A Companhia do Chapitô nasce em 1996, desenvolvendo desde logo uma linguagem artística própria. Desde a sua fundação, levada a cabo por João Sena, José Carlos Garcia e o músico e actor Rui Rebelo, procura um teatro que convida a pensar a experiência humana e amplie a participação, um trabalho colectivo em movimento e em relação, onde os elementos vocais, instrumentais, gestuais, rítmicos, e plásticos estão ao mesmo nível da linguagem verbal. A companhia trabalha e desenvolve formas que revelam a criatividade e o optimismo humano, daí a sua vocação para a comédia, que responde à capacidade do homem perceber os aspectos mais insólitos da sua realidade física e social. O propósito da Companhia é criar e comunicar um teatro dos sentidos, que sintetiza as várias artes, de provocação e compromisso com o presente, uma arte centrada no actor e no jogo entre estes e o público, afirmando a sua vocação universal. Desde 1996 ano da sua formação, produziu 35 criações originais, apresentadas tanto em Portugal como na Europa, América do Sul, Médio e Extremo Oriente. A Companhia do Chapitô está inserida no projecto Chapitô, uma colectividade cultural e recreativa sediada em Lisboa.

Repertório (incompleto)

2016

ATM - Atelier de Tempos Mortos

(em actualização)

2015

Electra

(em actualização)

2013

Dr. Jekyll & Mr. Hyde

(em actualização)

2012

Macbeth

(em actualização)

2011

Édipo

(em actualização)

2010

Cão que morre não ladra

Cães mortos não ladram – ou será que ladram? Pessoas mortas não dançam – ou será que dançam?

O último espectáculo da Companhia do Chapitô é uma comédia negra que fala duma família que tem um problema bastante sério. É uma família que tem uma maneira própria e especial de lidar com a perda dum ser amado. Uma família despedaçada e partida ao meio pela tragédia mas finalmente reunida…

O que dizem de “Cão que morre não ladra”

Em Portugal

"John Mowat, o encenador, considera que “Cão que morre não ladra” é a peça mais encharcada de “humor negro” da história da Companhia. Pela lógica é a mais surrealista mas, por ironia, é também aquela em que as personagens são mais realistas…" Cláudia Silva,Jornal Público,Janeiro 2010

"…Nesta peça, que mantém o imaginário teatral delirante de Mowat, o encenador inglês desvia-se da linguagem do teatro físico para mergulhar num teatro de texto, ainda que a sua efectividade e cruel capacidade de credibilidade realista seja possível por via por via do extraordinário trabalho físico dos interpretes." Cláudia Galhos,Jornal Expresso,Janeiro 2010

"…nunca houve família mais propensa a soluções tão estupidamente radicais como a desta absurda e um bocadinho comovente história, encenada por John Mowat num espectáculo talvez um pouco mais hilariante do que o costume. … É, não haja dúvidas, uma história de redenção, onde o que realmente encanta é a precisa e desenvolta interpretação – e embora não seja geralmente justo, qualificado e equilibrado como é este elenco, destacar um actor, o cadáver criado por Marta Cerqueira é uma personagem impossível de esquecer." Rui Monteiro, Revista Time Out, Fevereiro 2010

"Aconselho-vos a que não percam. Abram os olhos e os ouvidos o máximo que puderem, deixem-se enternecer e espantar pelo imenso talento dos actores, pelo excelente trabalho de toda uma equipa que o espectáculo revela, deixem-se impressionar até ao riso pelas momices e expressividade dos intérpretes, às vezes actores, às vezes contorcionistas, às vezes palhaços, mas deixem-se impregnar pela imensa sabedoria que a desconcertante crueldade indicia, pela realidade que apenas o riso consegue denunciar com esta dureza: a realidade familiar como palco clandestino da morte da verdade, da coragem, da vida e do amor." RisoletaC Pinto Pedro, Blog Risco de Luz, Janeiro 2010

2009

A Tempestade

É uma história de magia, monstros e espíritos numa ilha encantada num mar distante. Conta o que aconteceu nesse mundo de sonho, quando a inocência, o amor, o medo, a malvadez e a vingança entram em choque sob o poder de um grande mágico.

A peça mais visual de Willian Shakespeare

Autoria: Criação Colectiva Companhia do Chapitô Encenação: John Mowat Interpretação: Jorge Cruz, Marta Cerqueira, Tiago Viegas

O que dizem de “A Tempestade”

Em Portugal

"… O teatro é aqui um gesto, um olhar, um objecto que se transforma noutro. Num registo minimalista, tudo parte de um cenário feito de um pedaço de tecido, um livro, roupas de uso comum e alguns outros objectos. A música composta por Tiago Cerqueira é fundamental na encenação, e passa por múltiplos registos: serve a narrativa nãos sendo uma “ilustração literal” da história." Gisela Pissarra, Revista NS – Diário de Noticias, Janeiro 2009

"…A “peça mais visual de Shakespeare”, faz a equipa sentir-se como peixe nas águas da comédia visual." Rosário Anselmo, Visão, Janeiro 2009

"… Pantomina é pois a palavra-chave, a técnica por detrás do trabalho de John Mowat, a ferramenta que amplia a comédia sem descurar o conteúdo poético e o desenvolvimento dramático da obra. Este elemento, que torna a sua direcção uma abordagem original e ousada, permite aos actores explorarem os seus corpos, as suas limitações e as suas potencialidades como instrumentos narrativos, mostrando-se exemplares na representação das ambiguidades desta comédia visual, criando as palavras que não dizem em atraentes e arrebatadores movimentos que um pano preto e um livro completam como uma coreografia de sentimentos" Rui Monteiro, Time Out Lisboa, Janeiro 2009

Na Suécia

"Três actores encarnam todas as personagens num palco vazio. Transformação é o seu modo de expressão dominante, e eles usam apenas um pano preto e o livro mágico vermelho de Prospero como adereços. Principalmente no início é vertiginoso ver o modo inteligente, exacto e divertido em como passam de papel para papel, de história para interpretação, de situação para situação. O público é uma parte integrante importante na actuação, sem ser atacado ou compelido a participar activamente. " Novembro 2009

"Teatro mágico é também o que o ensemble de teatro português Chapitô mostra com a Tempestade até quinta-feira no Stadsteater de Estocolmo. O mesmo palco vazio de Brook, três actores, um pano preto e o livro mágico de Prospero é tudo que é necessário para esta peca de Shakespeare em inglês. O resto, que aqui é o principal, é corpo, mímica, gesto, voz e muita comédia. Muito rapidamente e completamente visível os actores mudam de papel com uma careta ou de cena com um gesto, tanto lutam uns com os outros como consigo próprios e a brincar apresentam os conflitos e temas da peca." Novembro 2009

"Isto é arte de imagem e movimento envolto numa história que não é necessário conhecer para poder entender." Novembro 2009

2008

Drákula

Dr. Jonathan Harker, um célebre dentista inglês é chamado de urgência a Transilvânia, ao chegar ao castelo do seu cliente depara-se com um vasto espólio de doenças e estranhos hábitos de dieta e higiene oral: queda de dentes, gengivite, mau hálito e uma acentuada ausência de vitamina D. No regresso a Londres, sucedem-se incidentes ainda mais perturbantes: o conde não consegue abandonar os seus hábitos perversos, nem a sua particular preferência por certos grupos de sangue. Nada parece detê-lo. Sem alternativa Dr. Harker pede auxilio ao seu colega e amigo Prof. Van Helsing - o grande Vampirologista. Entre A positivo e RH negativo, o romance, o suspense e o drama nas ruas sombrias de Londres. O renascimento do afamado Conde Drácula, para recuperar uma dentição que não resistiu à passagem dos séculos. O mito no seu sentido mais vampiresco...

O que dizem sobre “Drákula”

Em Portugal

"É riquíssimo, este teatro, e de infindáveis recursos, riqueza humana, recursos humanos. Quanto ao resto, entre cenários e adereços, temos três ou quatro caixotes, um banco ou dois (sei lá…) uma tábua e uns quantos chapéus. É tudo. Para um número infindável de personagens, lugares, situações. Esta é uma peça de teatro em que se chora a rir (convém não levar rímel). Sem dúvida. Mas isso, não sendo pouco, é o menos da peça. Há muito, muito, muito mais. Por detrás do riso, o coração, a contemplação, a ternura, a dor e o crescimento, a contenção e o siso. A sentir. E a ver." Risoleta Pinto Pedro, Blog: http://risocordetejo.blogspot.com/, Janeiro 2008

"… O público não recebe passivamente uma informação, tem que estar activo na realização do espectáculo e deixar a sua imaginação fluir, tanto mais que a utilização de poucos recursos humanos e técnicos é apanágio dos espectácyulos da Companhia do Chapitô. Esta economia de recursos encontra justificação na crença absoluta de que “a escassez de recursos fomenta a criatividade e a inventividade da improvisação” porque a Companhia faz muita itinerância nacional e internacional … De forma resumida, “Drakula” é um espectáculo que “oscila entre o bizarro e o hilariante, temperado com a riqueza da simplicidade que caracteriza o trabalho da Companhia do Chapitô”" Ana Leonor Martins, Revista Magazine Artes, Janeiro 2008

"… Profissionais como José Carlos Garcia, de uma expressividade e tempos cómicos apuradíssimos, Jorge Cruz, pleno de fisicalidade, e Tiago Viegas, singular nas diversas composições." Maria Inês Almeida, Revista Time Out,Fevereiro 2008

"… a procura de um teatro que amplie a participação, como contraponto ao clássico teatro de repertório e literário. A Companhia resgata a importância do actor como instrumento ao serviço da arte, com tudo o que ele tem: corpo, voz, conhecimento e criatividade." Almerinda Romeira, Jornal: Correio da Manhã, Janeiro 2008

"… Todo o trabalho é fundado numa sugestão de forte impacto visual, que convoca as mais diversas imagens e situações a partir de…quase nada, para além do corpo de actores. Interessa-me comunicar ideias visualmente e questionar como utilizaremos a linguagem” Cláudia Galhos, Expresso, Fevereiro 2008

"… Pontos fortes do espectáculo são, justamente, as deslocações, em que não apenas os três actores desempenham um sem número de personagens com uma desenvoltura impressionante, independentemente do sexo, nacionalidade ou condição social das mesmas, como se servem dos mais simples acessórios cénicos … Esta permanente recriação de personagens, lugares e ambientes é um dos aspectos interessantes e bem conseguidos de um espectáculo que é, todo ele, um modelo de criatividade e de invenção teatral… produzindo um delírio quase permanente de “nonsense” e de humor, feito, desfeito e refeito à vista do espectador, que não corre o risco de se aborrecer durante um só minuto." João Carneiro, Expresso, Fevereiro 2008

2007

Medeia

Assassinato, carnificina, crueldade, sofrimento, humilhação, engano, lascívia, fúria, desespero, vingança e tragédia são alguns dos ingredientes desta comédia negra de arrepiante hediondez representada pela Companhia Paulo Ribeiro e pela Companhia do Chapitô neste (re)contar do conhecido mito Grego. Uma criação: Colectiva Encenação: Jonh Mowat Interpretação: Leonor Keil, Jorge Cruz, José Carlos Garcia, Marta Cerqueira Co-produção: Companhia Paulo Ribeiro, Companhia do Chapitô, Teatro Viriato

O que dizem sobre “Medeia”

Em Portugal

"… É mais uma experiência de riso, até às lágrimas, através do recurso ao teatro físico....Aqui, o que se trata é mesmo do registo inteligente, mesmo que desvairado. Próximo do burlesco de tal modo que quase roça o pornográfico, num sentido humorístico e na medida exacta do ridículo exagerado que não perde o bom gosto. Mesmo nas piadas descaradamente sexuais, é uma grosseria extraordinariamente bem executada." Cláudia Galhos, Expresso, Fevereiro 2007

2005

O Grande Criador

Baseado em algumas histórias bíblicas trata-se de uma comédia visual que retrata um Deus humanizado e confrontado com os inúmeros problemas relativos à criação do mundo, do Homem e da sua evolução. Autoria: Criação Colectiva Adaptação de Textos: Miguel Castro Caldas Encenação: John Mowat Interpretação: Jorge Cruz, José Carlos Garcia, Rui Rebelo