José Antônio Daudt (Porto Alegre, 8 de março de 1940 — Porto Alegre, 4 de junho de 1988) foi um jornalista, político e radialista brasileiro.

Foi eleito deputado estadual pelo PMDB, com 21.429 votos, para a legislatura 1987-1991, durante a qual teve aprovado o seu projeto proibindo os aerossóis contendo clorofluorcarbono.

Morreu assassinado a tiros no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. O principal suspeito do crime foi o médico e também deputado estadual Antônio Dexheimer, também do PMDB. Comentava-se à época na imprensa gaúcha que Daudt teria um caso com a mulher do médico.

O caso foi julgado em 20 de agosto de 1990 pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e o réu absolvido por falta de provas. O julgamento foi mais longo do judiciário do Rio Grande do Sul até então e o primeiro a ser transmitido ao vivo pelo rádio e pela televisão. Relator do processo, o desembargador Décio Erpen votou pela condenação, mas foi vencido pela maioria. Foram 14 votos pela absolvição e 7 pela condenação. Sem nenhum condenado, o crime prescreveu em 2008.

O crime foi abordado em três livros: A verdade no Caso Daudt, do delegado Eduardo Pinto de Carvalho, que era o chefe da polícia na época do assassinato, A morte à procura de um autor, de promotor Daltro de Aguiar Chaves, e 800 noites de junho, do jornalista David Coimbra, que conta a história a partir da versão de Dexheimer.

Ligações externas Caso Daudt: Um crime para sempre impune

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