James Patrick Caviezel Jr. (Mount Vernon, 26 de setembro de 1968) é um ator estadunidense. Iniciou sua carreira em 1991, no filme My Own Private Idaho, o qual lhe rendeu o cartão Screen Actors Guild. No ano seguinte, apareceu na série de televisão The Wonder Years. Alcançou algum sucesso como o Soldado Witt no filme The Thin Red Line (1998), um drama de guerra referente à Segunda Guerra Mundial. Nos anos de 2001 e 2002, Caviezel interpretou Catch em Angel Eyes e Edmond Dantès em The Count of Monte Cristo.

Ganhou notoriedade em 2004 ao interpretar Jesus no drama épico The Passion of the Christ, dirigido por Mel Gibson, pelo qual indicado ao Prêmio MTV Movie de Melhor Ator. Inicialmente, foi confirmado que o ator voltaria a atuar como Jesus na sequência intitulada The Passion of the Christ: Resurrection, como ponto central a Ressurreição de Jesus. Posteriormente, no entanto, o ator finlandês Jaakko Ohtonen foi escalado para interpretar o personagem.

Em 2011, interpretou John Reese na série televisiva Person of Interest, até o seu término em 2016, sendo nomeado ao People's Choice Awards para o Ator Dramático de TV Favorito (2014) e Ator Favorito em Drama Policial da TV (2016). Em 2013, apareceu em Escape Plan, como Willard Hobbes. Caviezel interpretou Lucas em Paul, Apostle of Christ (2018) e Tim Ballard em Sound of Freedom (2023).

Primeiros anos James Patrick Caviezel nasceu em 26 de setembro de 1968, em Mount Vernon, Washington. É filho de Margaret (nascida Lavery), uma ex-atriz de teatro, e de James Caviezel Sr, um quiroprático. Do lado paterno é descendente de eslovacos e suíços, enquanto sua mãe é irlandesa. Ele tem um irmão, Timothy, e três irmãs, Ann, Amy e Erin, e foi criado em uma família católica em Conway, Washington. Seu pai frequentou a Universidade da Califórnia em Los Angeles e jogou basquete para o técnico John Wooden, fazendo com que todos os irmãos Caviezel jogassem o esporte.

Dois anos antes de se mudar para Seattle, Caviezel frequentou Mount Vernon High School em 1984, depois se transferiu para a escola católica O'Dea High School, onde oferecia uma melhor chance de jogar basquete. No ano seguinte, ele foi transferido de O'Dea para outra escola também católica, John F. Kennedy Memorial High School, em Burien, continuou jogando basquete e se formou em 1987. Ele queria frequentar a Academia Naval dos Estados Unidos, mas foi negado três vezes. Ele então se matriculou no Bellevue College, onde jogou basquete universitário. Uma lesão no pé em seu segundo ano pôs fim ao seu sonho de se tornar um jogador da NBA, e ele foi transferido para a Universidade de Washington, onde voltou seu foco para atuar e se tornou um membro da fraternidade Sigma Chi. Ele admitiu que nunca teve habilidades suficientes para ser um excelente jogador de basquete, mas afirmou: "Este esporte me ajudou a me matricular na faculdade e incutir a disciplina. O basquete me preparou para me tornar um ator".

Carreira 1991–2004: Primeiros trabalhos Sua carreira profissional como ator começou no palco em Seattle. Ele apareceu em peças como The Matchmaker e Come Blow Your Horn. Jim ganhou seu cartão Screen Actors Guild com uma pequena atuação no filme My Own Private Idaho (1991), nele o ator interpreta um funcionário da companhia aérea. Porém, este filme não trouxe fama ao jovem ator. Ele então se mudou para Los Angeles para seguir com sua carreira de ator. Embora quando ele decidiu se mudar, nas palavras ditas por ele, "as pessoas achavam que eu estava louco".

Caviezel conseguiu um papel menor em Diggstown (1992), filme que foi um fracasso no que se refere à bilheteria. Alguns de seus primeiros papéis foram na televisão, incluindo uma participação na série The Wonder Years (1992), onde fez o papel de um jogador de basquete. Neste mesmo ano, o artista também apareceu no episódio Second Chance da série Human Target, transmitida pela ABC. Ele recebeu uma bolsa de estudos para estudar teatro na Juilliard School de Nova Iorque em 1993, mas recusou-se, e no ano seguinte apareceu sem ser creditado em Blue Chips, de William Friedkin, e interpretou Warren Earp no filme de 1994 Wyatt Earp. Em 1995, Caviezel estrelou novamente na televisão, em Murder, She Wrote, como Darryl Harding, um ator aspirante, no episódio Film Flam da décima primeira temporada. Ainda no mesmo ano, Caviezel apareceu em uma minissérie da CBS, Children of the Dust, e participou do episódio piloto do que seria o remake da série 77 Sunset Strip de 1958, porém o projeto nunca passou da fase de testes. Apesar de ter feito tentativas para muitos outros papéis na televisão e no cinema, incluindo na série Melrose Place, ele foi considerado estranho por alguns diretores de elenco e muitas vezes foi rejeitado. O que atraiu alguns e repeliu outros foi a intensidade e o foco do ator.

No ano de 1996, Caviezel interpretou Dizzy Anderson em Ed, de Bill Couturié. O ator também fez uma participação em The Rock (1996), um longa americano de grande bilheteria. Depois de aparecer em G.I. Jane (1997), teve um desempenho inovador no filme de 1998 sobre a Segunda Guerra Mundial, dirigido por Terrence Malick, The Thin Red Line. O filme recebeu várias indicações ao Oscar, incluindo o de Melhor Filme, e seu elenco estrela, que incluiu — além de Caviezel — Ben Chaplin, Sean Penn, George Clooney e Nick Nolte, receberam elogios quase unânimes. Para a revista Rolling Stone, Peter Travers em sua revisão apontou que "Sean Penn e o recém-chegado Caviezel, que dá uma performance de intensidade e sentimento arrebatadoras, destrancam o coração triste do filme". Em seguida, ele interpretou Black John, um bushwhacker de Missouri, em Ride with the Devil (1999), um filme da Guerra Civil Americana. Em Any Given Sunday (1999), o ator aparece não creditado como o filho distante de Anthony D'Amato (Al Pacino). A cena onde apareceu foi cortada a partir do lançamento teatral, mas está disponível em DVDs.

Caviezel foi originalmente escalado para interpretar Scott Summers / Ciclope em X-Men (2000); mas desistiu por causa de um conflito de agendamento com o filme Frequency (2000). Também estrelou o filme Pay It Forward (2000), no papel de Jerry. Caviezel conseguiu um papel ao lado de Jennifer Lopez no drama romântico Angel Eyes (2001); o filme não arrecadou muito nas bilheterias em relação ao seu orçamento, mas o desempenho de Caviezel no filme aumentou drasticamente seu destaque, e os críticos notaram ainda mais a capacidade do ator. Ele desempenhou o papel principal em Madison, um filme sobre corridas de hidroplanos em Madison, Indiana. O filme foi concluído em 2001, mas não apareceu nos cinemas até o seu lançamento em 2005. Caviezel estrelou como Edmond Dantès em The Count of Monte Cristo (2002), onde exibiu um bom desempenho, e embora o filme — e o trabalho do ator — tenha recebido críticas favoráveis, esse filme não conseguiu atrair o público. Caviezel interpretou Tom Kubik, um ex-fuzileiro naval misterioso em High Crimes (2002), junto com Ashley Judd, Morgan Freeman e Bruce Davison. O ator também atuou em um pequeno papel no drama de Paul Feig, I Am David (2003). Mais tarde ele estrelou no suspense policial Highwaymen (2004). No drama biografico Bobby Jones: Stroke of Genius (2004), interpretou o jogador de golfe Bobby Jones. Já em The Final Cut (2004), o artista interpreta Fletcher, juntamente com Robin Williams, Mira Sorvino e Brendan Fletcher.

2004: A Paixão de Cristo Em 2004, Caviezel alcançou a maior atenção da sua carreira. Quando o ator inicialmente se encontrou com o diretor Mel Gibson e seu parceiro de produção, Stephen McEveety, ele foi informado de que era sobre um papel em um filme de surfe. No entanto, o filme de surfe era apenas um artifício para convencer o ator a falar, enquanto Gibson e McEveety queriam colocá-lo como Jesus no filme A Paixão de Cristo. Embora McEveety acreditasse que Caviezel era estranho, o ator foi a primeira escolha de Gibson, em parte por causa de seus olhos cheios de alma. Caviezel assumiu o papel, que se concentrou nas últimas horas da vida de Cristo. Ele teve que aprender aramaico, hebraico e latim para o papel, e passou por oito horas de maquiagem na maioria dos dias das filmagens.

thumb|esquerda|O ator no Movieguide Awards em 2005, cerimônia em que foi premiado por seu trabalho em The Passion of the Christ. Mas toda a sua preparação não poderia prepará-lo para o sofrimento físico que sofreu durante a produção. Durante as filmagens, ele foi atingido por raios mais de uma vez, acidentalmente flagelado, teve o ombro deslocado após cair carregando uma cruz pesada e sofreu de pneumonia e hipotermia por ficar pendurado na cruz em um cânion com ventos gelados, em meio a um inverno italiano rigoroso. A respeito do incidente envolvendo o raio, o ator descreveu o evento, em uma entrevista à Catholic News Agency, dizendo: "Era a cena do Sermão da Montanha. Eu subi, as nuvens se formaram e, cinco segundos antes do golpe, senti o que ia acontecer. Estava ventando, mas não pude ouvir o vento soprando. De repente, fui atingido por um raio". Embora Caviezel (razoavelmente) tenha admitido estar aterrorizado, ele disse que também "sentia paz por dentro". Consequentemente, ele teve que ser submetido a duas cirurgias cardíacas.

Durante as filmagens do flagelo de Cristo — o momento memorável em que Jesus foi açoitado — um dos atores interpretando um torturador romano errou um pouco sua marca. Como é geralmente o caso das cenas de chicotadas, havia uma prancha nas costas de Caviezel que deveria pegar os golpes, mas depois que Gibson instruiu os chicotes a tentarem fazer overhand, as coisas deram errado. O artista comentou o ocorrido para o Today, como: "[O chicote] estendeu-se sobre o tabuleiro e me atingiu com uma velocidade que eu não conseguia respirar. É como tirar o vento de você. A picada é tão horrível que você não consegue respirar […] Virei-me e olhei para o cara, e digo: posso estar interpretando Jesus — mas me senti como Satanás naquele momento. Eu me virei para ele, alguns palavrões saíram da minha boca". Caviezel, em entrevista à Fox Nation, disse que ele realmente estava ferido durante as filmagens da caminhada de Jesus pelas ruas da Cidade Velha de Jerusalém — o caminho que Jesus seguiu para sua crucificação: "Quando caí, a cruz realmente atingiu minha cabeça e enterrou-a na areia. E mordi minha língua […] agora, na fita, você verá sangue escorrendo pelo meu lábio. Na verdade, é o meu próprio sangue […] Neste momento, meu ombro está fora do lugar e eu estava tentando de tudo para colocar meu braço sobre a cruz […] parece que é a tomada mais extraordinária, porque parece que estou acalentando nossa cruz, que é a nossa fé, e abraçá-la, mas da maneira mais bonita. Não era bonito para mim […] porque doía como o inferno […] minha articulação havia sido rasgada".