miniaturadaimagem|Membros contemporâneos da Federação Anarquista Italiana marchando em Roma em 2008 em uma manifestação anticatólica (o texto pode ser traduzido como "livres de dogmas, sempre hereges")

O anarquismo contemporâneo é uma reconfiguração do anarquismo clássico em resposta às realidades políticas, sociais e econômicas do presente. Surgido com força no período pós-1960 e especialmente após a queda da União Soviética, caracteriza-se pela rejeição de estruturas hierárquicas e pelo compromisso com valores como antiautoritarismo, anticapitalismo, apoio mútuo, descentralização e horizontalidade.

Como ideologia política, o anarquismo se opõe a todo tipo de hierarquia e dominação, seja ela política, econômica, social ou cultural, como o Estado, o capitalismo, as instituições religiosas, o racismo e o sexismo.Slevin, Carl. "Anarchism." The Concise Oxford Dictionary of Politics. Ed. Iain McLean and Alistair McMillan. Oxford University Press, 2003. Por consequência, suas práticas muitas vezes se sobrepõem a movimentos mais amplos, como lutas pela justiça global, antifascistas, feministas, ambientalistas e queer.

Desde o último terço do século XX, anarquistas têm se envolvido em movimentos estudantis de protesto, movimentos pacifistas e antiglobalização, entre outros. Organizações anarquistas tradicionais continuam a existir ao redor mundo e, nos anos recentes, o anarquismo como filosofia política ganhou um perfil mais bem definido como resultado do movimento antiglobalização.

Visão geral O anarquismo foi influente na contracultura da década de 1960 e os anarquistas participaram ativamente dos protestos de 1968 envolvendo revoltas de estudantes e trabalhadores. Em 1968, a Internacional das Federações Anarquistas foi fundada durante uma conferência anarquista internacional realizada em Carrara pelas três federações europeias existentes, a saber, a Federação Anarquista Francesa, a Federação Anarquista Ibérica e a Federação Anarquista Italiana, bem como a Federação Anarquista Búlgara no exílio francês. No Reino Unido, durante a década de 1970, isso foi associado ao movimento punk rock, exemplificado por bandas como Crass (pioneiros do subgênero anarco-punk).

Desde o renascimento do anarquismo em meados do século XX, uma série de novos movimentos e escolas de pensamento surgiram. Embora as tendências feministas sempre tenham feito parte do movimento anarquista na forma de anarcofeminismo, elas retornaram com vigor durante a segunda onda do feminismo na década de 1960. O movimento americano pelos direitos civis e o movimento de oposição à Guerra do Vietnã também contribuíram para o renascimento do anarquismo norte-americano. O anarquismo europeu do final do século XX extraiu grande parte de sua força do movimento operário e ambos incorporaram o ativismo pelos direitos dos animais.

O antropólogo David Graeber e o historiador Andrej Grubačić propuseram uma ruptura entre gerações de anarquismo, com aqueles "que muitas vezes ainda não abandonaram os hábitos sectários" do século XIX em contraste com os ativistas mais jovens que são "muito mais informados, entre outros elementos, por ideias indígenas, feministas, ecológicas e culturalmente críticas" e que, na virada do século XXI, formavam "de longe a maioria" dos anarquistas. "Quinta onda do anarquismo"

Bibliografia

Ver também

Anarquismo pós-colonial Anarquismo pós-esquerda Novo anarquismo Pós-anarquismo

Contemporaneo