250px|thumb|Igor Stravinsky, compositor de Le RossignolO Rouxinol é o título em português de uma ópera em três atos de Igor Stravinsky () com libreto baseado no conto O Rouxinol de Hans Christian Andersen, escrito pelo compositor e por Stepan Mitussov. Stravinsky começou a trabalhar na ópera em 1908, mas deixou-a de lado por vários anos após ter recebido a comissão de Sergei Diaghilev para o balé O Pássaro de Fogo. Ele completou-a em 1914, depois de ter concluído os seus outros dois grandes balés: Petrushka e A Sagração da Primavera.

A primeira apresentação da ópera foi em 26 de maio de 1914 no Théâtre National de l'Opéra em Paris, em uma produção de Sergei Diaghilev, com os cantores no fosso e o balé realizado no palco. Stravinsky preparou, em 1917, um poema sinfônico, Le chant du Rossignol (A Canção do Rouxinol), música usada na ópera, como uma obra para concertos distintos.M.D. Calvocoressi, M. Igor Stravinsky's Opera: Le Rossignol, The Musical Times, 55 (856), 372-374.

A Ópera A cena se passa na antiga China, onde um pescador (tenor) comenta eventos históricos.

Ato I thumb|left|200px|Um rouxinol Na beira do mar pouco antes do amanhecer, um pescador ouve o canto do rouxinol, o que faz com que ele esqueça seus problemas. A cozinheira (soprano) traz funcionários da corte do imperador para ouvir o rouxinol (soprano), falando da beleza do seu canto. No entanto, o rouxinol está longe demais para ser ouvido. O camareiro do tribunal (barítono) promete a cozinheira uma posição como cozinheira particular para o imperador, se ela puder encontrar o rouxinol. O rouxinol, que finalmente aparece, recebe um convite da cozinheira e do camareiro para cantar ao imperador. O rouxinol aceita o convite, mas diz que a sua doce canção só acontece na floresta.

Ato II Cortesãos festejam no palácio antes do canto do rouxinol. O cozinheiro conta então aos cortesãos sobre o rouxinol, que é pequeno, cinza e praticamente invisível, mas a sua música faz com que seus ouvintes chorem. Entra então uma procissão representando a chegada do imperador, e o imperador (baixo-barítono) comanda o canto do rouxinol. O canto do rouxinol toca imperador profundamente, e ele oferece uma recompensa a ave: um chinelo de ouro para a sua gargantilha. Mais tarde, três emissários do imperador japonês oferecem um rouxinol mecânico, que começa a cantar. O pássaro genuíno voa para longe, e, por ordem do irritado imperador, é banido de seu reino. Ele nomeia então o pássaro mecânico como primeiro-cantor do reino.

Ato III O imperador está doente e prestes a morrer. A figura da morte está na câmara do imperador. Os fantasmas das suas ações vêm visitá-lo. O imperador convida músicos para a sua corte, mas o rouxinol verdadeiro reapareceu, e desafiando o decreto imperial, começa a cantar. A Morte (contralto), ouve a canção do rouxinol, e muito comovido, pede-lhe para continuar. O rouxinol concorda, desde que traga a coroa, espada e escudo do imperador. A morte gradualmente se retira da cena, pois o rouxinol continua a cantar. O Imperador lentamente recupera suas forças, e ao ver o rouxinol, oferece-lhe o cargo de primeiro-cantor. O rouxinol diz que está satisfeito com as lágrimas do imperador como recompensa, e promete cantar para ele todas as noites desde o anoitecer até ao amanhecer.

Ligações externas

na revista Time

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