Lourenço José Boaventura de Almada ( — )O Palácio Almada, por Luís Pastor Macedo e António Rodrigues Cavalheiro, in Anais da Academia Portuguesa da História, vol. VIII, 1944. Cf. Liv. VI dos óbitos, fl. 197. - Santa Justa, fidalgo do Conselho, (13.º representante do título condado de Avranches), foi o 1.º conde de Almada criado por D. Maria I, por despacho de 29 de Abril de 1793, confirmado por carta de 4 de Maio de 1793,(D.) LOURENÇO DE ALMADA, ANTT, Registo Geral de Mercês de D. Maria I, liv. 22, f. 249 a seu favor e dos seus descendentes.Conde de Almada, Lourenço de Almada, «Figura Notável no Tempo dos Franceses, D. Lourenço José Boaventura de Almada», Lisboa, 1973, pág. 3

Biografia Fidalgo da Casa Real e grande Proprietário, exerceu os cargos de mestre-sala da Casa Real,Alvará. Mestre Sala da Casa Real, Registo Geral de Mercês de D. Maria I, liv. 16, f. 315 de deputado da Junta dos Três Estados e de presidente da Junta da Administração e Arrecadação da Fazenda Real.Passaporte passado pelo Conde de Almada e presidente da Junta da Administração e Arrecadação da Fazenda Real, D. Lourenço Almada, Autorizando o presbítero secular Vicente Constantino Fagundes, a viajar para a cidade de Olinda, Capitania de Pernambuco, Arquivo Histórico Ultramarino, em 1801, Código de referência: PT/AHU/CU/015/0226/15312

Era senhor dos Lagares d'El-Rei, 11.º senhor de Pombalinho e foi, na Ordem de Cristo, alcaide e comendador de Proença-a-Velha, comendador de São Miguel de Acha e de São Vicente de Vimioso.

Ascendeu ao posto de tenente-coronel de cavalariaConsta do texto do despacho da mercê do título de Conde de Almada, em 4 de Maio de 1793, assinado pelo secretário de estado dos negócios do Reino em nome da Rainha. e, tal como seu pai, preencheu o lugar de capitão-general dos Açores, do qual foi o terceiro (D. Antão havia sido o 1.º capitão-general dessa mesma Capitania Geral dos Açores). Nomeado a 15 de Julho de 1795,Carta Patente de Governador Capitão Geral das Ilhas dos Açores a D. Lourenço de Almada, Conde de Almada. 15/07/1795. D. Maria I, Lv. 27, fl. 366, Alguns núcleos documentais relacionados com os arquipélagos dos Açores e da Madeira existentes em arquivos e bibliotecas de Lisboa, Isabel Branquinho mas apenas desembarcou em Angra a 6 de Novembro de 1799 "e nesse mesmo dia houve posse".

Na sua ida para os Açores, foi acompanhado pela esposa, a qual faleceu de parto na noite de 22 para 23 de Novembro de 1801, aquando do nascimento do seu filho primogénito que viria a ser o 2.º conde de Almada. Em Outubro de 18041804, Junho, 7 - Outubro, 27, Lisboa. OFÍCIO do secretário de estado da Marinha e Ultramar, visconde de Anadia (João Rodrigues de Sá e Melo Meneses e Souto Maior), ao oficial maior de sua secretaria, João Filipe da Fonseca, mandando passar portaria para o desembarque da família do conde de Almada. - Torre do Tombo, AHU_CU_Reino, Cx. 295, pasta 16. ou 1805 com a chegada do seu sucessor partiu para Lisboa,Francisco Ferreira Drummond, Anais da Ilha Terceira, Tomo III, Capítulo V possivelmente no mesmo bergantim ilustrado com seu título nobiliárquico, chamado "Conde de Almada", que anos antes tinha trazido daí a vacina contra o "o contágio das bexigas" que grassava estas ilhas.

Conta Afonso de Ornelas, na sua pesquisa que fez sobre sobre esta família, que: "de volta dos Açores, já no desempenho do cargo de deputado da Junta dos Três Estados, quando da 1.ª invasão francesa, em 1808, com aquele fôlego patriótico de que os Almadas foram autêntico símbolo e que sempre se manifestou quando a independência da Pátria estava em perigo, revoltou-se contra o desejo de muitos que queriam agradecer a Napoleão a forma como tinha recebido uma Deputação portuguesa que o foi cumprimentar a Baiona, como pedir vergonhosamente que enviasse a Portugal um seu Príncipe para RegenteAffonso de Ornellas, «Os Almadas na História de Portugal», Lisboa, 1942, p. 26".

Foi o primeiro a utilizar aquele que é hoje conhecido por Palácio dos Capitães-Generais, em Angra do Heroísmo, para seus aposentos e para os serviços que prestava para a referida capitania dos Açores.

Há igualmente notícia que tinha sido cavaleiro tauromáquico. Nomeadamente que terá actuado sozinho num dos dias compreendidos entre 11 de Agosto a 25 de Outubro de 1787 a quando de uma grande festa real organizada nessa mesma cidade.Bibliotheca Historica de Portugal e seus Dominios Ultramarinos, na Typographia .. do Arco do Cego, 1801, página 312-313

Seguindo a tradição familiar de "apoio social cristão aos mais necessitados", vemo-lo como irmão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e, tal como seu pai, a exercer a função de mordomo dos presos para a mesma, em 26 de Agosto de 1786.Catálogo de Decretos, Avisos e Ordens (séc. XVI e XIX), Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Arquivo Histórico, 2011

Segundo Oliveira Marques, terá sido denunciado em 1809 como tendo sido iniciado na Maçonaria em data desconhecida e com nome simbólico desconhecido, e, nela pertencido à Loja Amizade, de Lisboa,A. H. de Oliveira Marques, «História da Maçonaria em Portugal», Vol. I (Das Origens ao Triunfo), pág. 403, retirada a informação no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT): Intendência Geral da Policia, Papeis Diversos, 584, 22.A. H. de Oliveira Marques, «Dicionário de Maçonaria Portuguesa», Vol. I, A-I, Editorial Delta, Lisboa, 1986, pág. 42 depois afecta ao Grande Oriente Lusitano.

Dados genealógicos D. Lourenço José Boaventura de Almada,Conde de Almada, Lourenço de Almada, «Figura Notável no Tempo dos Franceses, D. Lourenço José Boaventura de Almada», Lisboa, 1973, pág. 3, 5, 1.º Conde de Almada, 13º conde de Abranches.

Nasceu em Lisboa em 14 de Julho de 1758 (dia de São Boaventura), na sua Quinta dos Lagares d' El-Rei, que nessa altura pertencia à freguesia dos Anjos e na qual foi baptizado a 10 de Agosto (dia de S. Lourenço).

Morreu em Lisboa, no seu Palácio do Rossio (hoje Palácio da Independência), em 11 de Maio de 1815. Foi sepultado no dia seguinte debaixo do altar da Nossa Senhora das Dores, no Convento da Graça (Lisboa), em jazigo de família"Livro para lembrança dos enterros dos seculares, e das covas em que são sepultados, que pertenceu ao Convento da Graça, de Lisboa". que já devia vir de seus antepassados desde o tempo de Lopo Soares de Alvarenga.

Filho de: D. Antão de Almada (14º senhor de Lagares d´El-Rei) e de sua prima, D. Violante Josefa de Almada Henriques (11ª condessa de Avranches e 10ª senhora de Pombalinho), filha de D. Lourenço de Almada (9º senhor de Pombalinho).

Casou, na freguesia da Ajuda (Lisboa), no oratório da casa dos pais da noiva, em 2 de Maio de 1786Foram testemunhasː o ̺conde de Ega, Aires de Saldanha, e o porteiro-mor João de São Paio. - «Figura Notável no Tempo dos Franceses, D. Lourenço José Boaventura de Almada», por Lourenço de Jesus Maria José Vaz de Almada, Independência - Revista de Cultura Lusíada, Sociedade Histórica da Independência de Portugal, ano 29, n. 45, Lisboa, Dezembro de 1971, com: D. Maria Bárbara José António das Mercês Lobo da Silveira Quaresma (24 de Setembro de 1783Resenha das famílias titulares do Reino de Portugal acompanhada das noticias biographicas de alguns individuos das mesmas famílias, por João Carlos Feo Cardozo de Castello Branco e Torres e Manuel de Castro Pereira de Mesquita, na Imprensa Nacional, 1838, pág. 17 - Angra do Heroísmo, 23 de Novembro de 1801Resenha das familias titulares e grandes de Portugal, por Albano Anthero da Silveira Pinto e Augusto Romano Sanches de Baena e Farinha (visconde de Sanches de Baena), F.A. da Silva, Lisboa, 1883, pág. 83), filha de D. Fernando José Lobo da Silveira Quaresma, 11.º barão e 2.º marquês de Alvito e 4.º conde de Oriola, e de sua segunda mulher D. Maria Bárbara de Menezes, filha de D. José de Menezes da Silveira de Castro e Távora, Comendador de Valada e senhor do morgado da Patameira e de Luise Gonzaga von Rappach, condessa de Rappach, dama da rainha D. Maria Ana de Áustria, filha de Carlos Adolpho, conde de Rappach, camarista da rainha de Hungria, e de sua mulher D. Luiza Gonzaga de Lamberg, filha de Francisco José, Príncipe de Lemberg e de S. R. I. a Princesa Anna Mana de Frautmadorf.Albano da Silveira Pinto, Resenha das famílias titulares Grandes de Portugal, Empreza Editora de Francisco Arthur da Silva, Lisboa, 1883. Pág. 37. Morreu a 22 de Novembro de 1801, na Ilha Terceira, e foi sepultada defronte da Capela de Nossa Senhora das Dores, no interior da Igreja de Nossa Senhora da Guia do Convento de São Francisco de Angra do Heroísmo.

Tiveram: D. Antão José Maria de Almada (1801 — 1834), senhor dos Lagares de El-Rei, alcaide e comendador de Proença-a-Velha que casou em 30 Março de 1818 com D. Maria Francisca de Abreu Pereira Cirne Peixoto, senhora do Paço de Lanheses.

Controvérsia Segundo alguns, também foi conde de Avranches ou Abranches, tal como tinham sido seus antepassados, apesar de representar a varonia Vaz de Almada e Abranches e o respectivo título nobiliárquico.

Ver também Lista de Capitães-Generais dos Açores Alcaides e Comendadores de Proença-a-Velha Lista de condados em Portugal conde de Almada Almada (apelido)

Bibliografia Conde de Almada, ̪Lourenço de Almada, «Figura Notável no Tempo dos Franceses, D. Lourenço José Boaventura de Almada», Independência - Revista de Cultura Lusíada, Sociedade Histórica da Independência de Portugal, ano 29, n. 45, Lisboa, Dezembro de 1971. João Carlos Feo Cardoso de Castelo Branco e Torres e Manuel de Castro Pereira (de Mesquita), «Resenha das Famílias Titulares», Imprensa Nacional, Lisboa, 1838. Francisco Ferreira Drummond, «Anais da Ilha Terceira», Angra do Heroísmo, vol. III, 1859 (Anais da Ilha Terceira (wikisource)). Fernando de Castro da Silva Canedo, A Descendência Portuguesa de El-Rei D. João II, Fernando Santos e Rodrigo Faria de Castro, 2ª Edição, Braga, 1993, vol. I, pg. 223. Felgueiras Gayo, «Nobiliário de Famílias de Portugal», Braga, 1938-1941, Tomo II p. 37 ("Almadas") Nobreza de Portugal e Brasil, Direcção de Afonso Eduardo Martins Zuquete, Editorial Enciclopédia, 2ª Edição, Lisboa, 1989, vol. 2, pg. 230.

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