviado à Armênia com poderes especiais e o título de "comandante do exército dos senhores das casas" (gund-i-kadag xwadāyag ān framādār), dignidade apoiada pelo título de "Senhor das Casas" que lhe foi dado no Livro das Cartas; vários autores sugerem que também foi designado marzobã da província, mas as datas variam: René Grousset sugeriu de 604 a 611/6 e Christian Settipani de 599 a 607. Seus poderes extraordinários permitiram-lhe reafirmar a autoridade da coroa persa sobre a Armênia, restaurar o prestígio da enfraquecida Igreja com a convocação de um concílio e e eleição do católico após vacância de 3 anos, e reconstruir a Catedral de Gregório, o Iluminador na capital administrativa de Dúbio, superando os objetivos das autoridades persas locais. Também interveio no concílio de Dúbio para impedir que os bispos armênios se alinhassem à ortodoxia grega.

Em seus últimos anos, talvez em 608, Simbácio liderou um exército persa-armênio contra os "cuchanas" (turcos ou heftalitas), talvez matando seu rei em combate corpo a corpo. Após essa nova vitória, foi reconvocado à corte persa em Ctesifonte, onde morreu em 616/7 cheio de honrarias. Para Nina Garsoïan, sua carreira brilhante provavelmente é fruto de um exagero do relato super laudatório de Sebeos, no qual exalta-se a força, proeza, piedade e honras do biografado, virtudes que passam a seu filho Basterotes. Apesar disso, ressalta o autora, a correspondência preservada no Livro das Cartas e o selo sassânida recém-descoberto testemunham sua importante atividade, ao menos na Armênia e fronteira oriental do Império Sassânida.

Ver também

Bibliografia

Categoria:Marzobãs da Armênia Categoria:Prisioneiros do Império Bizantino Categoria:Armênios do século VI Categoria:Armênios do século VII Categoria:Armênios do Império Sassânida Categoria:Família Bagratúnio Categoria:Generais de Cosroes II Categoria:Guerra Civil Sassânida de 589–591 Categoria:Tanuteres