Quilão ou Quílon de Esparta (Χείλων; ) foi um lacedemônio e um dos Sete Sábios da Grécia.
Vida Quilão era filho de Damágeto, e viveu em direção ao início do século VI a.C. HeródotoHeródoto, i. 59 fala dele como contemporário de Hipócrates, o pai de Pisístrato, e Diógenes Laércio declara que ele era um homem velho na 52ª Olimpíada (572 a.C.), quando estava no apogeu o fabulista Esopo, e que ele foi eleito éforo em Esparta na 56ª Olimpíada (556/5 a.C.) Diógenes Laércio, Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres (Trad. Mário da Gama Kury). Brasília: UnB, 1987, p. 30. Alcidamas declarou que ele era um membro da assembléia espartana.Alcidamas ap. Aristóteles, Rhet. ii. 23. 11 Diógenes Laércio vai mesmo tão longe como clamar que Quilão foi também a primeira pessoa que introduziu o costume de unir-se os éforos aos reis como seus conselheiros.Diógenes Laércio, i. 68-73 Diógenes informa que ele morreu devido ao excesso de alegria quando seu filho ganhou o prêmio de boxe nos Jogos olímpicos somado à fraqueza decorrente de sua idade avançada, e que seu funeral foi atendido por todos os gregos reunidos em assembléia no festival.Diógenes Laércio, Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres (Trad. Mário da Gama Kury). Brasília: UnB, 1987, p. 31
Diz-se que Quilão ajudou a sobrepujar a tirania em Sicião, que tornou-se um aliado espartano. Ele também é creditado com a mudança em política espartana levando ao desenvolvimento da Liga Peloponésia no século VI a.C. Hammond, N.G.L. & Scullard, H.H. (Eds.) (1970). The Oxford Classical Dictionary (p.229). Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19-869117-3.
Diógenes Laércio descreve-o como um escritor de poemas elegíacos, e atribui muitos ditados a ele Diôgenes Laêrtios (ou Diógenes Laércio), Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres (Trad. Mário da Gama Kury). Brasília: UnB, 1987, pp. 30-31: "Não fales mal dos vizinhos, pois quem fizer isso ouvirá a propósito de si mesmo coisas que lamentará." "Visita mais depressa os amigos na adversidade que na prosperidade." "Não falar mal dos mortos." "Honrar idade velha." "Preferir punição a ganho desgraçado; pois a primeira é dolorosa somente uma vez, porém o outro para o resto da vida." "Não rir de uma pessoa em infortúnio." "Se um é forte seja também piedoso, de forma que seus vizinhos possam respeitá-lo em vez de temê-lo." "Aprender como regular bem a casa própria de um." "Não permitir que a língua de um sobreponha-se ao senso de um." "Restringir ira." "Não desgostar de divinação." "Não desejar o que é impossível." "Não fazer muito tumulto no caminho de um." "Obedecer as leis." "Cultiva a tranqüilidade."
Segundo Diógenes Laércio, em sua estátua havia a seguinte inscrição: "Esparta coroada de lanças gerou este Quilão, o primeiro dos Sete Sábios em sapiência".
Leitura posterior Kiechle, Franz: Chilon. Em: Der Kleine Pauly, Bd. 1 (1964), Sp. 1146. Huxley, G.L.. Early Sparta, 1962 Diógenes Laércio, As Vidas e Opiniões dos Filósofos Eminentes Plínio, o Velho, 7, c. 33.
Ligações externas
Diógenes Laércio, Life of Chilon
Categoria:Gregos do século VI a.C. Categoria:Sete Sábios da Grécia