thumb|350px|Elementos orbitais de um corpo em órbita do Sol. P2 - Plano de referência (Mais frequentemente, no Sistema Solar, é usada a Eclíptica, mas pode ser usado, de uma forma geral, o plano do equador do astro principal (neste caso, do Sol)), P1 - Plano da órbita do corpo secundário, S - Astro principal (Sol), a - Semieixo maior, P - Periastro (Periélio), 16px - Nó ascendente, - Argumento do periastro, - Ponto Vernal, Ω - Longitude do nó ascendente, i - Inclinação orbital do corpo secundário em relação ao plano de referência. Os elementos orbitais de um corpo celeste são um conjunto de seis parâmetros que permitem definir a sua órbita em torno de qualquer outro corpo celeste de forma totalmente unívoca. Estas seis quantidades são:CÁLCULO DA VARIAÇÃO DOS ELEMENTOS ORBITAIS DE SATÉLITES LUNARES DEVIDO À DISTRIBUIÇÃO NÃO UNIFORME DE MASSA DA LUAGreen, Robin M. (1985). Spherical Astronomy. Cambridge University Press. ISBN 978-0-521-23988-2. Danby, J. M. A. (1962). Fundamentals of Celestial Mechanics. Willmann-Bell. ISBN 978-0-943396-20-0 Isaías Rojas Peña, Astronomía Elemental: Volumen I: Astronomía Básica, Ediciones USM, 2010 ISBN 9-563-32536-2
Longitude do nó ascendente () Inclinação orbital () Argumento do periastro () - se a órbita for em torno do Sol, argumento do periélio Semieixo maior da órbita () Excentricidade da órbita () Anomalia média da época ()
Por vezes, no lugar da anomalia média da época, utiliza-se a anomalia média de um certo tempo (), ou a longitude média, ou a anomalia verdadeira ou, mais raramente, a anomalia excêntrica.
Por vezes também a época da passagem pelo periastro substitui a anomalia média. Em lugar do semieixo maior pode-se utilizar também o período orbital.
Pode usar-se a (longitude do periastro), que se relaciona com a longitude do nó ascendente () e com o argumento do periastro () mediante a seguinte expressão:
Os três primeiros elementos orbitais simplesmente são tais que os ângulos de Euler definem a orientação da órbita no espaço, enquanto os restantes três definem a forma da órbita e a posição do corpo na órbita.
A inclinação e a longitude do nó ascendente indicam o plano da órbita. O argumento do periastro orienta a órbita dentro do seu plano. O semieixo maior (ou o período, indistintamente) determina o tamanho da órbita. A excentricidade determina a sua forma. A época da passagem pelo periastro (ou a anomalia média) permitem situar o objeto na sua órbita.
Os seis elementos anteriores surgem no problema dos dois corpos sem perturbações externas. Uma trajetória perturbada realista é representada como uma sucessão instantânea de cónicas que partilham um dos seus focos. Estes elementos orbitais chamam-se osculatrizes e a trajetória é sempre tangente a esta sucessão de cónicas.
Os elementos orbitais de objetos reais tendem a alterar-se ao longo do tempo. A evolução dos elementos orbitais tem lugar devido fundamentalmente à força gravitacional dos outros corpos. No caso de satélites, devido à falta de esfericidade do primário, ou ao atrito com a atmosfera. Isto é fundamental nos satélites artificiais da Terra ou de outros planetas. No caso de cometas, a expulsão de gás e a pressão da radiação, ou as forças eletromagnéticas introduzem pequenas forças não gravitacionais que devem ser consideradas para explicar o seu movimento.
Ver também Efemérides
Bibliografia M. Asunción Català Poch, Juan José de Orús Navarro, Jorge Núñez de Murga, Astronomía esférica y mecánica celeste, Edicions Universitat Barcelona, 2007 ISBN 8-447-53059-0 Romildo Póvoa Faria, Fundamentos de Astronomia, Papirus Editora, 1987 ISBN 8-530-80491-0
Ligações externas
Categoria:Mecânica celeste Categoria:Astrodinâmica Categoria:Órbitas