Doxografia deriva da palavra grega "δόξα" (doxa), que significa aparecer; opinião + "γραφία" (grafia); escrita; descrição. Doxografia é o relato das ideias de um autor quando interpretadas por outro autor, ao contrário do fragmento, que é a citação literal das palavras de um autor por outro.D. Marcondes, Iniciação à História da Filosofia, Zahar, Rio de Janeiro. O termo foi cunhado pelo helenista alemão Hermann Diels, em sua obra Doxographi Graeci (Berlim em 1879)."Panorama da historiografia antiga" em www.filosofia.org.

Doxógrafos gregos Muitas das obras dos grandes filósofos gregos não chegaram até nós. Nosso conhecimento, limitado, depende do trabalho de autores menores; trabalhos esses recolhidos em comentários ou biografias ou fragmentos de paráfrase dessas obras perdidas."Doxography of Ancient Philosophy", Stanford Encyclopedia of Philosophy. Filósofos como Platão e Aristóteles também atuam como doxógrafos. Seus comentários sobre as ideias de seus predecessores indiretamente nos dizem o que eles pensavam. Platão, em Apologia de Sócrates, por exemplo, nos diz muito do que sabemos sobre a filosofia natural de Anaxágoras de Clazômenas. Considera-se Teofrasto, autor de Opinião dos Físicos, o fundador da doxografia. Um exemplo clássico da doxografia grega é a obra de Diógenes Laércio, Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres. Graças a ele sabemos um pouco sobre alguns filósofos gregos, como os cínicos Diógenes de Sínope e Crates de Tebas.Carlos García Gual, La secta del perro y Diógenes Laercio, Vida de los filósofos cínicos, Madrid: Alianza, 1987, págs. 13-14. O léxico de Fócio e Suda também podem ser consideradas obras doxográficas. Aristóteles fazia doxografia quando expunha a opinião de um filósofo para em seguida criticá-la.

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